04/07/2018

Juazeiro terá 1ª subestação digital de energia solar da A. do Sul

 

Para a Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), investimentos como os da Enel na Bahia são o reflexo do potencial natural de regiões do estado para a geração de energia solar e eólica. As de maior destaque são o Extremo Oeste e a região do São Francisco, mas áreas do sertão e da Chapada também têm atraído investimentos.

Essas áreas possuem potencial solar elevado, terrenos disponíveis e topografia favorável. Na divisa com Pernambuco, por exemplo, foi anunciado esta semana que a empresa ABB, gigante em tecnologias de eletrificação, automação industrial e robótica, vai instalar a primeira subestação digital da América Latina na cidade de Juazeiro.

A nova subestação de 230 kV e o bay de conexão na subestação Juazeiro II vão fornecer 156 MW da energia gerada em um complexo solar fotovoltaico em desenvolvimento na região.

O projeto solar de Juazeiro é operado pela Atlas Renewable Energy, braço de energia renovável da empresa de investimentos britânica Actis. A Atlas supervisiona mais de 1.500 MW de ativos solares de PV em operação, construção ou desenvolvimento avançado.

Quando estiver em plena operação, os projetos irão produzir energia suficiente para abastecer mais de 350 mil famílias, reduzindo em cerca de 1,5 milhão de toneladas as emissões de CO2 da geração convencional.

A ABB vai entregar toda a subestação de Juazeiro e fornecer um controle de supervisão e um sistema de aquisição de dados, dispositivos eletrônicos inteligentes para proteção e controle, bem como as merging units SAM600 incorporadas ao barramento de processo da subestação. Os cabos de cobre serão substituídos por cabos de fibra óptica.

Uma subestação funciona como o coração de uma rede de energia, transmitindo e distribuindo energia para locais distantes. Mudando as conexões para fibra óptica é possível reduzir a quantidade de cabos de cobre, com economia significativa de custos.

Sátiro Dias: Sem banco na cidade comercio sofre com fraco movimento

Com proposta de reestruturação da empresa para cortar despesas e melhorar a produtividade, e aprovada pelo Conselho de Administração da instituição, a agencia do Banco do Brasil de Sátiro Dias, município localizado no território Litoral Norte e Agreste Baiano, foi fechada no dia 22 de novembro do ano passado juntamente com outras 12 agências na Bahia. Desde então as contas bancárias foram transferidas para Inhambupe juntamente com os clientes de Aporá, Crisópolis e Olindina, que também tiveram suas agencias fechadas.

Uma das alegações para a decisão da Diretoria Geral do Banco do Brasil foi o número explosões que ocorreram continuamente e no caso de Sátiro Dias foram 04 vezes nos últimos anos.

O prefeito Marivaldo Alves (DEM), falou ao CN que não faltou esforços para a continuidade da agência, mas, “infelizmente não logramos êxito nesta questão, no entanto estaremos lutando para conseguir a abertura de outra instituição bancária na sede de nossa Sátiro Dias e, quem sabe, continuar a luta para que o a presidência do Banco do Brasil possa reabrir, pois o prejuízo que o município vem tendo é muito grande”.

Segundo o prefeito, a situação já era difícil após o banco recuperar a sede da agencia depois da última explosão no inicio de novembro de 2014 e nos anos de 2015 e 2016 funcionou sem dinheiro em espécie, tanto nos caixas eletrônicos quanto nos atendimentos diretos nos caixas convencionais.

Marivaldo Alves lembrou que o comércio tem sido afetado quase que por completo, pois as pessoas têm se deslocado para receberem seus salários, em especial, os funcionários públicos e aposentados em outros municípios e lá fazem suas compras, deixando de circular o dinheiro na cidade. “Só a folha de pagamento da Prefeitura libera R$ 1 milhão e 200 mil e esse dinheiro não fica na cidade”, lamentou.

O gestor lembra que na cidade não tem outra agencia bancária, só postos credenciados, mas não atendem as demandas.

