22/06/2018

Decoração do Pelô homenageia símbolos dos festejos juninos

 

As ruas do Pelourinho ganharam um colorido especial para celebrar o período das festas juninas. Neste ano a decoração faz referência ao tema ‘Os Símbolos dos Festejos Juninos’ e foi finalizada na madrugada de quarta-feira (20). Entre os elementos da cultura nordestina, estão presentes balões, triângulos, sanfonas e bandeirolas nas ruas de um dos principais pontos turísticos da capital baiana. No total, são 35 mil metros de bandeirolas utilizados na ornamentação de uma área de 780 mil metros quadrados.

A proposta é representar um verdadeiro ‘arraiá’ para surpreender baianos e turistas com peças cheias de riquezas de detalhes feitos à mão. A referência aos três santos do mês, Santo Antônio, São João e São Pedro, também está presente. A responsável por coordenar todo o trabalho de decoração do Centro Histórico é artista plástica Telma Calheira, que há 20 anos encara o desafio de encantar as pessoas por meio de elementos decorativos. “É muito gratificante fazer esse trabalho porque representa a preservação da nossa cultura. Aqui no Centro Histórico eu tenho um cuidado todo especial para não agredir a beleza natural deste local. A ideia é fazer as pessoas se encantarem com os elementos da nossa festa nordestina que deve ser valorizada”, revela.

A artista ainda revela que todas as peças utilizadas na decoração foram produzidas por artesãos do município de Ibirataia, a cerca de 400 quilômetros de Salvador, onde está instalado o seu galpão. “Não é apenas decoração, é geração de trabalho para muitas famílias. Quando o Governo do Estado nos procurou mobilizamos uma equipe de aproximadamente 70 pessoas, profissionais como costureiras, serralheiros, carpinteiros. São essas pessoas que trazem essa magia para as ruas do Pelourinho. O nosso sentimento é de felicidade por entregar um trabalho bem acabado”.

A turista paulista Juliana Emy já esteve no Pelourinho outras vezes, mas nunca no período de São João e ficou encantada com a decoração do local. “Fiquei supresa porque não estava sabendo da festa de São João e foi muito gratificante chegar aqui e ver toda essa decoração. Acho que combina muito com a energia do povo de Salvador e fiquei apaixonada por tudo que vi”, revelou.

A programação dos festejos juninos no Pelourinho será iniciada nesta sexta-feira (22) e vai até domingo (24), com 15 atrações por dia.

Sarau de Itapuã irá promover ressaca de São João na Casa da Música

Para quem acha que São João acaba depois do dia 23, se ligue: segunda-feira ainda é dia de dançar quadrilha, comer canjica e soltar fogos no Arraiá da Casa da Música. Nesta edição especial do Sarau de Itapuã, que acontece dia 25 de junho, a partir das 18h, a comunidade recebe o som dos forrozeiros Del Feliz, Os Andrades, Verônica Padrão e Geovanne Souza, Arriba Cinta, Cacau com Leite, João Marcos, Chico Maia, além das participações especiais como uma grande forró-jam, misturando sanfona com saxsofone, onde uma banda base acompanhará os artistas em suas participações especiais.

A programação do Sarau é inteiramente gratuita, e a classificação etária é livre. Nesta edição, o público pode trazer um prato típico para compartilhá-lo com os demais na ocasião.

O Sarau de Itapuã é uma realização da Casa da Música (SecultBA), em parceria com a IMA (Independência Musical Associada). O evento acontece há 10 anos, quinzenalmente, às segundas-feiras. O formato de Sarau permite a participação interativa do público em uma série de atividades.

Espetáculo Temporal faz duas apresentações no Teatro Vila Velha

Num lugar fora do tempo e do espaço, personagens vindos do passado, presente e futuro se encontram numa conferência mundial do tempo. Escrito pelos portugueses Gabriel Gomes e Sofia Moura, pelo brasileiro Rafael Medrado e pela caboverdiana Lisa Reis, sob o título “Tempostade”, o texto é uma reflexão sobre a humanidade e sua relação com o tempo. Como projetamos o que virá, com base em nossas experiências; numa relação dinâmica, comenta o autor Rafael Medrado, acrescentado que “há um foco considerável nas impressões sobre a nossa juventude e em nossas mudanças de expectativa”, conclui. O espetáculo será apresentado nos dias 25 e 26 de Junho, 20h, na sala principal do Teatro Vila Velha. Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia). Antecipados (Diretora Chica Carelli (Foto: Marcio Meirellesaté o dia 24/06): R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). À venda na bilheteria e no site www.teatrovilavelha.com.br.

