14/06/2018

Expositores comemoram os resultados da 14ª Bahia Farm Show

 

A grande expectativa criada em torno da edição 2018 da Bahia Farm Show, por conta dos bons resultados nas áreas produtivas, se reverteu em vendas, parcerias e negócios. Segundo os expositores, a feira confirmou, mais uma vez, a sua vocação como local estratégico para a divulgação de marcas, serviços e produtos, atraindo um número maior de interessados no fechamento e prospecção de negócios.

Mesmo com o adiamento, por uma semana, a Bahia Farm Show mostrou organização e foco nos negócios. “Quem visitou meu estande esse ano foi o público realmente interessado nos meus serviços e produtos. Superou a minha expectativa e me animou a voltar no próximo ano”, declarou Richard Derner, proprietário da R.Derner Perfuração de Poços Artesianos, que participa da feira pelo sexto ano.

Teve também quem foi à Bahia Farm Show para marcar presença e atender a cartela de clientes que já possui. “A maioria das empresas vão para mostrar as máquinas, mas nossos produtos são químicos, foi muito proveitosa nossa ida à Bahia Farm Show. Mostramos a empresa e estreitamos relacionamento com os clientes. Recebemos muitas visitas dos produtores parceiros”, comentou Marcos Montília, gerente regional da Microquímica.

O diretor da Jaraguá Bahia, representante New Holland, Fábio Martins, falou sobre o movimento da empresa no complexo da Bahia Farm Show. “Esse evento é um momento extremamente positivo para nós. A gente se prepara bastante e sem dúvidas colhe os resultados do trabalho. Nosso foco maior é nos clientes da nossa região de atuação, mas vendemos máquinas para pessoas que vieram de vários pontos do País. Foi uma ótima feira”, comemorou.

A empresa Kepler Weber, que fabrica equipamentos para a armazenagem, beneficiamento e movimentação de granéis informou, por meio do representante regional Rogério Mizerkowski, que recebeu muitos clientes e interessados no produto da companhia. Ele disse, ainda, que a empresa participa da Bahia Farm Show há 10 anos, e entende que uma considerável parte dos negócios iniciados na feira se concretizam ao longo do ano.

Como tradição, no último dia, a organização da feira anuncia a data da realização da edição seguinte. Em 2019, o complexo Bahia Farm Show será aberto para clientes e visitantes no dia 28 de maio, e o encerramento será em 1 de junho. A Bahia Farm Show é organizada pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), com o apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Fundação Bahia, Associação dos Revendedores de Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Oeste da Bahia Ltda. (Assomiba) e Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães.

Bahia Farm Show 2018 atinge marca histórica de 1,891 bilhão em volume de negócios

Mais uma vez a Bahia Farm Show confirma sua posição como uma das maiores feiras agrícolas do Brasil, ao atingir, na edição de 2018, a marca histórica de R$ 1,891 bilhão em volume de negócios, um crescimento 23% em relação ao do ano anterior. Os números finais foram apresentados pela organização do evento após a consolidação das propostas repassadas pelas instituições financeiras e expositores. Realizada entre os dias 5 a 9 de junho, no Complexo Bahia Farm Show, o evento recebeu um público total de 57.573 pessoas, que conferiram em um só espaço as principais inovações em tecnologia do setor agrícola.

De acordo com o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Celestino Zanella, os números refletem o otimismo de uma região onde o agronegócio impulsiona e movimenta a economia “Nossas expectativas eram grandes porque colhemos a maior safra de soja da história da região e a segunda maior de algodão. O bom preço das commodities ajudou, assim como as taxas de juros, mais acessíveis. O agricultor investiu em tecnologia durante a feira já se preparando para o próximo ano e por acreditar também na Bahia Farm como local estratégico para fechar bons negócios”, argumentou.

A disseminação de conhecimento levou pesquisadores, estudantes e técnicos a participarem das mais de 30 palestras, debates e mesas redondas oferecidas durante o evento. Uma sessão itinerante da Assembleia Legislativa da Bahia aproximou parlamentares baianos e agricultores do oeste no debate de temas ligados ao meio ambiente e agricultura. “A feira se traduz em importante palco de discussões de ideias, fomento à pesquisa e à inovações direcionadas ao homem do campo, capazes de fazer com que ele produza mais, lucre mais, e, em contrapartida, economize tempo, dinheiro e preserve os recursos ambientais”, avalia o vice-presidente da Aiba, Luiz Pradella.

