06/07/2018

Coelba bota baiano para peregrinar para pagar conta de luz

 

Como em época de liquidação, a loja ainda estava fechada e uma fila já se formava na porta da Casas Bahia, da Baixa dos Sapateiros, em Salvador, por volta das 8h55 de ontem. Mas ninguém queria comprar nada, ao contrário, todos estavam ali aguardando para pagar boletos, dentre eles, os de energia elétrica. A conta de luz deixou de ser aceita nas lotéricas do estado há pouco mais de um mês, o que tem gerando transtorno para muita gente.

De acordo com a Coelba, a mudança se deu após a concessionária não obter êxito em negociação com a Caixa Econômica Federal (CEF), que apresentou um reajuste de 54% no valor da tarifa por fatura arrecadada.  O aumento motivou o rompimento do convênio. Quem não tem conta bancária para pagar a conta no autoatendimento ou no débito automático tem peregrinado para conseguir quitar a fatura de eletricidade. 

José Neto dos Anjos, de 31 anos, sabe bem o que é isso. Morador do Barbalho, o encarregado de operações costumava pagar a conta de luz em uma loteria do bairro. Mas, ontem ele teve que se deslocar até a Baixa dos Sapateiros para resolver a pendência.

“Só tem (ponto de pagamento) na Liberdade ou aqui na Casas Bahia. Tem sido muito difícil, não só para mim, como para outras pessoas também, que precisam se deslocar de seus bairros para outras regiões para pagar a conta. Tirei a manhã só para fazer isso e ainda tenho que esperar até 9h. Antes eu ia na lotérica às 8h e já pagava”, explicou.

A cozinheira Elenice Francisca de Jesus, de 54 anos, saiu das proximidades da  Ceasa, na Região Metropolitana de Salvador, com o mesmo objetivo. Segundo Elenice, o único local que recebe o pagamento do boleto fica    distante de sua casa, em uma agência da própria Coelba, no centro de Simões Filho.  Além da distância, de acordo com ela, o local possui outros problemas de acesso.

"Eu tenho dificuldades para subir as escadas, por causa de meu problema no joelho. Então, eu tenho que procurar um lugar plano, como era na Estação Pirajá, que agora não aceita mais. E lá onde eu moro, no Residencial Coração de Maria, tem que pagar R$1,50 por cada boleto. Aí fica difícil”, lamentou a mulher, que está desempregada.

A Coelba diz que disponibiliza mais de 700 estabelecimentos credenciados na Bahia como uma das opções de pagamento da conta. No entanto, a quantidade de estabelecimentos se mostra pequena para atender a demanda. No site da empresa, dos 163 bairros da capital, apenas 20 aparecem na lista de locais com rede credenciada  para  pagamento. Em bairros populosos, como Brotas, existe somente um local vinculado à concessionária para atender os moradores.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Caixa Econômica Federal informou que a Coelba que optou por não aceitar os termos do acordo. Nesse sentindo, depende da concessionária uma possível retomada de negociação.

A Coelba rebateu, através de nota, que tem  disposição para dialogar e manter aberta a negociação, desde que "a CEF reveja o reajuste e apresente condições viáveis e compatíveis com o mercado". A empresa afirmou, ainda, que possui uma ampla rede de arrecadação, com mais de quatro mil pontos, entre rede própria, instituições bancárias e correspondentes bancários.

“A consulta da rede credenciada pode ser realizada pelo site: www.coelba.com.br. Além de poder pagar as contas em diversos pontos comerciais como farmácias, mercadinhos e papelarias, os clientes dispõem da possibilidade de quitação das faturas on-line, pelo site, aplicativo Coelba ou por meio de débito automático, sem a necessidade de deslocamento do cliente”, informou o comunicado.

A concessionária  frisou que a cobrança de taxas extras para quitar a  fatura de energia é indevida. Caso o cliente seja cobrado, ele deve entrar em contato com a empresa e denunciar a situação.

