21/06/2018

Hospitais na Bahia são referências no atendimento a queimados

 

A prevenção é o cuidado mais importante em relação às queimaduras, especialmente com a chegada das festas juninas, quando a tradição das fogueiras e dos fogos de artifício toma conta de todo o estado. Na Bahia, dois hospitais são referência no atendimento de queimaduras. O Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, é unidade de referência e um dos poucos equipamentos no país dotados de centro cirúrgico e UTI próprios, e, no interior, a especialidade é encontrada no Hospital Regional, em Santo Antônio de Jesus.

A unidade em Salvador vem se preparando para o período. A equipe está desde o mês de abril se atualizando sobre os métodos de atendimento. Segundo o diretor-geral do HGE, André Luciano Andrade, é preciso atenção especial com as crianças. “Os pais precisam estar presentes, não deixar essas crianças manusearem fogos de artifício mais potentes e, mesmo com os de baixo risco, é preciso atenção, para que elas não se queimem”. Andrade explica que as partes do corpo mais afetadas pelos acidentes com fogos de artifício são as mãos. “Mas uma explosão de bomba pode afetar a visão, ou provocar queimaduras em outras partes do corpo”, acrescentou.

O diretor informa que o HGE possui o maior centro de queimados da Bahia, inaugurado em 2016. “O HGE não tem uma preparação específica para esta época do ano, mas tem uma estrutura e uma equipe multidisciplinar preparadas no dia a dia para qualquer situação. Nós somos também referência no setor de cirurgia de mãos, que podem ser atingidas especialmente por acidentes com bombas”.

Em 2017, o Hospital Geral do Estado, realizou 53 atendimentos entre os dias 23 e 25 de junho, sendo 24 de queimaduras por fogos e 29 por explosão de bomba. O hospital é referência no estado e um dos poucos serviços no país dotados de centro cirúrgico e UTI próprios, o Centro de Tratamento de Queimados do HGE, possui 28 leitos de internamento e mais quatro de UTI.

No interior do estado, devido ao número de casos relacionados à queimadura no período do São João, o Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus promoveu um simpósio visando conscientizar os profissionais de saúde sobre a importância da prevenção, do tratamento e terapia curativa aos pacientes vítimas de queimaduras.

As equipes assistenciais do município estão participando de atualizações em técnicas avançadas na terapia curativa e tratamento aos pacientes vítimas de queimaduras por fogos de artifício. No período festivo, o quadro de profissionais médicos e assistenciais recebe reforço em plantões estratégicos.

Primeiros Cuidados

Em caso de queimadura, não devem ser usadas pomadas nem soluções caseiras. A região afetada deve ser lavada com água corrente e protegida com uma compressa úmida. Em seguida, o paciente deve buscar atendimento em uma unidade de saúde.

Estudo divulgado pela Associação Brasileira de Cirurgia da Mão (ABMC) mostrou que ao menos 50% das mãos mutiladas no Brasil poderiam ser preservadas, caso o primeiro atendimento fosse especializado. No período de festas juninas, cerca de 90% dos acidentes graves, relacionados à explosão de bombas, resultam em amputações.

Bahia registra 199 casos de A H1N1 com 26 óbitos

A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) informa que até o dia 16 de junho deste ano foram notificados 1.297 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 103 óbitos. Dentre esses casos, 261 foram confirmados para Influenza, sendo 199 pelo subtipo A H1N1, com 26 deles evoluindo para óbito.

No mesmo período do ano passado foram 353 casos e 33 óbitos de SRAG. Dentre eles, 25 foram confirmados para Influenza, sendo Influenza A H1N1 (02 casos) sem registro de óbitos.

Foram confirmados casos de A H1N1 em 50 municípios e os óbitos ocorreram em 14 deles. Salvador registrou treze (13) óbitos. Os outros municípios foram Apuarema (1); Camaçari (1); Feira de Santana (1); Irará (1); Juazeiro (1); Lauro de Freitas (1); Monte Santo (1); Retirolândia (1); Saúde (1); Sapeaçu (1); Serrinha (1); Uruçuca (1) e Vitória da Conquista (1).

A faixa etária de maior ocorrência ficou os maiores de 60 anos e entre os menores de cinco anos, sendo que 61,53% dos óbitos ocorreram nesses grupos.

Casos de meningite aumentam durante o inverno

Com a chegada do inverno nesta quinta-feira, 21, o clima na cidade muda. As temperaturas mais baixas fazem com que as pessoas passem a ficar mais tempo dentro de casa, isolando-se em ambientes fechados, o que faz aumentar o risco de proliferação das meningites.

Dados divulgados pela Secretaria Municipal da Saúde apontam um aumento de 47,1% de casos da doença em Salvador. Com essa constatação, a neuropediatra Andrea Weinmann emite um alerta aos pais, solicitando que protejam seus filhos durante esta época do ano. "No Brasil, a notificação de um caso de meningite é obrigatória. Assim, de acordo com essas notificações, foi possível estabelecer a sazonalidade dessa doença no inverno", explicou.

Meningite é um processo inflamatório das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença tem diferentes origens, entretanto a meningite infecciosa – que pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e protozoários – é a mais comum. Os grupos que apresentam mais riscos de desenvolver essa enfermidade são crianças menores de 5 anos e adultos com mais de 60 anos.

