14/06/2018

Políticos ladrões roubaram até a emoção e o entusiasmo do povo brasileiro

 

Os bandos de ladrões que a partir de 2003 assaltaram a economia nacional, além de gigantescos desvios financeiros, roubaram até a emoção e o entusiasmo do povo brasileiro. É o que constata pesquisa do Datafolha publicada na edição de domingo da Folha de S.Paulo e comentada por Mauro Paulino e Alessandro Janoni, diretores do Instituto. O levantamento revelou um recorde em matéria de desinteresse pela Copa do Mundo alcançando 53% da população. Desde a Copa de 1950, a primeira realizada após guerra, nunca se evidenciou um desinteresse tão grande. As ruas do passado eram coloridas enfeitadas com emblemas, reunindo grupos que discutiam futebol.

TRANSFORMAÇÃO

De paixão nacional, como dizia Nelson Rodrigues, o futebol transformou-se em uma preocupação secundária. O fenômeno só pode ser explicado por uma apatia decorrente das decepções gigantescas com que homens e mulheres passaram a conviver, cada dia explodindo um escândalo novo atrás do outro. Lembro que em 1950 adaptaram até uma marcha para a seleção numa versão musical do trevo de quatro folhas, música americana de sucesso no musical “Anos Dourados”, retratando a vida do cantor Al Johnson. Em 1970, governo Médici, plena ditadura, o povo cantou a marchinha de Miguel Gustavo “90 milhões em ação”, relativa à população existente àquela época. A emoção tomava conta das ruas, bairros, praças. Lembro Nelson Rodrigues outra vez: a seleção é a pátria de chuteiras. Mas no momento atual a emoção de ser brasileiro ou brasileira recuou substancialmente.

VERGONHA

Do orgulho passamos a nos aproximar de uma sensação de vergonha. Os problemas se eternizam, como a saúde, segurança, educação e saneamento básico. Um cenário iluminado pelas fotos e filmes focalizando os 51 milhões de reais do ex-ministro Geddel Vieira Lima, que criou um tesouro particular num edifício de Salvador. É claro que contribuíram para essa decepção tanto os corruptos quanto os corruptores. O Brasil sofre as consequências. Nâo se pode esquecer o maremoto de corrupção impulsionado conjuntamente por políticos, administradores públicos e empresários. Na maratona da corrupção, uma escala foi reservada para as transferências financeiras através de bancos internacionais.

Não se pode, como alguns acreditam, culpar pela situação de apatia a goleada que sofremos em 2014 contra a Alemanha, maior vergonha esportiva brasileira de todos os tempos. Foi um desastre muito maior que a derrota para o Uruguai em 50. Não se pode culpar, porque não podemos também esquecer que em 2002, com 2 gols de Ronaldo Fenômeno, derrotamos a mesma Alemanha na final da Copa no Japão.

Não adianta procurar motivos para a falta de entusiasmo. O problema não é da seleção nem do futebol. Ao longo dos últimos 2 anos, quando o treinador Tite assumiu, em 9 partidas não perdemos uma só. Há poucos dias derrotamos a Áustria em Viena. As razões do desânimo estão na política, no Palácio do Planalto, na administração pública de modo geral. Está faltando vibração ao nosso país, os governos dos últimos 15 anos não conseguiram injetar dinamismo à sociedade como um todo. Além da corrupção, o desemprego, o congelamento de salários, os reajustes de vencimentos perdendo disparado na corrida contra a inflação. Acrescente-se a todo esse quadro a insegurança pública que ameaça a todos por igual. Acredito, entretanto, que a partir de domingo, quando enfrentaremos a Suíça, a magia do futebol faça o povo reencontrar-se consigo mesmo e com o país em busca de uma vitória que possa nos proporcionar a Taça de hexacampeão. Amém.

País sem democracia, cartolagem sem compromisso, Copa do Mundo sem torcida. Por Lalo Leal

O torcedor de futebol em tempos não muito distantes tinha outra diversão além de comemorar as vitórias do seu clube. Esperava com alguma ansiedade a convocação das seleções brasileiras para saber quantos jogadores de cada time haviam sido convocados. Depois, claro, comemorava a presença dos seus ídolos na seleção, ou não.