Lançamento do Portal Investe Bahia fomentará novos negócios

O auditório da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) abrigou nesta quarta, os lançamentos de duas grandes iniciativas para economia baiana. O primeiro deles foi o portal Investe Bahia  (www.investebahia.com.br) reunindo informações sobre potencial de mercado, localização das grandes oportunidades em recursos naturais e em estrutura instalada no estado.

O segundo foi a assinatura da parceria entre SDE e Sebrae/BA no projeto  ‘Fortalecimento das Micro e Pequenas Empresas no Estado da Bahia’, com foco nos setores de comércio, serviços, indústria, mineração e energia.

As microempresas, empresas de pequeno porte e empreendedores individuais integram o segmento que mais gera empregos formais, com mais de 90% dos empreendimentos formais do estado.

Negócios

Paulo Roberto Brito Guimarães, superintendente de Atração e Desenvolvimento de Negócios da SDE, explica que centenas de empresas se instalaram no estado nos últimos anos, movimentando recursos que chegam a R$ 70 bilhões.

“Só os investimentos da BASF, Kimberly-Kleine, expansão da Ford, somam mais de R$ 5 bilhões. Suzano e Veracel, sul do estado, Obrigado no Recôncavo, também representaram grandes investimentos. E os projetos em carteira para serem implantados até 2020 representam mais de R$ 10 bilhões”, informou.

Ele acrescenta que o portal reúne alguns destes cases de sucesso e apresenta ao candidato a investidor qual o ambiente de negócios, porque e como investir, como está a infraestrutura, a economia do estado, a educação.

“O portal possui uma seção para cada setor estratégico: agronegócios, energias renováveis, químicos e petroquímicos, petróleo e gás, calçados”, disse Paulo Roberto.

A titular da SDE, secretária Luiza Maia, destacou que “quem quiser conhecer as vocações, as potencialidades do estado, encontra no portal o canal perfeito para obter as informações”.

O Investe Bahia inclui informações que vão da rede de fornecedores a dados sobre matéria-prima, equipamentos e serviços, passando pelo sistema de capacitação da mão de obra baiana.

A ferramenta inclui uma seção ‘Fale Conosco’ para que interessados possam buscar  diretamente no SDE as informações sobre o estado.

“Este portal é voltado para todos os segmentos empresariais e permite que a secretaria continue a fazer seu trabalho de facilitar o acesso às informações e às pessoas-chave no governo do estado para que os processos possam ser desburocratizados e agilizados para implantação de novos negócios”, explica Paulo Roberto Brito Guimarães.

Sebrae

A parceria para o projeto  "Fortalecimento das Micro e Pequenas Empresas no Estado da Bahia" foi assinada pela secretária Luiza Maia e o superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-BA) Sebrae-BA, Jorge Khoury.

O projeto pretende abranger os 27 territórios baianos e deve influenciar atividades em mais de 100 municípios baianos, principalmente os situados em polos econômicos onde as ações previstas possam ter os impactos maximizados.

BNDES lança novo programa para desenvolvimento de startups

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou nesta quinta-feira, 5, um novo programa para desenvolvimento de startups. Chamado BNDES garagem, a iniciativa prevê a oferta de serviços para as empresas nascentes em um mesmo espaço físico, como apoio para registro de empresas, contabilidade, marketing, tecnologia e a presença de escritórios de fundos de financiamento.

Nesta sexta-feira, 6, o banco lançará um edital para contratar uma aceleradora de startup que atuará no programa, que terá orçamento de R$ 10 milhões na primeira fase. Terão prioridades empresas que atuem em áreas como educação, saúde e segurança.

De acordo com o presidente do banco, Dyogo Oliveira, o programa faz parte da mudança de foco do BNDES desde o início do governo Michel Temer, de grande para pequenas empresas. Segundo o presidente, até maio, 50,7% dos desembolsos do banco foram para micro, pequenas e médias empresas, cerca de R$ 11 bilhões. "Foi a primeira vez que a maior parte dos desembolsos do banco foi para pequenas e médias empresas", afirmou. No ano passado, o total destinado a essas companhias foi de 40%, ante uma média histórica de 30%.