"Grande parte das meningites bacterianas é causada por um crescimento anormal das colônias de bactérias que habitam a nasofaringe e a orofaringe. As bactérias se multiplicam e resistem às defesas do organismo. Com isso, atingem a corrente sanguínea e chegam ao sistema nervoso central, levando à infecção das meninges e da medula", comenta a especialista.

Todos os tipos dessa doença podem ser transmitidos por contato direto, através de gotículas e secreções do nariz e da garganta – como tosse, espirros e beijos –, sendo que a pneumocócica pode ser transmitida pelo contato indireto, por meio de objetos contaminados pelas secreções nasais e da garganta. A pneumocócica é considerada a mais grave, por estar associada a altas taxas de mortalidade e de complicações, como hidrocefalia, edema cerebral (inchaço), hemorragia intracraniana, entre outras.

O tratamento tem como principal objetivo conter a infecção, portanto são administrados antibióticos por via endovenosa; e a criança é monitorada constantemente, para avaliar a necessidade de terapias de suporte, como reposição de líquidos, medição dos sinais vitais, entre outros cuidados, explica a médica.

Inicialmente, a meningite se manifesta com febre elevada e forte dor de cabeça. Porém esses não são os únicos sintomas da doença, já que ela pode apresentar formas distintas quando o infectado é adulto ou bebê. "A criança pode apresentar também sensibilidade à luz (fotofobia), sonolência e letargia. No exame clínico, procuramos os sinais clássicos da irritação das meninges, como rigidez da nuca e flexão involuntária dos membros inferiores quando o pescoço é fletido (flexionado), além do sinal de Kernig (impossibilidade de estender a perna em um grau específico quando a perna é flexionada)", afirma a neuropediatra.

Como se trata de uma emergência médica, pois precisa de diagnóstico e tratamento imediatos para reduzir o risco de sequelas, como surdez e atrasos neuropsicomotores, é preciso que os pais fiquem sempre atentos aos sintomas e procurem um pronto-socorro assim que possível, mesmo que seja para descartar a suspeita da doença.

O médico irá realizar o exame clínico e solicitar, na maioria dos casos, o exame de líquor, entre outros.

Após esse procedimento, o início da terapia antibacteriana endovenosa deve ser imediato, por isso a criança é internada imediatamente, ainda no pronto-socorro. Outra maneira de combater a doença é a vacinação. A maior parte das vacinas está incluída no calendário do Sistema Único de Saúde (SUS), e algumas só estão disponíveis em clínicas particulares. "A imunização, sem dúvida, é a melhor forma de prevenir as meningites, portanto os pais precisam estar atentos ao calendário de vacinação e imunizar a criança corretamente", conclui a especialista.

Baixas temperaturas aumentam as doenças respiratórias

Oficialmente, o inverno começa no dia 21 de junho em todo o Hemisfério Sul e com ele chegam as baixas temperaturas em todo o Brasil. E na Bahia, embora o clima seja mais quente, têm cidades do interior que os termômetros chegam a 13/14 graus celsius neste mês, como acontece em Piatã, Seabra, dentre outros. E com as baixas temperaturas, aumenta a incidência das doenças respiratórias como asma, bronquite, além das doenças alérgicas. Para a pneumologista Margarida Neves, quando se trata da saúde, alguns cuidados devem ser reforçados nesta época do ano, principalmente àquelas pessoas que viajam para as cidades do interior do Estado para curtir os festejos juninos. “Sobretudo para quem já tem histórico de doenças respiratórias como asma ou alergias”.

“Além de a baixa temperatura contribuir para o agravamento dessas patologias, a fumaça das fogueiras e dos fogos de artifícios aumentam ainda mais os riscos”, ressalta Margarida Neves. A pneumologista orienta que as pessoas evitem a exposição direta à fumaça, além de levar os medicamentos de uso diário, a exemplo das “bombinhas” para quem tem asma.

A médica recomenda que deve-se usar agasalhos adequados, por conta das baixas temperaturas que favorecem gripes e resfriados. Ela lembra ainda que crianças/bebês e idosos são mais suscetíveis a contrair doenças da estação.

Quando a criança é muito pequena, é preciso saber qual o problema respiratório, pois existe uma gama de diagnósticos na pediatria. Os pais devem procurar um médico, seja pneumologista ou pediatra para dar o primeiro acompanhamento, examinar a criança e ver se há sinais e sintomas de alerta aparentes.

ASMA

O início do inverno no Brasil coincide com o Dia Nacional do Controle da Asma, 21 de junho, que coincide ainda, com a proximidade dos festejos juninos que ocorrem nos dias 23 e 24. Por isso, especialistas recomendam que as pessoas que possuem a doença evitem a inalação de fumaças provenientes das fogueiras e dos fogos de artifício, sobretudo que esse ano também tem Copa do Mundo, que aumenta a utilização dos fogos, por conta das comemorações durante os jogos.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 300 milhões de pessoas no mundo convivem com a asma. No Brasil, a doença atinge cerca de 20 milhões de pessoas e é responsável por cerca de três mil mortes por ano, sendo a quarta causa de internação hospitalar, afetando indivíduos de todas as idades. E no inverno, os casos de internação por doenças respiratórias aumentam de 35 a 50%.

 

Fonte: A Tarde/Ascom Sesab/Municipios Baianos

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