Outro ponto destacado pela organização é o número de novos expositores, 20% superior ao da edição de 2107, totalizando 210 empresas que representaram mais de 900 marcas e produtos. Muitas encerraram a participação neste sábado (9) de olho na edição de 2019, que já está com 60% do espaço total vendido, destes, 10% são novos expositores nacionais e internacionais. “Desde o ano passado a Bahia Farm Show iniciou o processo de internacionalização, este ano recebemos expositores do Uruguai, Alemanha e Estados Unidos. Já começamos a feira de 2019, e com ela, a adesão de empresas estrangeiras que veem no evento uma vitrine para expor suas marcas”, diz a coordenadora geral, Rosi Cerrato.

Mais de três mil empregos diretos e indiretos foram gerados antes, durante e após a feira. A próxima edição já está confirmada e será realizada de 28 de maio a 1º de junho de 2019.

Contratação de crédito rural até maio soma R$ 131,6 bilhões

A contratação do crédito rural por médios e grandes produtores rurais atingiu R$ 131,6 bilhões, em onze meses, de julho do ano passado a maio deste ano. O montante equivale aproximadamente ao total do volume contratado em toda a safra 2016/17.

Os dados constam do Relatório de Financiamento Agropecuário de liberação de recursos da atual safra, divulgado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A finalidade de custeio é a de maior destaque. Alcançou, no período, R$ 72,2 bilhões (aumento de 2% no valor das contratações), com aumento do valor médio das operações de custeio, ou seja, operações com valores maiores.

As finalidades de industrialização e de comercialização tiveram incrementos percentuais semelhantes, na faixa de 35%. O investimento também apresentou variação positiva de 28,6% em relação ao mesmo período da safra passada, sendo a segunda finalidade a demandar maior volume de recursos, com R$ 27,2 bilhões.

As operações de investimento representaram 20,6% das contratações do período, sendo que os programas de investimento específicos participaram com mais da metade do total (55,5%) e tiveram desempenho superior em 15,1% comparativamente à safra passada.

Os programas específicos de investimento, como o Moderfrota (Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras), o Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) e o ABC (Programa para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura) foram os mais demandados pelos médios e grandes produtores rurais.

Enquanto o Pronamp e o ABC tiveram crescimento em torno de 50%, o Moderfrota teve variação positiva de 5,3%, em relação à safra 2016/17.

Os programas Moderagro (Programa de Modernização da Agricultura e Conservação de Recursos Naturais) e Pronamp estão com a aplicação dos seus recursos próxima dos limites programados, com 96,8% e 92,7%, respectivamente.

Da mesma forma, o PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns) e o Prodecoop (Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária), apresentam desempenho 113,3% e 98,6% superior à safra passada.

As fontes de recursos como Recursos Obrigatórios, Poupança Rural Controlada, LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) com Taxa Favorecida, Poupança Rural Livre e Fundos Constitucionais participam, sequencialmente, com 30,0%; 26,5%; 8,1%, 8,1% e 7,2% do volume total de financiamentos.

Em relação ao mesmo período da safra passada, 73,1% das contratações do crédito rural foram provenientes de fontes controladas (taxas de juros favorecidas) e 26,9% de fontes não controladas (taxas de juros de mercado).

A atividade agrícola continua com a maior contratação do crédito e obteve desempenho 15,1% superior à safra 2016/17, com R$ 91,7 bilhões. A atividade pecuária representa 30% do valor contratado e registra aumento de 9,7%.

Caminhoneiros e representantes do agronegócio divergem sobre preços mínimos dos fretes

A tabela de preços mínimos dos fretes do transporte de cargas ainda é o maior entrave para se chegar a um acordo entre os caminhoneiros e os diversos setores do agronegócio. O assunto foi discutido ontem, terça-feira (12) em audiência pública da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados.

Participaram do encontro representantes de diversos segmentos da produção rural, dos transportadores e dos caminhoneiros autônomos. Depois que a audiência acabou, os produtores rurais e os caminhoneiros continuaram negociando.

O deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), que propôs a audiência, está confiante de que se possa chegar a um termo comum. "A partir da audiência pública, foi aceita por todas as partes a continuação de diálogo e de uma construção [de acordo] que será levada ao governo, de preferência ainda nesta semana. Eu considero que foi uma audiência estratégica, fundamental porque justamente coloca na forma de diálogo essas partes importantes do processo econômico, que são os caminhoneiros, os transportadores e os produtores agrícolas", declarou.

Os produtores agrícolas e as empresas transportadoras são contrários a um preço mínimo para os fretes. Eles afirmam que os preços dos produtos comercializados são negociados com antecedência, não cabendo manter fixo o preço dos fretes.

O governo definiu uma tabela mínima dos fretes por meio da Medida Provisória 382/18. O agronegócio reclamou da medida, e o governo fez uma nova tabela, que não foi aceita pelos caminhoneiros. O governo voltou atrás e manteve a tabela anterior, mas o impasse foi mantido.

Negociações

O consultor da área de Logística e Infraestrutura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Luiz Fayet, lembrou que, na crise dos caminhoneiros em 2015, todos os setores envolvidos foram para a mesa de negociações, o que resultou em um fórum permanente no Ministério dos Transportes. Agora, durante a greve dos caminhoneiros de maio, que quase paralisou o País por dez dias, Luiz Fayet afirmou que a CNA foi excluída das negociações.

"Do setor rodoviário, o principal cliente não foi colocado à mesa para dar a sua contribuição. Não era nem para dizer que sim ou que não, mas para trazer a sua contribuição, como temos feito no fórum. Isso foi lastimável, porque nós não podemos dizer o que pensávamos", afirmou o representante da CNA.

A entidade está disposta a judicializar a questão, por meio de uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF).

Já o representante do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga (Sinditac) de Ijuí (RS), Carlos Alberto Litti Dahmer, disse que a posição da CNA dificulta o fim do impasse sobre a tabela de fretes. “A Confederação Nacional da Agricultura é contrária, vai fazer uma Adin contra o piso mínimo do frete. Não quer pagar. No entanto, ela está exigindo que exista um preço mínimo do café. Para receber, é possível. É constitucional e é legal existir um piso mínimo do café. Porém, para pagar o preço mínimo do frete é inconstitucional. Dois pesos, duas medidas. Quando me serve, sou favorável, quando não me serve, sou contrário", criticou.

Em vez de um frete com um preço mínimo fixo, os produtores de grãos preferem um preço de referência, que possa ser negociado livremente. É o que afirmou o produtor Arney Antônio Frasson, que é presidente da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra). "Nós defendemos uma referência do preço de frete que seja dada pela iniciativa privada, que seja construída tanto pelos caminhoneiros como pelos embarcadores.”

Para ele, o preço de referência deve atender à necessidade do caminhoneiro e não pode ser algo imposto pelo governo, o “que vai desorganizar toda a economia".

Os resultados das negociações na Comissão de Agricultura da Câmara – entre os produtores rurais, as empresas transportadoras e os caminhoneiros – serão encaminhados para a mesa de negociação da tabela do frete dos transportes rodoviários na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Entidades e movimentos sociais defendem criação de política nacional para a redução de agrotóxicos

Representantes de entidades e movimentos sociais defenderam ontem, terça-feira (12) a aprovação do Projeto de Lei 6670/16, que institui a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pnara). O texto foi apresentado pela da Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados a partir de uma sugestão da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).

Participaram do debate Karen Friedrich, da Abrasco; Franciléia Paula, da Campanha Nacional contra os Agrotóxicos; Marina Lacôrte, especialista em agricultura e alimentação do Greenpeace; Pedro Serafim, procurador do Ministério Público do Trabalho e coordenador do Fórum Nacional de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos; Ana Paula Bortoletto, da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável, do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor); e Rogério Neuwald, secretário-executivo da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Cnapo).

Todos falaram favoravelmente à proposta, que está sendo analisada por uma comissão especial. O objetivo do texto é implementar ações que contribuam no manejo dos recursos naturais e para a redução progressiva do uso de agrotóxicos na produção agrícola, pecuária, extrativista. Além disso, a ideia é ampliar a oferta de insumos de origens biológicas e naturais, contribuindo para a produção de alimentos que promovam a saúde e a sustentabilidade ambiental.

