14/06/2018

Feira: Arraiá do Comércio promove bons negócios

 

O Arraiá do Comércio, realizado na praça do Fórum, se consolidou como uma boa opção de lazer para o feirense neste período de festejos juninos. Pessoas como José Ferreira Gama, de 70 anos um ex-policial militar que dá show dançando forró e não perde uma edição da festa.

Ex-capitão da PM, seu José ainda tem a energia dos seus tempos de policial. “Não sei é se a banda vai conseguir me acompanhar”, brinca. No auge de sua idade, o dançarino está literalmente na pista. Vive sozinho há 20 anos, mas com tanto talento, sempre acha uma parceira para compartilhar a paixão pela dança. E se não achar, segue o baile.

“Eu não sei tocar nem um triângulo, mas dançar forró é comigo mesmo”, afirma. Seu José curte forró o ano inteiro. “Todo domingo tem um forró no largo do Parque Subaé e sempre estou lá”, declara.

O Arraiá prossegue até o dia 16

O Arraiá do Comércio é realizado pela Prefeitura de Feira de Santana, através da Secretaria de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, em parceria com o Sesc e a Associação Comercial e Empresarial de Feira de Santana Este ano, a programação também contempla o Mercado de Arte Popular e o Balcão de Artes. Nestes dois equipamentos, a programação vai das 12 às 14h, entre os dias 11 e 15 de junho.

Já na praça do Fórum, a festa começa, nos fins de semana, a partir das 10h. Nos dias úteis, as atrações sobem ao palco somente a partir das 18h, mas a comercialização dos produtos típicos tem início sempre às 10h. A festa segue até o dia 16.

Festa é boa opção de renda para agricultores

Setenta e cinco agricultores participam do Arraiá vendendo comidas típicas juninas. Segundo Jurandir Carvalho, coordenador da Associação dos Produtores de Agricultura Familiar e Economia Solidária de Feira de Santana, entidade que dá apoio ao evento, a expectativa dos produtores pare este ano é que as vendas girem em torno de R$ 250 mil.

“Além de proporcionar um forrozinho, a festa é uma fonte de renda para o morador da zona rural, além de fortalecer a agricultura familiar. Já teve caso de uma produtora que vendeu R$ 25 mil em produtos aqui”, completa.

Segundo Ana Silmara, gerente do Sesc e uma das coordenadoras do Arraiá, todos os agricultores passam por um treinamento, que aborda aspectos como o código do consumidor, apresentação, etc.

Settdec apresenta prévia do diagnóstico do Turismo Étnico Afro

Dando continuidade ao projeto de qualificação dos segmentos que irão compor a Rede de Turismo Étnico Afro, no município, a Secretaria de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico (Settdec), por meio do Departamento de Turismo, realizou a III Oficina de Redes, na tarde de quinta-feira, 7, no auditório do Mercado de Arte Popular.

Diante da presença de representantes de grupos afros, de Casas de Axé, de grupos de afoxés e de capoeira, assim como de pessoas que atuam nos setores de confecção e beleza afro foram apresentados uma prévia do levantamento da oferta turística de Feira de Santana, incluindo serviços, equipamentos e a infraestrutura de apoio.

“Já demos início às visitas técnicas aos terreiros de candomblé e umbanda, assim como aos espaços de capoeira, visando identificar os movimentos e grupos ligados com a cultura afro”, ressaltou a diretora do Departamento de Turismo, Graça Cordeiro.

Segundo dados apresentados por ela devem existir, aproximadamente, duzentos centros de candomblé, distribuídos em terreiros, casas e roças. “Os espaços já visitados apresentam boa estrutura física, capacidade de alojamento e calendário festivo”, informa. Já entre os espaços de capoeira existem mais de cem associações, sendo a maioria da tipologia regional.

Nesse processo também será catalogado as pessoas que atuam no setor de gastronomia e os artesãos. De acordo com Graça Cordeiro, isso demonstra o reconhecimento do Município aos movimentos ligados à cultura étnico afro. “Esse diagnóstico tem como objetivo fomentar a atividade turística em Feira, fortalecendo o turismo étnico afro”.