Esta sétima edição do K Cena dá continuidade aos processos entre esses três pólos de intercâmbio; incluindo nesse novo ciclo soteropolitano participantes de todas as idades, a partir dos 17 anos. Tomando como base um tema, peça ou mote comum, experiências e referências dos grupos locais, são criadas releituras e dramaturgias muito singulares para cada país. Todas envolvendo pessoas de diferentes realidades e contextos socioculturais, mas ligadas pela língua portuguesa, quarta mais falada do mundo (por 244 milhões de pessoas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP) formada por nove Estados-Membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Portugal, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Criado em 2012, o núcleo de encenadores do “K CENA – Projeto Lusófono de Teatro” é formado porGraeme Pulleyn e Paulo Miranda (Portugal), João Branco (Cabo Verde), Marcio Meirelles e Chica Carelli (Brasil), diretoraque será responsável pela montagem de “Temporal”,

“O projeto de intercâmbio K Cena tem tudo a ver com a própria essência do teatro: o encontro de pessoas com diferentes culturas, experiências de vida e de fazer artístico, que se reúnem pra refletir sobre o mundo neste momento. Claro que toda montagem é uma aventura, no sentido que nunca sabemos onde iremos chegar, mas para mim tem sido incrível”, avalia a diretora Chica Carelli.

Nesse trânsito dos encenadores entre os três países integrantes do programa, Carelli também dirigiu em 2017 o espetáculo “Somos Todos UBU”, criado a partir dos textos de “O Rinoceronte” (Eugène Ionesco) e “Ubu Rei” (Alfred Jarry); e em 2016 montou o espetáculo “A Grande Ressaca”, em conjunto com Pulleyn e Branco, na cidade de Viseu (Portugal), a partir dos textos de Matéi Visniec (“Cuidado com as velhinhas carentes e solitárias”).

Em 2018, o Teatro Nacional D. Maria II, de Lisboa, e o Teatro Nacional São João, do Porto, embarcam nessa nova etapa, através do primeiro encontro de Dramaturgia K Cena, para o qual foram convidados Gabriel Gomes, Sofia Moura, Rafael Medrado e Lisa Reis. Dessa forma, nasce “A Tempostade”, texto que serve de ponto de partida para três espetáculos distintos em Salvador (BR), no Mindelo (CV) e em Viseu (PT). “Foi incrível a ligação desde o início e a facilidade com que remamos todos para o mesmo lado neste barco, que foi a escrita do espetáculo. As ideias de todos fluíam de forma tão natural que, hoje, por vezes já nem nos lembramos quem escreveu o quê, quem inventou que personagem, quem sugeriu que ideia”, relembra Gabriel Gomes.

O ator baiano Rodrigo Lelys, ex-participante do K Cena em 2015 e 2017, retorna novamente nesse intercâmbio como assistente de direção. A partir dessas edições, até a atual, a universidade LIVRE de teatro vila velha se torna um parceiro regular do projeto. “Você acaba tendo acesso a uma outra cultura, a outros tipos de teatro, vamos criando mais repertório. A gente acaba se familiarizando com textos de compreensão mais complexas através do Teatro”, conclui Lelys.

Há mais de 10 anos no K Cena, Graeme Pulleyn vê com muito otimismo esse projeto. “Esperamos no futuro próximo alargar para outros países lusófonos, trazendo diferentes formas de fazer teatro, num projeto que atravessa o Atlântico em três sentidos”, comenta.

O encenador e diretor artístico do Teatro Vila Velha, Márcio Meirelles, que já dirigiu três montagens do K Cena, tanto em Portugal quanto em Cabo Verde, reconhece no projeto o seu grande potencial de formação cidadã. “É um projeto bonito, que lida com a juventude e com a formação de possíveis atores, artistas de teatro ou possíveis frequentadores de teatro, mas com certeza futuros seres humanos melhores, mais ricos, com uma visão mais complexa do mundo, com questões que podem ajudar a ser melhor, sempre, mesmo que eles não estejam no palco ou na plateia”, ratifica Meirelles.

A primeira etapa dessa sétima edição do K Cena ocorreu na cidade de Viseu (Portugal), no mês de abril, com as apresentações do espetáculo “Tempostade”, sob a direção de Pulleyn.

A iniciativa estimula o protagonismo criativo, a criação colaborativa, a formação cidadã e o desenvolvimento de experiências literárias para a valorização da escrita e da língua portuguesa. O Teatro Vila Velha (Salvador/BA) representa o Brasil na iniciativa, juntamente com o Teatro Viriato (Portugal) e o Instituto Camões/Centro Cultural Português - Pólo do Mindelo, com o apoio local da Mindelact – Associação Artística e Cultural (Cabo Verde)

O Teatro Vila Velha tem o apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

Primeira ação da Rota da Independência levou estudantes a lugares históricos de Salvador

Estudantes do Colégio Estadual Alberto Santos de Dumont, do bairro de Pirajá, tiveram a oportunidade de ‘reviver’ a história da Independência da Bahia na manhã de terça-feira (19), com visitas ao Panteão Patriótico, no Bairro de Pirajá; pelo Pavilhão Patriótico, na Lapinha; pela Praça da Piedade; e pelo Monumento ao Dois de Julho, no Campo Grande. Esses foram os principais lugares onde aconteceram batalhas em busca da autonomia política e econômica da Bahia.