Os debatedores também se manifestaram contrários ao relaxamento da atual legislação brasileira sobre defensivos agrícolas. O tema está sendo analisado em outra comissão especial da Câmara, que trata do Projeto de Lei 6299/02, do Senado, e apensados. O relator, deputado Luiz Nishimori (PR-PR), apresentou um substitutivo que seria votado no último dia 29, mas a reunião foi adiada. Instituições e entidades criticam o texto, que recebeu apoio de setores do agronegócio.

Opiniões alinhadas

No debate, Marina Lacôrte, do Greenpeace, mencionou relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado em 2017, que refuta a maioria dos argumentos usados pelo agronegócio e pelos fabricantes para justificar o uso de defensivos agrícolas. “A ONU diz que é mito a ideia de que os pesticidas são necessários para a produção”, afirmou. A proposta da Pnara em análise na comissão especial está alinhada à série de recomendações feitas pelas Nações Unidas.

Karen Friedrich, da Abrasco, lembrou que mais de 450 ingredientes ativos de origem química estão registrados no Brasil, sendo que mais de 60 estão proibidos na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá e na Austrália. Ainda segundo ela, dos 50 mais usados no Brasil, pelo menos 29 estão proibidos em outros países. Ao criticar o PL 6299/02, Karen Friedrich destacou que a Pnara segue em direção oposta ao relaxamento da atual legislação, busca a redução no uso dos agrotóxicos e incentiva a utilização e o manejo de métodos defensivos de origem biológica.

Franciléia Paula, da Campanha Nacional contra os Agrotóxicos, disse que a aprovação da Pnara será o reconhecimento de que o Brasil errou nas políticas públicas sobre esses produtos. “Se reconhecer o erro, pode consertar”, disse. Ela lembrou que a proposta foi discutida com o governo entre 2012 e 2014. Ao final dos debates técnicos, houve resistência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – na época, comandado pela senadora Kátia Abreu (PDT-TO) –, e a proposta acabou engavetada. Após isso, a Abrasco resolveu apresentar o texto à Câmara.

O procurador Pedro Serafim afirmou que o atual arcabouço legal orienta para a redução no uso dos agrotóxicos, como pretende a Pnara. Segundo ele, esses produtos mais o tabaco e o amianto formam uma “tríade do mal” que é objeto de medidas restritivas em vários países, devido aos efeitos nocivos para a saúde e para o meio ambiente. Na audiência pública, os danos aos consumidores também foram realçados por Ana Paula Bortoletto, do Idec.

Rogério Neuwald, da Cnapo, ressaltou a importância do mercado mundial dos produtos orgânicos, liderado atualmente por Estados Unidos, Alemanha e França. Ele destacou que na França, onde 65% das pessoas consomem orgânicos regularmente, foi iniciado um programa para redução do uso de agrotóxicos, o Ecophyto. A meta inicial era reduzir em 50% em dez anos (2008-2018), mas isso foi revisto em 2016, quando o governo francês verificou que os resultados não seriam atingidos. Agora a ideia é uma redução no uso de agrotóxicos de 25% até 2020 e de 50% até 2025.

Novo modelo

O debate desta tarde foi proposto pelo presidente da comissão especial, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), e pelos deputados Padre João (PT-MG), Ivan Valente (Psol-SP) e João Daniel (PT-SE). Molon e o relator do PL 6670/16, deputado Nilto Tatto (PT-SP), afirmaram que um dos objetivos do colegiado é demonstrar que existem formas de produção que dispensam agrotóxicos, daí a importância de uma política nacional para redução no uso desses materiais.

O deputado Pedro Uczai (PT-SC), sub-relator da proposta, apontou a necessidade de pesquisas e incentivos econômicos para ampliar a produção agroecológica e orgânica. Na mesma linha, o deputado Bohn Gass (PT-RS) disse que é viável o aumento da escala de produção. Ambos defenderam a mobilização popular contra as mudanças na atual legislação sobre os agrotóxicos.

 

Fonte: Ascom/Mapa/Agencia Câmara de Noticias/Municipios Baianos

Comentários:

Comentar | Comentários (0)

Nenhum comentário para esta notícia, seja o primeiro a postar!!