Isso acontecia em São Paulo e no Rio, uma vez que os jogadores convocados vinham apenas de clubes desses estados. Em 1958, na primeira conquista de um mundial pelo Brasil, eram 12 cariocas e 10 paulistas. Do Rio, o Flamengo cedia quatro atletas, Vasco e Botafogo três cada um, Fluminense e Bangu, um cada um. De São Paulo, o Santos e o São Paulo lideravam com três jogadores cada um, seguidos do Corinthians com dois e do Palmeiras e Portuguesa de Desportos com um.

A torcida não se limitava às convocações. O torcedor, primeiro pelo rádio e depois pela televisão, seguia atentamente os jogadores do seu clube. Queria vê-los no time titular da seleção e jogando bem. Campeões do mundo em 58, 62 e 70 passaram a ser vistos em seus clubes como ídolos internacionais de primeira categoria. A identificação do torcedor com o jogador, o clube e a seleção era intensa. Havia um certo orgulho de ver o craque do time do coração, bem conhecido e admirado, vestindo a camisa da seleção nacional. Tudo isso acabou. Em 1966, quando a seleção saiu do Brasil rumo a Copa da Inglaterra, a mídia dava como favas contadas a conquista do tricampeonato.

Essa expectativa abriu apetites político-esportivos. Foram chamados mais de 40 jogadores e se sucederam treinos e jogos em diversos estádios para atender interesses locais. Ao final foram selecionados 22, sendo 10 do Rio, 10 de São Paulo, um de Minas Gerais e outro do Rio Grande do Sul. Mineiros e gaúchos já rivalizavam com paulistas e cariocas nas competições nacionais e, para não reclamarem, receberam esse prêmio de consolação. O resultado foi uma das mais bisonhas participações do Brasil em copas do mundo: eliminação na primeira fase, depois de apenas três jogos, com uma vitória e duas derrotas. A relação com o torcedor era tão grande que, num momento negativo como esse, temia-se algum tipo de hostilidade no retorno ao Brasil. Tanto que o voo de volta da Inglaterra foi atrasado em várias horas para que a chegada no Rio e em São Paulo ocorresse na alta madrugada.

Hoje nem esse risco os jogadores correm mais. Primeiro porque há problemas muito maiores no país com que se exaltar do que por conta de uma derrota futebolística. E depois porque os jogadores podem ficar pela Europa, já que a maioria mora por lá. Dos 23 convocados, só três atuam em clubes brasileiros e devem ficar na reserva nos jogos da Rússia. Um joga na China. A distância entre torcedor e jogador é resultado da concentração econômica do futebol, com os clubes europeus (e agora também alguns do Oriente Médio e da Ásia) acumulando recursos capazes de levar para as suas casas qualquer jogador que se destaque em qualquer parte do mundo. Com isso a relação dos jogadores com o país natal se esvai e ela só é revivida, de uma forma muito tênue, quando a seleção é convocada. De nada adianta o esforço da mídia, movida a interesses comerciais, em querer tornar familiar ao torcedor o jogador que saiu adolescente do Brasil e fez toda a carreira fora do país sem nunca vestir a camisa de um clube brasileiro.

As causas econômicas globais para essa situação são reais, mas não impossíveis de serem enfrentadas. O Brasil, graças a qualidade do seu futebol, ganhou um prestígio que lhe deu condições de controlar a Fifa por décadas. Uma ação política que contribuiu apenas para atender aos interesses escusos dos dirigentes que ocuparam postos de mando na entidade internacional, como revelam os escândalos recentes documentados em reportagens, livros e investigações policiais. Nenhum esforço foi feito para proteger o futebol brasileiro. Investimentos e formas competentes de gestão poderiam impor aos clubes condições para manter em seus quadros os jogadores aqui formados.

