30/06/2018

Salvador: Percentual de mulheres com diabetes cresce 45,4%

 

O percentual de mulheres de Salvador que apresentaram diagnóstico de diabetes teve um aumento de 45,4% entre os anos de 2006 e 2017, segundo a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada na quarta-feira (27) pelo Ministério da Saúde. Em toda a Bahia, entre 2010 e 2016, o diabetes já matou 32,4 mil pessoas.

Há 11 anos, o percentual de mulheres na capital que tinham o diagnóstico da doença era de 5,5%. Agora, o índice passou para 8%.

Já os homens da capital baiana apresentaram o menor percentual em 2006 (3,7%), mas também houve crescimento do diagnóstico de diabetes comparado a 2017, segundo o levantamento.

Na comparação com as demais capitais, no entanto, os homens de Salvador (8%) apresentaram uma das menores taxas de diagnóstico médico de diabetes no ano passado, ficando à frente de Cuiabá (4,2%) e Palmas (3,7%).

Entre as mulheres, a capital baiana entre está entre as dez maiores com percentual da doença. No geral, Salvador aparece como uma das capitais que tem o maior percentual de pessoas com a enfermidade, com 6,6%.

Em toda a Bahia, entre 2010 e 2016, de acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), o número de óbitos cresceu 18,8%, saindo de 4.043 mortes para 4.806 no ano de 2016.

Dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) apontam que a quantidade de internações, no entanto, diminuiu: foram 13.474 em 2010 e 11.784, em 2016. O diabetes é responsável por complicações, como a doença cardiovascular, a diálise por insuficiência renal crônica e as cirurgias para amputações dos membros inferiores.

O diabetes é responsável por complicações, como a doença cardiovascular, a diálise por insuficiência renal crônica e as cirurgias para amputações dos membros inferiores.

Tratamento e monitoramento

O Ministério da Saúde informou que, para os que já têm diagnóstico de diabetes, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferta, já na atenção básica (porta de entrada do SUS), atenção integral e gratuita, desenvolvendo ações de prevenção, detecção, controle e tratamento medicamentoso, inclusive com insulinas.

Para monitoramento do índice glicêmico, ainda está disponível nas unidades de Atenção Básica de Saúde reagentes e seringas.

O órgão disse também que o programa "Aqui Tem Farmácia Popular", parceria do Ministério da Saúde com mais de 34 mil farmácias privadas em todo o país, também distribui medicamentos gratuitos, entre eles o cloridrato de metformina, glibenclamida e insulinas.

Percentual de homens com diabetes cresce em 54% no Brasil

O percentual de homens com diagnóstico de diabetes aumentou 54%, entre os anos de 2006 e 2017, de acordo com dados da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). Há 11 anos, o percentual de homens com a doença era de 4,6%. Agora o índice passou para 7,1%. Já entre as mulheres, o crescimento foi de 28,5% no mesmo período. No entanto, o índice de 2017 foi maior, em comparação aos homens: 8,1%. "O diabetes é uma doença crônica que pode ser evitada, desde que  hábitos saudáveis, como uma alimentação adequada e a prática de atividade física, sejam adotados. O objetivo do Vigitel é monitorar anualmente esses fatores de risco e proteção para doenças crônicas e, com isso, acompanhar indicadores de saúde que dão subsídio a formulação e reformulação de políticas públicas", afirmou Marta Coelho, coordenadora de programa de doenças não transmissíveis do Ministério da Saúde. A pesquisa apontou também que, com a idade, o indicador de diabetes aumenta, principalmente entre idosos com mais de 65 anos (24%).

Mortes por diabetes cresceram 12% no país em seis anos

Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) mostram que o Brasil registrou crescimento de 12% no número de mortes por diabetes entre 2010 e 2016. Em 2010 foram registradas 54.877 mortes, enquanto 2016 registrou 61.398. O país registrou, ao total, 406.452 mortes de brasileiros que tiveram relação com a doença. O diabetes é uma condição crônica que aumenta as taxas de açúcar no sangue, ocasionando insuficiência renal crônica, doenças cardiovasculares e amputações dos membros inferiores. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde na última quarta-feira (27).

Nova norma de planos prevê que paciente pague até 40% do valor dos atendimentos

As operadoras de planos de saúde poderão cobrar dos clientes até 40% do valor de cada procedimento realizado, conforme norma editada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e publicada nesta quinta-feira, 28, no Diário Oficial da União.

A resolução define regras para duas modalidades de convênios médicos que vêm crescendo no mercado: a coparticipação (quando o cliente arca com uma parte dos custos do atendimento toda vez que usa o plano de saúde) e a franquia (similar à de veículos).

Ambos os formatos já estavam previstos em resolução do setor de 1998, mas ela não tinha sido regulamentada. Não havia, por exemplo, a definição de um porcentual máximo para a coparticipação em cada atendimento, mas a diretoria de fiscalização da ANS orientava as operadoras a não praticarem valores superiores a 30% - na prática, portanto, a nova regra amplia o valor máximo que as operadoras podem cobrar dos usuários.

