14/06/2018

Saiba quem são os 'bad boys' da Copa da Rússia

 

A maioria dos melhores jogadores do mundo estará na Copa do Mundo da Rússia, que começa na próxima quinta-feira (14). Mas alguns atletas são conhecidos também por causar problemas dentro de campo, em geral por envolvimento em episódios violentos, estão confirmados. Entre os mais polêmicos da atualidade está o zagueiro espanhol Sérgio Ramos, que cria um pânico aos atacantes rivais por suas marcações nada delicadas, literalmente no corpo a corpo.

O caso mais recente protagonizado pelo defensor foi na final da Champions League deste ano, em maio, disputada entre o Real Madrid e o inglês Liverpool. Em disputa de bola, Ramos prendeu o braço do atacante Mohamed Salah, que disputará o Mundial pelo Egito. Ambos foram ao chão, mas o espanhol caiu sobre o ombro do rival, que sofreu um entorse, deixou a partida antes da metade do primeiro tempo e desfalcará sua seleção ao menos no jogo de estreia da Copa.

Dias depois, o espanhol foi acusado de, na mesma partida, ter causado uma concussão no goleiro do Liverpool, Loris Karius, após uma cotovelada que o atingiu na cabeça. Como consequência, teve sua atuação prejudicada, chegando a falhar grosseiramente em dois dos três gols que deram o título ao Real.

A Espanha tem em seu elenco outro jogador na lista de bad boys do torneio: o atacante Diego Costa. Nascido no Brasil e naturalizado espanhol, o jogador do Atletico de Madrid é provocador, tem pavio curto e, apesar dos muitos gols marcados, costuma desfalcar sua equipe pelo excesso de cartões amarelos e vermelhos.

O time do Brasil que estará na Rússia também tem seu representante nesta lista de arrumadores de confusão: o lateral-direito Fagner, do Corinthians. Por costumar usar força muito acima da necessária na disputa pela bola, ganhou a fama de desleal entre adversários.

Um dos casos mais emblemáticos de seu temperamento ocorreu durante um jogo pelo Campeonato Brasileiro de 2016, contra o Flamengo. O lateral aplicou uma tesoura contra o meio-campo Ederson, que fez o meio-campista ficar nove meses sem poder jogar até recuperar-se da lesão.

Entre as equipes da América do Sul que levarão um bad boy para a Copa está o Uruguai, que tem o atacante Luis Suárez, do Barcelona. O jogador se envolveu em polêmicas de várias naturezas, mas destacam-se as mordidas com que deixou marcas em dois rivais. Primeiro contra o zagueiro Ivanovic, do Chelsea, em 2013, quando o uruguaio jogava pelo Liverpool, durante partida do Campeonato Inglês. No ano seguinte, na Copa de 2014, deu uma dentada que deixou marcas profundas no ombro do defensor Giorgio Chiellini, da Itália. O ataque rendeu-lhe uma suspensão dos gramados por um ano e nove meses.

Em outras edições

Quando se fala de expulsão, é difícil não lembrar da cotovelada do lateral brasileiro Leonardo contra Tab Ramos, da seleção dos Estados Unidos, na Copa de 1994, ano em que a Seleção conquistou o tetracampeonato. Outro brasileiro também marcado por uma jogada violenta é o volante Felipe Melo, atualmente no Palmeiras. Na edição de 2010, na África do Sul, o volante deu uma pisada em Arjen Robben, meio-campo da Holanda, adversária nas quartas de final – a seleção brasileira perdeu a partida e foi eliminada.

O craque francês Zinédine Zidane também tem seu currículo manchado por ter sido esquentadinho durante jogos em um mundial de seleções. A primeira vez foi na Copa da França, em 1998,  ainda na fase de grupos, quando o meia deu um pisão num jogador da Arábia Saudita. A mais marcante ocorreu na finalíssima da Copa de 2006, quando deu uma cabeçada no peito do zagueiro italiano Marco Materazzi, foi expulso, desfalcou seu time e viu a Itália levar o troféu para casa.

Um dos maiores jogadores da história do futebol, o argentino Diego Maradona, que fez carreira não só pelo que jogava, mas pelo comportamento fora dos campos, não escapa desta lista. Em 1982, na Copa da Espanha, em sua estreia em copas, perdeu a cabeça e deu um chute no volante Batista, da seleção brasileira, durante jogo da segunda fase da competição. O hermano foi expulso, e a Argentina perdeu  por 3 a 1.

Antes dele, em 1998, a expulsão de outro argentino, Ariel Ortega, foi uma das responsáveis pela eliminação do time pela Holanda, nas quartas de final, por 2 a 1. O meia deu uma cabeçada no goleiro Van der Saar e levou cartão vermelho direto.

Um lance que não resultou em expulsão marcou a história das copas foi protagonizado pelo volante De Jong, da Holanda, na final da Copa do Mundo de 2010, contra a Espanha. Ele acertou um chute no peito do meia Xabi Alonso, comparado a um golpe da luta marcial Kung Fu. Pouco adiantou: os espanhóis levaram o jogo até a prorrogação, fizeram 1 x 0, com gol de Iniesta, e sagraram-se campeões.