Segundo a coordenadora de Turismo Étnico do Estado da Bahia, Tâmara Azevedo, já existe uma demanda estabelecida no segmento do étnico afro. “Feira tem um caldo cultural forte, mas que precisa ser organizado para ser ofertado como atrativo turístico. A implantação da Rede de Turismo Étnico Afro é um estímulo ao empreendedorismo e a autonomia de povos e das comunidades tradicionais, gerando recursos e postos de trabalho dentro dessas comunidades”.

Mãe Rose, do Centro de Umbanda Estrela Guia, localizado no bairro Tomba, acredita que “os povos de santo deverão se unir para fortalecer o segmento religioso no município e, desta forma, contribuir com a implantação da Rede de Turismo Étnico Afro, no município”.

Membros do Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento das Comunidades Negras também estiveram presentes na oficina.

Estabelecimentos agro caíram em Feira, mostra Censo

A redução de 1,7% na quantidade de estabelecimentos agropecuários na zona rural de Feira de Santana foi constatado pelo Censo Agropecuário de 2017, realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Preliminarmente foi informado que este número caiu de 9.200 em 2017 para 9.040 – foram contados apenas os que estão em atividades. Os números finais, tabulados e analisados do Censo, encerrado em maio, deverão ser divulgados pelo IBGE no início de julho.

A informação é do coordenador da subárea do Censo, Saturnino Falcão, que esteve na Secretaria de Agricultura, na manhã de segunda-feira, 11, para agradecer o apoio recebido do município durante a execução do trabalho.

Para ele, a agropecuária é um dos caminhos a serem trilhados para que o país enfrente e saia bem da crise na sua economia e diz que os agricultores mostraram algum receio de prestar informações, por relacionar o censo à fiscalização.

O secretário de Agricultura, Joedilson Freitas, concorda com a opinião do coordenador com relação à importância do setor para a economia e afirmou que o município sempre está à disposição do IBGE para ajudar nos serviços realizados na zona rural.

Os administradores dos distritos, como reconhecimento, receberam um certificado de participação do IBGE, como integrante da Comissão Municipal de Geografia e Estatística. Eleiene Ribeiro, recebeu simbolicamente o certificado em nome de todos.

Vereador cobra pagamento de trabalhadores da Micareta

Em pronunciamento, na sessão ordinária desta quarta-feira (13), na Casa da Cidadania, o edil  Zé Filé (PROS) repercutiu a informação da falta de enfermeira no posto de saúde do bairro Viveiros e questionou o porquê a Prefeitura ainda não pagou as pessoas que trabalharam na Micareta deste ano.

“Agora vou dá uma satisfação ao povo do Viveiros. Questionei aqui sobre a falta de enfermeira no PSF do bairro e o vice- líder do Governo já entrou em contato com a secretaria, que encontrou uma solução: segunda-feira já vai ter enfermeira no PSF do Viveiros. Vejam para que serve um representante do povo. Quando tiverem uma situação difícil, procurem seus representantes”, pontuou Filé.

Micareta

Ainda no uso da tribuna, o vereador Zé Filé questionou a falta de pagamento das pessoas que trabalharam na Micareta deste ano. Segundo ele, a dívida já dura 60 dias e a justificativa da Prefeitura é a falta da data de nascimento dos trabalhadores.

“A Micareta foi uma maravilha, já passou, quero lamentar pelas pessoas que estavam trabalhando e cobrar do prefeito o pagamento delas. Quero saber o que está acontecendo, que estas pessoas ainda não foram pagas? Quero saber do prefeito, do secretário, do diretor de eventos, onde colocaram o dinheiro que era para pagar àquelas pessoas que trabalharam debaixo de chuva. Já se foram quase 60 dias e nada. É bonito fazer festa desse jeito? Aposto que os cantores contratados para tocarem meio metro já receberam, mas o pobre, pai de família ainda não”, questionou.

Segundo o vereador, a justificativa apresentada pela Prefeitura não procede. “Alegam que está faltando a data de nascimento dos trabalhadores. Que mentira. Sabe porque eu sei que é mentira? Porque também já trabalhei como eles, debaixo de sol e chuva e também esperei mais de 30 dias para ser pago. Sem contar que quando a pessoa é chamada para trabalhar tem que apresentar vários documentos e certidões, então a data de nascimento não é desculpa, pois consta nos documentos. É o povo trabalhador sendo humilhado”, disparou.

