16/06/2018

Alckmin diz que aliança poderá reunir até oito partidos

 

Após ser cobrado pelo próprio partido e aliados, o pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, ouviu um apelo nesta sexta-feira, 15, para ser mais didático na campanha e se esforçar mais para tentar ganhar a eleição. O pedido foi feito por um dos membros da plateia em palestra a médicos da Universidade de São Paulo (USP). Como resposta, o tucano disse que o quadro de alianças pode chegar a oito partidos na campanha presidencial.

“Muita gente que está dizendo que é candidato não é candidato, vamos saber em agosto quem é e quem não é. Estamos caminhando com cinco partidos e acho que pode chegar a sete ou oito partidos”, afirmou Alckmin. O presidenciável já avançou em atrair o apoio de PPS, PSD, PV e PTB, e ainda busca conversar com DEM e outras legendas do chamado Centrão.

Após Alckmin apresentar suas propostas na área da Saúde, o urologista Miguel Srougi afirmou ao ex-governador paulista que o pensamento dele estava correto e que o tucano era um dos melhores políticos do Brasil – mas que precisava ser mais didático para conquistar o eleitor e ganhar a eleição.

“O problema é que o senhor precisa ganhar a eleição”, disse o médico. “O povo não vai se sensibilizar se disser que conseguiu um superávit de R$ 5 bilhões, mas o filho doente foi de posto em posto e morreu”, completou. Para o urologista, o eleitor está interessado em saber como vai conseguir emprego, alimentação e ter serviços públicos de qualidade.

Como resposta, Alckmin disse que “democracia dá trabalho” e que ele está buscando explicar como atingir sua promessa de dobrar a renda do brasileiro. Um diferencial de outros pré-candidatos, acrescentou, é o fato de ser médico. “O médico é o cuidador, e a política tem esse sentido de cuidar, do abraço coletivo. Meu dever é melhorar a Saúde. Não vamos fazer mágica, mas vamos melhorar.”

Alianças

Após o evento, realizado na Congregação da Faculdade de Medicina da USP, Alckmin disse que as alianças eleitorais serão fechadas apenas no fim de julho. Mais uma vez, o tucano acenou para o DEM, que lançou Rodrigo Maia como pré-candidato, dizendo que o PSDB está junto com os democratas em diversos Estados.

“Vários fatores criam um laço de identidade”, afirmou. Nesta quinta-feira, 14, o DEM anunciou apoio ao PSDB na eleição para o governo de São Paulo. Sobre disputa estadual, Alckmin declarou não ver nenhum problema em participar de futuras agendas públicas com o pré-candidato do seu partido, João Doria, e com o governador Márcio França (PSB), que foi seu vice e deve disputar a reeleição.

Paulo Preto ainda exerce influência na Dersa, dizem procuradoras

Procuradoras da República integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo, que investigam desvios de dinheiro público de obras viárias, disseram que o ex-diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, ainda exerce influência sobre a empresa estadual.

“Isso ele próprio fez questão de dizer na primeira audiência de custódia. Que tinha contato com a Dersa até hoje e que ele recebeu, de secretárias lá de dentro da Dersa, a documentação relativa ao processo. Ele próprio fez questão de demonstrar que exerce influência e um domínio sobre todos os fatos”, afirmou a procuradora Anamara Osório Silva, integrante da força-tarefa, conforme divulgou o Ministério Público Federal (MPF).

Nesta quinta-feira (14) foi realizada uma audiência judicial para depoimento de três testemunhas de acusação no processo em que Paulo Preto e mais quatro pessoas respondem pelos crimes de peculato e formação de quadrilha. De acordo com informações do MPF, os depoimentos confirmaram os fatos da denúncia.

Paulo Preto é acusado pelo Ministério Público de ter desviado cerca de R$ 7,7 milhões em recursos e imóveis que eram destinados ao reassentamento de pessoas desalojadas para obras viárias em São Paulo. Entre as obras investigadas e apontadas na denúncia estão a construção do trecho sul do Rodoanel, o prolongamento da avenida Jacu Pêssego e a nova Marginal Tietê. Segundo a denúncia, o dinheiro foi desviado em proveito próprio e de terceiros e ocorreu entre os anos de 2009 e 2011. O esquema, de acordo com o MPF, era comandado por Paulo Preto e começou a ser investigado primeiramente pelo Ministério Público estadual, mas como envolvia verbas federais, a investigação foi encaminhada ao Ministério Público Federal.

De acordo com a força-tarefa, o relacionamento do acusado com a Dersa foi um dos motivos para o segundo pedido de prisão, determinado pela Justiça Federal em São Paulo. O ex-diretor já foi preso duas vezes, no entanto, foi liberado após habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

“Eles tinham ordem da Justiça para retirar as pessoas [de áreas vizinhas a canteiros de obras do Rodoanel]. Eles não só retiraram as pessoas, como pagaram e pagaram um valor muito maior que o que já tinha sido pago para outros invasores. Foram pagos até R$ 10 mil em dinheiro”, segundo a procuradora da República Ana Cristina Bandeira Lins, também integrante da força-tarefa. De acordo com o MPF, os depoimento de hoje confirmaram que as indenizações foram pagas em dinheiro, o que dificulta a fiscalização pelo poder público.