Curiosidades

A seleção brasileira teve jogadores expulsos em oito Copas, sendo a seleção a ter mais edições com expulsões. Além disso, o Brasil é o país com mais cartões vermelhos: foram 11 vezes, em 20 Copas. Em segundo lugar vem a Argentina, com 10, e em terceiro o Uruguai, com 9.

Por outro lado, a seleção camaronesa é a única com uma média de expulsões superior à de participações. Na Copa de 2014, no Brasil, os Leões Indomáveis fizeram sua sétima participação, mas a expulsão de Alex Song, contra a Croácia, foi o oitavo cartão vermelho dos camaroneses.

Em 1986, na Copa do México, o uruguaio José Batista foi o jogador que recebeu o cartão vermelho mais rápido da história do torneio. Ele recebeu o cartão no primeiro minuto de jogo, após dar um carrinho em Gordon Strachan, da Escócia.

A Copa da Alemanha, em 2006, foi a que mais se distribuiu cartões vermelhos: 28 em 64 jogos. Nesta edição, a partida entre Portugal e Holanda foi a que teve mais jogadores expulsos em um duelo: dois de cada lado (Costa e Deco, do lado português, Boulahrouz e Bronckhorst, do time holandês). Além disso, o juiz distribuiu nada menos que 16 cartões amarelos.

Brasil, França, Alemanha. As previsões (estatísticas) para a Copa 2018

Quem não se lembra do Polvo Paul, célebre por ter previsto vencedores de duelos durante a Copa de 2010? Sucesso à época, agora ele pode ser substituído por modelos baseados em probabilidades estatísticas, que em tese poderiam fazer uma previsão mais bem fundamentada do que o octópode sobre o futuro campeão do Mundial da Rússia.

O grupo financeiro internacional Goldman Sachs divulgou nesta segunda-feira (11) estudo dando conta de que o Brasil vai erguer o troféu na competição, em uma revanche contra seu algoz de 2014. “O Brasil vai ganhar sua sexta Copa do Mundo, derrotando a Alemanha no dia 15 de julho na final”, diz o relatório.

Para chegar a esse resultado, a entidade diz ter utilizado ao menos 200 mil modelos de machine learning (aprendizagem automática, um subcampo da ciência da computação), combinando dados que vão desde as características das seleções até seus jogadores e partidas recentes, entre outros elementos.

A "vingança" brasileira começaria antes da final. Segundo o Goldman Sachs, o Brasil vai eliminar a França, que superou a seleção canarinho nas Copas de 1986, 1998 e 2006. Portugal cairia nas semifinais diante da Alemanha, após eliminar a Argentina nas quartas.

É bom lembrar que o Goldman Sachs previu, com base neste modelo, que a seleção brasileira seria campeã em 2014. Além disso, foi acusada na crise financeira de 2008-2009 de induzir seus clientes ao erro e omitir fatos.

Alemanha favorita, seguida da Espanha

Aqui no Brasil, um grupo formado por estatísticos de três universidades desenvolve modelos de previsão dos resultados de eventos esportivos desde 2006. De acordo com o Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (Cepid-Cemeai), a Alemanha é favorita ao título, com 17,39% de chance de ser campeã. Em seguida vem a Espanha, com 15,64%, e depois aparece o Brasil, com 12,93%. A Bélgica tem 11,63% de possibilidades de ser levar o inédito caneco.

O grupo acertou a final do Mundial de 2010, colocando a Espanha como campeã, superando a Holanda. Já em 2014 apontou com correção um dos finalistas, a Argentina, mas cravou o Brasil como campeão superando a equipe de Lionel Messi.

“Nós utilizamos o conhecimento de especialistas nas análises e também informações exatas, como o ranking da Fifa”, conta ao Jornal da USP o professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) de São Carlos da USP Francisco Louza, um dos coordenadores do Cepid-Cemeai.

A previsão do Fifa 2018

A EA Sports, empresa que desenvolveu o jogo Fifa 2018, lançou uma atualização com novos dados dos jogadores que vão participar da Copa de 2018. Com base nisso, criou uma simulação estabelecendo uma sequência de partidas da primeira fase até a decisão do torneio.

De acordo com a previsão, o Brasil é desclassificado nas quartas de final, sendo derrotado pela Bélgica por 2 a 0. Em seguida, a França elimina nossos algozes por  2 a 1, batendo a Alemanha na final nos pênaltis.

O nível de detalhamento não chega apenas aos resultados como passa também pelas premiações. O francês Antoine Griezmann levará a Bola de Ouro de Melhor Jogador e também se consagra como artilheiro da competição, segundo o game. O espanhol David de Gea leva o troféu de melhor goleiro e o brasileiro Gabriel Jesus ficará com o título de melhor jogador jovem.

Em 2010 e 2014, as simulações do Fifa 2018 acertaram os campeões de cada edição. Repetem a dose em 2018?

 

Fonte: RBA/Municipios Baianos

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