14/06/2018

PF afirma que Geddel esteve em local de propina apontado por Funaro

 

A Polícia Federal (PF) confirmou que o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) esteve no local apontado como ponto de entrega de propina pelo delator Lúcio Funaro. As informações são do G1. A PF informou que a confirmação foi possível porque o celular do ex-ministro foi rastreado por antena de telefonia móvel no local, nas datas e nos horários em que Funaro dizia estar levando malas de dinheiro para Geddel.

De acordo com a PF, Geddel estava nas proximidades do aeroporto de Salvador onde, segundo Funaro, havia um hangar usado pelo ministro para receber o dinheiro. O rastreamento foi um dos motivos que levaram a PF a indiciar ex-ministro por corrupção na Operação Cui Bono, que investiga fraudes na liberação de empréstimos da Caixa Econômica Federal.

Ainda conforme a publicação do G1, os investigadores descobriram a localização de Geddel porque ele usou o celular para fazer ligações, boa parte delas para o deputado cassado Eduardo Cunha (MDB), que usava Funaro como operador de propinas, segundo as investigações.

A revelação está no relatório da Operação Cui Bono remetido na semana passada à Justiça Federal em Brasília ao qual a TV Globo teve acesso.

No relatório, o delegado Marlon Cajado detalha que "[...] a análise do terminal utilizado por Lúcio Funaro – (11) xxxx xxxx – , onde é possível verificar que seu telefone utilizou a antena ou estação rádio-base (ERB) das proximidades do Aeroporto de Salvador/BA, no dia 29/01/2014, precisamente às 19:39:52h. De outro lado, às 19:00h da mesma data de 29/01/2014, a ERB do terminal utilizado por Geddel Vieira Lima, (71) xxxx xxxx, também foi registrada nas proximidades do aeroporto de Salvador/BA".

'Ele é ficha limpa, não foi condenado', diz Lúcio ao defender Geddel

Lúcio Vieira Lima, deputado federal pelo MDB, saiu em defesa do irmão e ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso pela Polícia Federal após a apreensão dos R$ 51 milhões em Salvador.

Durante entrevista à Metrópole FM na manhã desta quarta-feira (13), o parlamentar frisou, inclusive, que seu irmão é ficha limpa: “Em tese ele é ficha limpa, porque não foi condenado".

Na conversa com o apresentador Mário Kertész, Lúcio Vieira também disse se sentir incomodado por relacionarem o nome da sua mãe, Marluce Vieira Lima, com o caso investigado pela PF. “Quem conhece dona Marluce com toda certeza não acredita nisso. Uma senhora de 80 anos que praticamente não se locomove, vai poder cometer qualquer coisa? O que me incomoda mais é envolver minha mãe nisso", afirmou.

‘O que me incomoda é envolverem minha mãe nisso’, diz Lúcio

O deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB) descreveu nesta quarta-feira (13) a irritação pela vinculação da mãe dele, D. Marluce, no caso do bunker onde foram encontrados R$ 51 milhões em malas e caixas.

Os dois e o ex-ministro Geddel Vieira Lima viraram réus no Supremo Tribunal Federal (STF) devido ao escândalo e o parlamentar é alvo de ação no Conselho de Ética da Câmara Federal pela mesma razão.

Em entrevista à Rádio Metrópole, o emedebista disse que não se importa sobre o que dizem a seu respeito por ter “consciência tranquila”: “O que me incomoda é envolverem minha mãe nisso”.

“Quem conhece dona Marluce com toda certeza não acredita nisso. Uma senhora de 80 anos que praticamente não se locomove, vai poder cometer qualquer coisa? Me perdoe”, concluiu.

Quanto ao irmão, Lúcio disse que “em tese, ele é ficha limpa, por que não foi condenado” e afirmou que a relação dele com a fortuna encontrada pela Polícia Federal no ano passado em um apartamento no bairro da Graça, área nobre de Salvador, está sendo “esclarecida nos autos”.

'Vou ser candidato e vou me reeleger, sim', assegura Lúcio Vieira Lima

O deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB) atribui a adversários políticos a informação de que não seria candidato nas eleições de outubro. O parlamentar enfrenta no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados um processo de cassação do mandato por quebra de decoro e é investigado pela Polícia Federal por crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e peculato.

"O que mais se espalha por aí é que não vou ser candidato. Vou ser candidato, sim. Vou me reeleger, sem nenhum tipo de arrogância, sim", reiterou o emedebista em entrevista à Metrópole FM na manhã desta quarta-feira (13).

Lúcio também disse que não tem nada a ver com as malas apreendidas no endereço atribuído ao seu irmão Geddel Vieira Lima. "Isso das malas falo com a maior tranquilidade. A quem diz que sou culpado, cabe apresentar as provas", disse. "Reafirmo que não há nenhuma digital minha nisso. O que a gente quer é a perícia, o que nos é negado", lembrou.

Lúcio acredita que pressão levou Neto a dizer que desistiu de candidatura por causa do MDB

O deputado federal Lúcio Vieira Lima, irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, minimizou uma entrevista concedida pelo prefeito ACM Neto, presidente nacional do DEM, ao jornal O Estado de S. Paulo. Ao diário, o democrata disse que um dos motivos que fizeram com que desistisse de concorrer ao governo da Bahia foi o fato de não estar disposto a ficar explicando eventual aliança com o MDB. O partido emedebista ficou desgastado depois que a Polícia Federal apreendeu R$ 51 milhões em endereço atribuído a Geddel no bairro da Graça.