Uma relação não corrompida entre clubes, federações, mídia (especialmente a televisão) e anunciantes poderia ter dado ao Brasil a possibilidade de enfrentar a concorrência internacional no futebol, como ocorreu em outras áreas da economia e que agora estão sendo desmanteladas pelos golpistas. O reerguimento estrutural do futebol brasileiro só acontecerá com a volta da democracia ao país e sua apropriação pelo esporte, o retorno a altivez internacional e a refundação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), pondo fim a sua histórica incompetência. Nesta Copa, infelizmente, o torcedor será mais uma vez apresentado a jogadores vindos de clubes ingleses, espanhóis, ucranianos, entre outros países. Somando-se a isso a atual crise política por que passa o país, tem-se como resultado o desinteresse do público pelos jogos da Rússia. O que, pensado bem, não é de todo mal.

Quem ama o futebol deve curtir a Copa, mas sem perder a indignação. Por Tostão

Estou curioso para ver, nesta quinta (14), a festa de abertura da Copa. Duro será assistir, depois, à Rússia e Arábia Saudita. Vou ter de arrumar tempo para ver quase todos os jogos, além de alguns programas esportivos diários, fazer minhas caminhadas e tantas outras coisas. Estou bem preparado, física e psicologicamente. Deveremos ver, no Brasil e nas outras grandes seleções, muitos craques e estratégias modernas e eficientes, como atacar e defender com muitos jogadores, deixar poucos espaços entre os setores, alternar a marcação mais à frente e a mais recuada, pressionar a saída de bola desde o goleiro e tantos outros detalhes.

EXTREMISMO

Há dois extremos de comportamentos no Mundial. Há os que tiram férias do trabalho e do(a) namorado(a), que vão ver até Tunísia e Panamá e que defendem a tese de que não existe jogo ruim em Copa do Mundo. Outros que detestam futebol, que pretendem torcer contra o Brasil e que acham uma alienação e um absurdo mudar a rotina do país. A sociedade brasileira evoluiu. A expectativa inicial, logo após os 7 a 1, era de tragédia esportiva e de aparecimento de vários Barbosas. A tristeza foi passageira, e logo surgiram as brincadeiras. É o que vai ocorrer se o Brasil fracassar neste Mundial. Segundo o Datafolha, 53% dos brasileiros estão indiferentes com a Copa, mais preocupados com a violência, a corrupção e os graves problemas que assolam o país. Os que amam o futebol e a Copa deveriam curti-la, sem abandonar suas atividades e sem perder a indignação.

ELEFANTES BRANCOS

A Rússia, como o Brasil, construiu vários elefantes brancos a preços exorbitantes. Por causa do longo tempo de monarquia absolutista e, depois, do período de ditadura comunista, a Rússia ainda não aprendeu a conviver com a democracia, com a liberdade de pensamento. Existe uma perseguição às minorias. Nas belas imagens mostradas pelas TVs, vejo muito o pôster oficial da Copa, com a foto de Yashin, o maior jogador da história da Rússia e, talvez, o melhor goleiro do mundo de todos os tempos.

Atuei em sua despedida, em Milão, em 1971. Yashin era excepcional e sóbrio no gol. Os grandes talentos, em todas as atividades, são os que tornam simples o que é complexo. Os maiores craques não enrolam com a bola. São concisos, precisos, minimalistas, como era Zé Carlos, companheiro no Cruzeiro nos anos 1960, que faleceu nesta terça.

Brasil deixou de ser país do futebol, aponta estudo

A reputação do Brasil como o país com o maior número de fãs de futebol foi contestada em uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (12/06), segundo a qual apenas 60% dos brasileiros demonstram interesse pelo esporte mais popular do planeta. Os Emirados Árabes Unidos lideram o ranking dos países com maior percentual de aficionados do esporte (80%), seguidos da Tailândia (78%), Chile, Portugal e Turquia (todos com 75%). O Brasil ocupa a modesta 13ª colocação.

O levantamento foi realizado pela empresa de informação, dados e medições Nielsen Sports, que estabeleceu um ranking com 30 países de acordo com a porcentagem da população que se diz interessada em futebol. O Brasil demonstrou uma queda significativa desde 2013, quando chegou a registrar 72% de interessados. Esse percentual foi registrado um ano antes de o país sediar a Copa do Mundo, na qual acabou sendo eliminado de forma amarga na semifinal, ao perder de 7 a 1 da Alemanha.