Alves disse ainda que ao assumir a gestão municipal já encontrou esse problema, mas é sua responsabilidade buscar uma solução e garantiu que vem mantendo contato com outras instituições bancárias e pretende voltar ao a direção do Banco do Brasil e abrir um novo canal de dialogo, apesar da decisão do Conselho de Administração da instituição, mas mostrar a falta da presença do BB e vê, quem sabe, funcionar com o dinheiro local e sem a necessidade dos abastecimentos pelos carros forte, “é um idéia talvez, mas vamos continuar nossa luta para sensibilizar, porém sem descartar conversar com outras instituições financeiras”, concluiu.

SUSPENSÃO DAS CAPTAÇÕES DE ÁGUA NO RIO SÃO FRANCISCO ÀS QUARTAS-FEIRAS PASSA A SER QUINZENAL

Nesta segunda-feira, 2 de julho, a Agência Nacional de Águas (ANA) alterou o Dia do Rio por meio da Resolução nº 45/2018, publicada no Diário Oficial da União. Os usuários de recursos hídricos do Velho Chico terão que continuar suspendendo suas captações de água às quartas-feiras, mas a partir de agora a suspensão passará a acontecer somente na primeira e na terceira semanas, sendo que o Dia do Rio vinha ocorrendo semanalmente. Outra mudança é específica é para os usos industriais e de mineração que captam água do São Francisco por mais de 13 horas por dia. Neste caso, ambos deverão reduzir 7% do volume mensal outorgado, sendo que a redução que vinha sendo adotada era de 14%.

As suspensões valem para os usos de recursos hídricos que não sejam para abastecimento humano e para matar a sede de animais – estes dois tipos são prioritários em situações de escassez, conforme a Política Nacional de Recursos Hídricos. O Dia do Rio tem o objetivo de preservar os estoques de água nos reservatórios da bacia do rio São Francisco para atendimento aos usos múltiplos da água, já que a região passa, desde 2012, pela seca mais severa já registrada.

Antes de entrar em vigor, o Dia do Rio foi discutido pela ANA e por representantes de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe (estados banhados pelo Velho Chico); do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco (CBHSF); e usuários de recursos hídricos da bacia. A medida inclui retiradas de água para todos os usos, inclusive perímetros de irrigação, e abrange volumes reservados previamente ao Dia do Rio. A regra vale para as captações que ainda não estejam submetidas a regras mais restritivas de uso e abrange cerca de dois mil usuários de água.

Para preservar os estoques, desde abril de 2013 a ANA vem autorizando a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF) a reduzir a vazão mínima média defluente dos reservatórios de Sobradinho, o maior da bacia com volume útil de 28 bilhões m³ e capacidade para armazenar 34 bilhões de m³, e Xingó. No entanto, desde 1º de maio, Xingó passou a liberar uma média mensal de 600m³/s em vez de 550m³/s, menor patamar médio já praticado em Xingó. Este foi o primeiro aumento da defluência mínima desde 2013. Esta medida foi autorizada pela ANA em função da melhora da situação na bacia em virtude das chuvas que vêm acontecendo desde o início do ano.

Apesar de a situação hidrometeorológica da bacia do São Francisco estar melhor em relação a 2017, o pior do histórico, a ANA tem adotado medidas de gestão mais cautelosas na região, pois as precipitações na bacia continuam abaixo da média histórica. Enquanto o reservatório equivalente do São Francisco estava com 37,06% em 1º de julho deste ano, na mesma data do ano passado o volume útil era de 17,03%. Acesse este e outros dados na página da Sala de Situação da ANA.

Sobradinho

A hidrelétrica de Sobradinho fica na Bahia, a 748km da foz do rio São Francisco. Além da geração de energia, o reservatório cumpre o papel de regularização dos recursos hídricos da região, que abrange munícipios como Juazeiro (BA) e Petrolina (PE). Operada pela CHESF, a hidrelétrica tem potência instalada de 1.050.300kW e seu reservatório tem capacidade de armazenamento de 34.117 hectômetros cúbicos (34,117 trilhões de litros) – maior da bacia do São Francisco.

Xingó

Localizada entre Alagoas e Sergipe, a hidrelétrica de Xingó também é operada pela Companhia Hidroelétrica do São Francisco. Com capacidade de armazenamento de 3,8 bilhões de metros cúbicos em seu reservatório, Xingó tem uma potência instalada de 3.162.000kW. A hidrelétrica está a 179km da foz do São Francisco, entre os municípios de Piaçabuçu (AL) e Brejo Grande (SE).