“Sair de espaços fechados e vivenciar locais onde foram travadas batalhas pela Independência da Bahia possibilita incentivar a imaginação dos estudantes com vivências concretas”, disse o professor e pesquisador da Independência da Bahia, Marcelo Siquara, que ministrou aula pública.

A luta pela independência baiana iniciou antes da brasileira e se concretizou em 02 de julho de 1823, quase um ano depois da Independência do Brasil que foi em 7 de setembro de 1822. Ao contrário da pacífica proclamação às margens do Rio Ipiranga, milhares de pessoas morreram em batalhas na terra e no mar para a conquista da emancipação.

“Salvador foi palco do início da nossa formação enquanto país, com batalhas decisivas para que o Brasil virasse nação – foi com arma na mão, ideia na cabeça e coragem que a Independência da Bahia foi conquistada pelo povo local”, disse o diretor geral da Fundação Pedro Calmon (FPC), Zulu Araújo. Ainda segundo ele, “esse é um momento que propiciamos informações importantes do ponto de vista da formação histórica, social e política da história da Bahia. Estamos dando uma oportunidade a esses estudantes conhecerem mais sobre esse assunto, pois não tem na grade curricular”, acrescentou o diretor.

De forma didática o professor Siquara explicou a representação dos pontos históricos, onde aconteceram conflitos em busca de justiça social. A exploração de Portugal sob o Brasil foi relatada pelo historiador a partir de fatores econômicos, sociais e políticos, assim como foi explanado como aconteceu o rompimento desse controle social com que o objetivo do Estado da Bahia e, consequentemente, o Brasil tivessem sua própria conjuntura política. De acordo com o professor, “a verdadeira independência do Brasil ocorreu na Bahia”, afirmou.

A Rota

O bairro de Pirajá foi onde tudo começou. O local era caminho da principal entrada da cidade e a guerra deu início com ‘militares’ despreparados como, por exemplos, pescadores, agricultores, vendedores ambulantes e marisqueiros que foram treinados para o combate pelo General Pedro Labatut, a mando de D. Pedro I. Hoje o bairro tem cerca de 40.000 habitantes e nele possui o Panteão Patriótico, onde ocorreram conflitos e guarda os restos mortais do general.

Para o estudante Fábio Ádrian, morador do bairro de Pirajá, “estamos conhecendo mais da nossa história, pois existem pessoas que vivem aqui e não sabem o que é esse monumento e o que aconteceu nos séculos passados, principalmente, por Pirajá ter sido o início dos conflitos”, afirmou Ádrian.

Na Lapinha, tradicional bairro de Salvador, foi um trecho da estrada das boiadas e, hoje, guarda os símbolos do desfile de 2 de Julho, os caboclos e as caboclas, assim como os carros alegóricos. Para o estudante Matheus Rodrigues, “é fundamental para o nosso crescimento esse tipo de atividade, pois estamos acostumados a ficar ‘presos’ em salas de aulas e somos treinados a fórmulas e conceitos”, disse ele.

O terceiro momento do desfile patriótico foi na Praça da Piedade, no centro de Salvador, onde ocorreram execuções e suplícios em praça pública. Próximo a esse local há a Avenida Joana Angélica, nome dado em homenagem a essa mulher por morrer executada pelos portugueses por querer evitar que estes invadissem o convento da Lapa.

Para finalizar, os estudantes visitaram a Praça do Campo Grande que tem o monumento 2 de Julho. Com destaque para o caboclo que representa as classes sociais mais baixas que participaram ativamente da guerra. Segundo a estudante Sofia Brito, “é importante aprender sobre essas batalhas que não são contadas nos livros de história e isso é fundamental para minha formação enquanto cidadã”, afirmou Sofia.

A guerra foi um marco na história da Bahia e do Brasil, uma vez que a Independência da Bahia contribuiu para a do Brasil. “Essa ação abre o olhar desses estudantes do 3º ano do ensino médio para perceber como foi a história, vendo na prática onde ocorreram os conflitos”, disse a diretora do colégio, Kátia Simone Melo.

O desfile patriótico, na cidade de Salvador, foi o início prático da Rota da Independência que irá ter continuidade no sertão baiano, na região de Caetité, nos dias 28 e 29 de junho, e no mar nos dias 3 e 4 de julho, com visitas a fortes que foram importantes para a conquista da independência.

A ação está sendo realizada pelo Centro de Memória da Bahia (CMB), ligada a FPC da Secretaria Estadual de Cultura (Secult/BA).

 

Fonte: SecultBa/Municipios Baianos

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