Segundo o estudo, o interesse dos brasileiros pelo esporte é instável, e o comparecimento aos jogos varia muito, dependendo do desempenho das equipes e se elas estão em momentos decisivos das competições. Outros fatores citados pela pesquisa que influenciam a ida dos torcedores aos estádios são os horários das partidas e as condições meteorológicas. Na última temporada, o campeonato brasileiro teve publico médio de 16.418 espectadores.

A pesquisa registra um crescimento da popularidade do futebol em países como China (de 27% em 2013 para 32% em 2017), Índia (de 30% para 45%) e Estados Unidos (de 28% para 32%). O Reino Unido, apesar de abrigar a famosa Premier League, está apenas na 17ª posição do ranking da Nielsen.

Redes sociais

Segundo o levantamento, o jogador do Real Madrid e da seleção de Portugal Cristiano Ronaldo domina as redes sociais, bem à frente de seu principal rival, o argentino Lionel Messi. Os 570 milhões de interações nos perfis do craque português no Facebook, Twitter e Instagram nos primeiros cinco meses do ano foram bem superiores aos números de Neymar, com 294 milhões, e Messi, com 201 milhões. O relatório avalia que as interações nas redes sociais, ao contrário do número de seguidores, são essenciais para a compreensão do valor de um perfil, demonstrando quantas pessoas interagiram com uma determinada conta e fornecendo uma ideia mais clara sobre o impacto e a influência de um grupo ou indivíduo.

O zagueiro do Real Madrid e da seleção espanhola Sergio Ramos, aparece em quarto lugar, com 158 milhões de interações, à frente do egípcio Mohamed Salah (105,3 milhões).

No que diz respeito aos seguidores nas redes sociais, Cristiano Ronaldo também lidera, com 322,8 milhões no Twitter, Instagram e Facebook, enquanto Neymar tem 194,2 milhões, e Messi, 181,9 milhões.

Copa de 2026, o dinheiro e Trump

No fim das contas, foi tudo como sempre na Fifa. Durante mais de uma hora, tudo girou em torno do dinheiro no congresso da federação de futebol em Moscou. Suas reservas se reduziram a menos de 1 bilhão de dólares, há anos tal coisa não acontecia. A culpa é dos altos gastos com advogados, devido aos escândalos de corrupção em que está envolvida.

Apesar disso, cada um dos mais de 200 clubes integrantes da Fifa deverá receber a soma recorde 6 milhões de dólares ao longo de quatro anos, quer se trate da Federação Alemã de Futebol (DFB), com 7 milhões de sócios, quer seja a de Guam, com apenas alguns milhares.

É preciso saber disso tudo para compreender por que agora são os Estados Unidos, juntamente com o Canadá e o México, que organizarão a Copa do Mundo 2026, e não Marrocos.

A questão é o dinheiro. A candidatura denominada "United 2026" prometeu à Fifa 11 bilhões de dólares de lucro, o concorrente Marrocos "só" 5 bilhões. Nos bastidores do congresso, os muitos clubes pequenos, que são maioria na Fifa, deixaram claro: eles dependem das verbas de Zurique. Pelo menos é o que pensam. (Quem quiser saber o que um clube de futebol como o das Ilhas Faroé faz com tanto dinheiro assim, basta dar uma olhada no selo deles.)

Um jogador marroquino frisou, na apresentação ao congresso, que futebol "não é só dinheiro". Essa frase diz muito sobre os negócios que, na realidade, a Fifa realiza para os clubes em todo o mundo. Em primeiro lugar vem o dinheiro. Essa é uma verdade sobre a opção pela América do Norte e Central.

A outra se chama Donald Trump. Ele deixara claro pelo Twitter que quem não apoiasse a candidatura americana, em caso de dúvida também não devia mais contar com o apoio político dos EUA. É provável que nas últimas semanas diversos clubes de países menores ou emergentes tenham recebido um telefonema do chefe do Estado e governo. Com uma mensagem clara sobre em quem deviam votar. O Zimbábue até mesmo declarou isso publicamente.