Em aparte, o edil Gilmar Amorim lembrou que há um prazo para pagamento das pessoas que prestam serviço. “E, se esse prazo já acabou como vão fazer para receber? Vossa Excelência pode passar o nome das pessoas que ainda não foram pagas?”, pediu. Em resposta, Filé afirmou que ninguém foi pago ainda.

Também em aparte, o líder do Governo na Casa, vereador Luiz Augusto de Jesus, Lulinha (DEM) afirmou que a situação se repete todos os anos. “Eles sabem que é assim, mas todo ano estão lá de novo para trabalharem. O problema é que uma empresa venceu a licitação e a Prefeitura só pode efetuar o pagamento a ela após toda a documentação necessária foi apresentada e em qualquer erro ou falta de informação. Mas, a empresa poderia ter feito o pagamento e ser reembolsado pela Prefeitura após apresentação de toda a documentação”, explicou.

De volta com a palavra, Filé lembrou que sendo assim, até o momento a empresa ganhadora da licitação também está sem receber o pagamento. “Não acredito nisso. A Prefeitura deve ter mais compromisso com o povo. As pessoas trabalham achando que no final do mês terão um dinheiro extra para levar para casa. Isso é falta de responsabilidade e de administração”, findou.

Líder do governo justifica falta de pagamento de trabalhadores da Micareta

No uso da tribuna, na sessão ordinária desta quarta-feira (13), na Câmara Municipal de Feira de Santana, o vereador Luiz Augusto de Jesus, Lulinha (DEM) repercutiu as ações de doação de sangue por conta do Junho Vermelho e defendeu o Governo Municipal das acusações do oposicionista Zé Filé, quanto à falta de pagamento dos trabalhadores da Micareta deste ano.

“O Hemoba está no Centro Diocesano aguardando as doações de sangue. As doações podem ser feitas hoje e amanhã, das 8 às 17 horas. São as ações do Junho Vermelho, que visa incentivar a doação de sangue, pois entendemos que sangue é vida. Este ano serão apenas estes dois dias, mas ano que vem o Hemoba irá se organizar para estender a campanha, afinal é o mês de junho. Quem quiser e poder doar sangue, peço que se dirija ao Centro Diocesano”, convidou.

Quanto às críticas do oposicionista Zé Filé, em relação à falta de pagamento das pessoas que trabalharam na Micareta, Lulinha justificou que a empresa vencedora da licitação é quem tem a obrigação de pagar aos trabalhadores.

“É fácil ser oposição e falar do Município, mas esquece do desprezo do Estado para com Feira de Santana. Porque não fala do Estado, que atrasa salários dos funcionários, como acontece com a Uefs, aconteceu com o HGCA, com o Hospital da Criança e com o Melo Matos? Sobre os trabalhadores da Micareta, houve uma licitação e a empresa ganhadora é quem tem a reponsabilidade de administrar e pagar os trabalhadores, como todos os anos. A Prefeitura só faz o pagamento à empresa depois que ela apresenta toda a documentação e o secretário Expedito Eloy está certo em agir desta maneira, para que depois o Município não seja responsabilizado  por qualquer erro”, justificou Lulinha.

Segundo o líder governista, diante dos fatos cabe à empresa efetuar os pagamentos e ser reembolsada posteriormente. “A Prefeitura cumpre com suas obrigações, paga salários e fornecedores em dias. Só não paga se houver pendências na documentação.  E, essa questão da Micareta, acontece todos os anos. Os trabalhadores sabem que só recebem após 30 dias da festa”, reforçou.

Lulinha pediu que o colega ficasse atento às ações do Estado na cidade. “Porque não fala que o Estado não deu aumento salarial aos servidores? Porque não lembra das obras prometidas e não realizadas em Feira de Santana, a exemplo do Centro de Convenções, da obra da Lagoa Grande, que já gastou mais de R$ 80 milhões e ela está poluída e sem conclusão? Não sou contra o pagamento, mas é fácil falar do Município quando o Estado deixa muito a desejar”, disse.

Em aparte, o oposicionista Zé Filé disse ter certeza que a documentação dos trabalhadores está correta, porém  não garante o mesmo quando se trata da empresa vencedora da licitação e perguntou ao líder qual o nome da empresa.

De volta com a palavra, Lulinha disse não saber o nome da empresa e pediu que o colega consultasse o Portal da Transparência para obter a informação desejada.

 

Fonte: Bahia Já/Secom PMFS/Ascom CMFS/Municipios Baianos

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