Rio São Francisco

O rio São Francisco nasce na Serra da Canastra (MG), e chega a sua foz, no Oceano Atlântico, entre Alagoas e Sergipe, percorrendo cerca de 2.800km, passando por Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. A área possui 503 municípios e engloba parte do Semiárido, que corresponde a aproximadamente 58% dessa região hidrográfica, que está dividida em quatro unidades: Alto, Médio, Submédio e Baixo São Francisco.

Governo anuncia parcerias com Vale e MRS para construir ferrovias

O governo recorrerá à iniciativa privada para construir ferrovias consideradas estratégicas. Em troca, as empresas terão outros contratos, como concessão de linhas férreas, renovados por 30 anos. A iniciativa foi anunciada nesta segunda-feira(2) pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Ronaldo Fonseca; pelo ministro dos Transportes, Valter Casimiro, e pelo secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Adalberto Vasconcelos.

Dois projetos terão prioridade. O primeiro será a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), de 383 quilômetros, entre Água Boa (MT) e o entroncamento com a Ferrovia Norte–Sul em Campinorte (GO). O segundo será o Ferroanel de São Paulo, de 53 quilômetros, entre as estações de Perus, na capital paulista, e de Manoel Feio, em Itaquaquecetuba, na região de Mogi das Cruzes (SP), com traçado paralelo ao trecho norte do Rodoanel paulista.

Orçada em R$ 4 bilhões, a Fico será construída pela mineradora Vale, que em troca terá as concessões das linhas férreas Carajás (no Pará e no Maranhão) e Vitória–Minas renovadas até 2057. Mesmo descontando o que a mineradora gastou para duplicar a estrada de ferro Carajás, a empresa teria de desembolsar R$ 4 bilhões, mas vai construir a Fico em contrapartida.

“A prorrogação [dos contratos de Carajás e Vitória–Minas] vai dar um valor positivo, que será revertido em contrapartida de a Vale fazer a Fico. Isso traz uma nova dimensão para o país, com marcos claros, condicionados ao êxito de prorrogação”, explicou Vasconcelos. Depois de construir a Fico, a ferrovia será devolvida ao patrimônio da União, que licitará a linha ao setor privado pelo valor de outorga. Inicialmente, a Fico teria 1,6 mil quilômetros e ligaria Goiás a Rondônia, mas apenas o trecho até Água Boa será construído.

Em relação ao Ferroanel, o procedimento será semelhante. A empresa MRS Logística terá a concessão de diversas ferrovias renovadas em troca de construir o ramal de 53 quilômetros. Com a obra, os trens de carga que seguem para o Porto de Santos (SP) deixarão de compartilhar os trilhos das linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que transportam passageiros na Região Metropolitana de São Paulo. Assim que a linha for concluída, a União concederá a ferrovia à iniciativa privada.

Concessão de rodovias

Os três ministros participaram da reunião do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que aprovou o Plano Nacional de Logística (PNL). Segundo Adalberto, esse plano pretende dobrar a capacidade de transporte da malha ferroviária brasileira nos próximos sete anos. “Atualmente, 15% das cargas no país são transportadas por trem. Queremos aumentar para 31% até 2025”, declarou. O PPI busca a realização de investimentos de infraestrutura em parceria com o setor privado.

Na reunião de hoje, o Conselho do PPI aprovou a inclusão no programa de 14 empreendimentos que gerarão um investimento de R$ 100 bilhões nos próximos anos. Os ministros também anunciaram o lançamento, esta semana, dos editais de concessão, por 30 anos, da Rodovia Integração Sul, formada pelas BRs 101, 290, 386 e 448, no Rio Grande do Sul, e o início dos estudos para a concessão das BRs 153, 282 e 470, em Santa Catarina.

Além da Fico, do Ferroanel de São Paulo e das rodovias em Santa Catarina, os ministros anunciaram a inclusão, no programa de concessões, da quinta rodada de licitação do pré-sal e de dez lotes de linhas de transmissão de energia.

 

Fonte: Absolar/ Enel/Calila Noticias/Ascom ANA/Municipios Baianos

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