O texto da nova resolução, à qual o jornal O Estado de S. Paulo teve acesso, prevê, porém, que todas as cobranças com franquia e coparticipação estejam sujeitas a um valor máximo por ano.

Como adiantado pela reportagem em abril, a parte a ser paga pelo beneficiário no somatório de 12 meses terá como teto o mesmo valor que ele paga de mensalidade no acumulado do ano. Ou seja, se o valor total pago em 12 meses for de R$ 6 mil (mensalidade de R$ 500), este será o limite para os gastos extras do cliente com franquia e coparticipação (diluídos ao longo dos meses). Esse limite poderá ser aumentado em 50% no caso de planos coletivos empresariais (que representam 67% do mercado de convênios médicos), caso isso seja acordado em convenção coletiva.

No exemplo dado acima, portanto, o limite a ser pago pelo contratante em pagamentos de franquia e coparticipação poderia chegar a R$ 9 mil por ano. Esse mesmo teto também deverá ser respeitado para os planos com franquia, mas a cobrança nesse caso será diferente. A franquia poderá ser aplicada de duas formas: 1) dedutível acumulada: a operadora não se responsabiliza pela cobertura das despesas até que seja atingido o valor previsto no contrato como franquia;

2) limitada por acesso: será estipulado um valor de franquia por procedimento e não por ano.

As regras só valem para contratos novos. As operadoras poderão continuar vendendo planos sem franquia ou coparticipação, mas os produtos com esses formatos deverão ser 20% a 30% mais baratos.

Publicada nesta quinta-feira, a norma entra em vigor em seis meses, prazo dado para que as operadores se adaptem às novas normas.

Presidente da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), Reinaldo Scheibe diz que o mercado de planos com coparticipação e franquia deve se expandir e, como esses produtos são mais baratos, mais pessoas terão acesso ao convênio médico.

"As empresas terão condições de colocar mais pessoas nos planos, por exemplo", opina. O porcentual de 40% de coparticipação e o limite de gastos previsto para o cliente são dois pontos polêmicos que opõem ANS e entidades de defesa do consumidor.

Para a agência, as regras trazem "maior previsibilidade" aos consumidores, que, ao contratar um plano com coparticipação e franquia a partir de agora, saberão qual é o valor máximo que pagarão ao final do mês e ano.

"Os avanços dessa norma são garantir que o consumidor não seja surpreendido com um custo muito alto e definir procedimentos isentos da cobrança de coparticipação e franquia", afirma Rodrigo Rodrigues de Aguiar, diretor de desenvolvimento setorial da ANS.

Já para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a norma preocupa pela possibilidade de endividamento dos beneficiários e pela ampliação do porcentual de coparticipação para 40%.

"A regulamentação dessas modalidades de plano é importante, mas parece que nenhuma das sugestões das entidades de proteção do consumidor foi ouvida", diz Ana Carolina Navarrete, pesquisadora do Idec.

As regras de franquia e coparticipação não poderão ser aplicadas a alguns tipos de procedimentos definidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na resolução publicada nesta quinta-feira, 28, no Diário Oficial da União.

Fazem parte da lista consultas e exames considerados preventivos e tratamentos de doenças crônicas.

Entre as consultas, estarão isentos quatro atendimentos com médicos generalistas (clínico-geral, médico da família, pediatra, ginecologista e geriatra) por ano.

Entre os exames preventivos que não terão cobrança extra estão mamografia para mulheres de 40 a 69 anos (um exame a cada dois anos), papanicolau para pacientes de 21 a 65 anos, glicemia de jejum para maiores de 50 anos e teste de HIV, entre outros.

Entre os tratamentos crônicos cobertos integralmente em qualquer circunstância estão sessões de hemodiálise e tratamentos oncológicos de radioterapia e quimioterapia.

Também ficarão isentos de cobrança extra os exames solicitados durante o pré-natal, dez consultas com obstetra e os testes feitos nos recém-nascidos, como o do pezinho. Terão ainda regra diferente os atendimentos feitos em pronto-socorro.

Nesses casos, não incidirá o valor porcentual de 40% de coparticipação por procedimento realizado, mas, sim, um valor fixo e único a cada atendimento.

Esse valor ficará limitado à metade do valor da mensalidade do beneficiário e não poderá ser superior ao valor pago pela operadora de plano de saúde ao hospital ou clínica.

Outra determinação da resolução é que o beneficiário tenha acesso, no site da operadora, a um extrato de utilização do serviço, com os valores acumulados a serem pagos como franquia ou coparticipação.

"É uma forma de dar transparência ao processo e de o cliente acompanhar se as cobranças são devidas", diz Rodrigo Rodrigues de Aguiar, diretor de desenvolvimento setorial da ANS.

 

Fonte: G1/BN/Municipios Baianos

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