O próprio Trump escreveu três cartas ao chefe da Fifa, Gianni Infantino, nas últimas semanas, fazendo campanha para o Mundial 2026 e até mesmo colocando na raia seu assessor político e genro Jared Kushner.

No fim das contas, não há dúvida que isso ajudou. Mas, afinal, não é nada de novo dinheiro e política serem os fatores determinantes em decisões da Fifa.

Sem chuteiras da Nike, Irã pede ajuda à Fifa

Após a decisão da Nike de deixar a equipe nacional do Irã sem chuteiras para a Copa do Mundo da Rússia, a confederação iraniana de futebol enviou carta pedindo auxílio à Fifa e exigiu uma explicação para a atitude da fabricante americana de artigos esportivos.

A Nike confirmou nesta segunda-feira (11/06) a declaração feita na última semana de que não forneceria chuteiras para a equipe do Irã devido às sanções econômicas. As medidas foram impostas no mês passado, quando os Estados Unidos deixaram um pacto nuclear firmado em 2015 entre países ocidentais e Teerã.

"Sanções americanas significam que, como uma empresa dos Estados Unidos, a Nike não pode fornecer chuteiras a jogadores no time nacional iraniano neste momento", diz a declaração da empresa, divulgada na última sexta-feira. O porta-voz da marca lembrou que as sanções impostas à Nike valem há anos. Mas, segundo informações do canal esportivo ESPN, a empresa não deu muita importância a essas restrições até recentemente, quando o presidente Donald Trump anunciou que os EUA sairiam do acordo nuclear com o Irã. Queiroz, cuja equipe estreará contra o Marrocos pelo Grupo B nesta sexta (15/06), considerou as afirmações da companhia "desnecessárias" e as considerou "um insulto ao Irã". "Todos estão cientes das sanções", afirmou. "Eles [a Nike] deveriam se desculpar porque esse comportamento arrogante contra 23 meninos é absolutamente ridículo e desnecessário", criticou. Além do Marrocos, os outros dois adversários do Irã serão Portugal e Espanha na fase de grupos.

Queiroz afirmou ainda que "não é possível que uma sanção seja imposta a jogadores tão pouco tempo antes de uma Copa do Mundo. Todo mundo sabe como é importante os atletas jogarem com as próprias chuteiras", disse o português.

O uniforme do Irã é fornecido pela empresa alemã Adidas, mas alguns jogadores, como Saman Ghoddos, que atua pela equipe sueca Ostersund, costumam usar chuteiras da Nike.

Ainda não se sabe se os jogadores poderão obter chuteiras extraoficialmente. Em busca de soluções, alguns dos membros do time iraniano pediram chuteiras a colegas que jogam nos mesmos clubes. Outros foram sozinhos a lojas de equipamento esportivo e compraram chuteiras novas. A Adidas também ofereceu ajuda.

Em aberto, também, está a questão do impacto da decisão da Nike sobre as vendas da empresa durante a Copa. "O Mundial tem força especialmente do ponto de vista do marketing. Em 2014, mais de 3,2 bilhões de pessoas assistiram a um jogo da Copa", lembra Oliver Brüggen, diretor de Relações Públicas da Adidas. "A Adidas vendeu oito milhões de camisas oficiais na última Copa."

Na disputa recorrente dos fabricantes de equipamentos esportivos, que acontece a cada Mundial de futebol, a Nike já causou hype entre torcedores do mundo inteiro com o uniforme da Nigéria, esgotado poucos minutos depois do início oficial das vendas e cujo design é inspirado no uniforme de 1994 da equipe.

Para dominar a Copa do Mundo como plataforma publicitária, os fornecedores de artigos esportivos investem muito dinheiro nas seleções. A adidas veste 12 dos 32 times participantes, contra dez da Nike. Em 2016, a empresa prorrogou o contrato com a Confederação Alemã de Futebol até 2022, somando entre 65 e 70 milhões de euros anuais.

 

Fonte: Por Pedro do Coutto, na Tribuna da Internet/RBA/Deutsche Welle/Municipios Baianos

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