A procuradora regional da República Janice Ascari, também membro da força-tarefa, disse que uma testemunha da empresa Diagonal, contratada pelo consórcio do Rodoanel para tratar do pagamento de indenizações a pessoas removidas pelas obras, alertou superiores sobre as irregularidades e foi repreendida. “Ela recebeu ordem para realizar os pagamentos. Ordens diretas de Paulo Vieira de Souza para a empresa”, disse Ascari.

A defesa de Paulo Vieira de Souza tem declarado que a denúncia do Ministério Público é contrária à conclusão da auditoria e investigações internas da Dersa que inocentaram o ex-diretor de qualquer ato ilícito ou favorecimento a quem quer que seja.

Recuperação milagrosa de Maluf realimenta as esperanças de cura do câncer. Por Carlos Newton

Foi uma surpresa para toda a classe média, menos para meia dúzia de jornalistas que conhecem os bastidores das tenebrosas relações entre os políticos e os tribunais superiores. Há meses de dois meses, no dia 17 de abril, os advogados do deputado Paulo Maluf (PP-SP), liderados por Antonio Carlos de Almeida Castro, mas conhecido como Kakay, divulgaram um desesperado “relatório médico complementar do Hospital Sirio-Libanês”, anunciando que o conhecido parlamentar se encontrava praticamente em estado terminal.  

O boletim revelava que Maluf tinha sido foi internado devido a um “quadro generalizado que inclui pneumonia, atrofia e câncer de próstata”, além de 20 outras doenças ou sintomas da maior gravidade, como “múltiplas metástases ósseas, encefalopatia tóxico-metabólica, osteoporose, degenerações da coluna vertebral, depressão, confusão mental, alteração de humor e comportamento”, entre outros males.

QUADRO ASSUSTADOR

O relatório tido como “complementar” do Hospital Sírio Libanês assinalava que os exames de tomografia computadorizada por emissão de pósitrons, realizados dia 11 de abril, constataram “progressão de doença neoplásica com múltiplas metástases ósseas secundárias à neoplasia prostática no sacro, na coluna (vértebra L4) e no ramo público superior esquerdo”, além de “doença neoplásica em anastomose vesicouretral”.

De posse deste sinistro relatório, o advogado Kakay fez um carnaval em Brasília, dando sucessivas entrevistas para denunciar a perversidade de se manter na penitenciária um condenado nessas condições, e pediu uma liminar ao Supremo para conceder prisão domiciliar a Maluf.

No sorteio eletrônico, o advogado deu muita sorte, pois a liminar foi distribuída ao ministro Dias Toffoli, que é amigo particular de Kakay e frequentador assíduo do bar do Piantella, quando o estabelecimento pertencia ao festivo advogado.

VOLTA PARA CASA

Toffoli ficou tão arrasado com a petição do amigo Kakay e nem se preocupou em cumprir as regras e requisitar parecer de uma junta médica oficial. Alegando se tratar de uma questão humanitária, o ministro concedeu de imediato  a prisão domiciliar a Maluf, a ser cumprida na mansão do deputado, em São Paulo.

Reunindo as últimas forças, Maluf conseguiu pegar um jatinho de volta a São Paulo no dia 30 de abril. Devido a seu gravíssimo estado de saúde, esperava-se que o deputado fosse direto para ser internado no Sírio Libanês, mas ele preferiu ir para casa, e até se pensou que fosse último desejo de moribundo.

Mas agora vem uma sensacional notícia. Maluf está cada vez melhor, teve uma recuperação milagrosa e o juiz da 4ª Vara de Execuções Penais de São Paulo, Rogerio Alcazar, autorizou o deputado a frequentar três sessões semanais de fisioterapia fora da prisão domiciliar, no CareClub Clínica de Medicina do Esporte.

UM MILAGRE

Não é preciso dizer mais nada. Na literatura médica universal, jamais se viu um caso como este. Cerca de um mês após voltar para casa em estado terminal, sem fazer químio, rádio ou iodoterapía, Maluf estava recuperado da metástase cancerígena e até conseguia licença para fazer fisioterapia externa.

Como nenhum paciente terminal pode ser autorizado a fazer fisioterapia em Clínica de Medicina do Esporte, fica claro que Maluf está praticamente curado. E se assim é, o condenado deve ser devolvido à Penitenciária da Papuda para pagar sua dívida com a sociedade, como se dizia antigamente.

 

Fonte: Agencia Estado/Agencia Brasil/Tribuna da Internet/Municipios Baianos

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