"É óbvio, é inegável todo o desgaste que o MDB viveu aqui na Bahia, sobretudo nos últimos dois anos, e eu não queria trazer isso para o meu palanque. Eu não queria passar toda uma campanha justificando coisas que eu não tenho nenhuma responsabilidade. Por isso tinha decidido que o MDB não estaria na minha equação política. Nada que signifique dizer que eles não têm o direito de se defender. Eles têm o direito. Não faço condenação prévia de ninguém, procuro manter o respeito nas relações pessoais, porém para mim estava muito claro que, caso eu fosse candidato a governador, deveria ser sem carregar isso comigo", afirmou ACM Neto no início deste mês de junho.

Em entrevista à Metrópole FM nesta quarta-feira (13), Lúcio afirmou que não acredita que este tenha sido o real motivo da desistência. "Foi a primeira vez que li isso do prefeito ACM Neto. Até porque ele chegou a se emocionar ao dizer que não foi candidato por amor a Salvador, fez pesquisa e tinha 70% dos eleitores de Salvador que não queriam que ele largasse a prefeitura", relembrou.

"Do ponto de vista da declaração, eu não tenho o prefeito ACM Neto como mentiroso. Ele pode ter muitos defeitos. E os tem como eu os tenho. Mas mentiroso eu não tenho ele na conta. Se ele disse, se ele se emocionou ao falar que não ia sair candidato por amor a Salvador, eu pergunto: aquele choro era forçação de barra? Imagino que foi um choro verdadeiro", disse o emedebista, atribuindo a pressão nacional como fator que motivou a declaração do gestor soteropolitano.

Bretas condena dono da Delta a quatro anos de prisão

O juiz Marcelo Bretas condenou nesta quarta-feira (13) o dono da empreiteira Delta Construções, Fernando Cavendish, a quatro anos e dois meses de prisão, inicialmente no regime semiaberto, ao julgar ação penal derivada da Operação Saqueador, segundo a Folha.

O empresário foi acusado de gerar R$ 370 milhões para o caixa dois da Delta por meio de lavagem de dinheiro com as empresas de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e de Adir Assad.

Também foram condenados outros sete diretores da empreiteira, além do próprio Carlinhos Cachoeira, cuja pena foi fixada em 9 anos e seis meses.

Réu confesso no processo, Cavendish afirmou que parte dos recursos foi usado para pagar propina ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB).

O emedebista, porém, não é réu nesta ação. O dono da Delta teve sua pena diminuída em três anos e nove meses após disponibilizar à Justiça Federal créditos de R$ 375 milhões que a empresa considera ter com governos estaduais e municipais.

STF proíbe Cristiane Brasil de ter contato com o pai

A deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) está impedida manter qualquer tipo de contato com seu pai, o deputado cassado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson.

A determinação foi do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), na mesma decisão em que autorizou a Polícia Federal a realizar busca e apensão nas residências da deputada.

De acordo com Fachin, fica proibido “manter contato com os demais investigados ou servidores do Ministério do Trabalho, salvo, nesta última hipótese, quando imprescindível ao exercício do mandato parlamentar, mediante prévia justificativa nestes autos”.

Roberto Jefferson foi alvo da primeira fase da Operação Registro Espúrio, no último 30 de maio. Ele é suspeito de integrar a quadrilha que vende registros sindicais ao MT. As apuração aponta para desrespeito do grupo à fila dos pedidos de registro e aprova os sindicatos que pagam propina a parlamentares.

A deputada também está proibida de frequentar o Ministério e de manter contato com servidores, a não ser para tratar de assuntos relacionados ao exercício do mandato. Mesmo assim, deverá comunicar ao STF com antecedência.

Relator pede que TCU aprove contas do governo Temer, com ressalvas

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo, relator do processo das contas do presidente da República, Michel Temer, pediu, em seu parecer prévio, a aprovação, com ressalvas, das contas do presidente referentes ao ano de 2017. A aprovação, no entanto, faz quatro alertas e 22 recomendações.

“Voto para que o tribunal aprove as minutas de acórdão e parecer prévio”, disse o ministro, após ter alertado que, caso medidas estruturantes não sejam efetivadas, os recursos governamentais ficarão comprometidos com o pagamento de despesas previdenciárias e com custeio.

Ele enfatizou a necessidade de o teto de gastos, que limita o crescimento das despesas governamentais ao índice inflacionário do ano anterior, ser cumprido. Caso isso não ocorra, alertou, faltará ao governo recursos para o pagamento de suas despesas.

“Caso as medidas estruturantes não sejam efetivadas, em poucos anos só seria possível pagar despesas previdenciárias e de custeio. Um cenário em que, no futuro, [o governo] terá de recorrer a crédito para seus gastos de manutenção”, acrescentou.

Se aprovado pelo plenário do TCU, o parecer será encaminhado para avaliação da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) do Congresso Nacional, que elaborará novo parecer. Tendo em mãos os pareceres do TCU e da CMO, senadores e deputados julgarão as contas do presidente.

A análise do relatório de contas do governo é feita anualmente e abrange tanto o orçamento como a atuação governamental, a partir da consolidação de dados obtidos em diversos órgãos do governo.

 

Fonte: BNews/Bahia.ba/Municipios Baianos

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