Dyogo disse que o BNDES não tinha nenhum produto específico para empresas nascentes e que o BNDES garagem vem para completar o portfólio da instituição. "Nossa expectativa é que com esse serviço tenhamos a criação de novas empresas inovadoras que vão se destacar no cenário nacional", afirmou.

A ideia é que, ao longo do desenvolvimento das empresas, elas possam acessar fundos já existentes com recursos do BNDES. Segundo Dyogo, o banco tem participação em 37 fundos de venture capital e private equity com capital total de R$ 16 bilhões, sendo R$ 3 bilhões do BNDES. "O papel do BNDES é trazer todos os agentes interessados para o mesmo espaço", acrescentou.

O BNDES Garagem funcionará em uma sede provisória no Rio de Janeiro a partir de novembro e, a partir de 2019, migrará para um espaço definitivo. Sessenta startups serão selecionadas neste ano e mais 60 no ano que vem.

Bancos investigados por cartel no câmbio negociam acordo

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) negocia novos acordos com bancos investigados por formação de cartel no mercado de câmbio. O jornal O Estado de S. Paulo e o Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) apuraram que está em negociação a assinatura de termos de compromisso com instituições que são alvo de dois processos que correm paralelamente no órgão: um que investiga um conluio de instituições internacionais que teria

Os processos ainda estão em fase de investigação e a previsão é que sejam julgados pelo plenário do tribunal até o fim deste ano, quando a investigação for concluída pela Superintendência-Geral do Cade.

A tendência é que bancos que fecharem acordo paguem multas milionárias. No início de junho, o Cade firmou dois acordos no processo que investiga o cartel de câmbio internacional. Morgan Stanley e Royal Bank of Canadá concordaram em pagar R$ 30,28 milhões e R$ 12,58 milhões, respectivamente, para encerrar a investigação contra eles.

Pela jurisprudência do Cade, empresas investigadas podem fechar acordos em que se comprometem a colaborar com as investigações e fazem uma contribuição financeira calculada com base no valor da multa que pagaria se fosse condenada. O "desconto" dado pelo Cade é maior para as primeiras empresas que firmam acordo e nem todas são beneficiadas, o que acaba provocando uma corrida para negociar os termos de compromisso.

Processos

Em julho de 2015, o Cade iniciou investigação de cartel no exterior que afetou o real e moedas estrangeiras e a manipulação de índices de referência de mercado, como o WM/Reuters e o do Banco Central Europeu. Além dos dois acordos assinados em junho, o órgão firmou cinco entendimentos nesse caso - foram pagos R$ 183,5 milhões pelos bancos Barclays, Citicorp, Deutsche Bank, HSBC Bank e JPMorgan.

A investigação continua contra os bancos Standard Chartered Bank, The Bank of Tokyo-Mitsubishi, Credit Suisse, Merril Lynch, Pierce, Fenner & Smith, Nomura International, Royal Bank of Scotland, Standard Chartered Bank (Brasil) e UBS, além de 30 pessoas físicas.

Tokyo, Citicorp, Credit Suisse Merril Lynch e JP Morgan informaram que não vão comentar o assunto. O Deutsch disse "ter como princípio colaborar com as autoridades e já firmou acordo com o Cade". Os demais bancos não responderam ou não foram localizados.

Em outro processo, o Cade investiga cartel no mercado nacional de câmbio. As práticas teriam sido realizadas por bancos no Brasil e atingido operações de câmbio à vista, a termo e futuros executadas em real.

Ainda não foi fechado acordo com nenhum banco. São alvo o BBM, BNP Paribas Brasil, BTG Pactual, Citibank e HSBC Bank Brasil. Há indícios de participação em menor grau dos bancos ABN AMRO Real, Fibra, Itaú BBA, Santander (Brasil) e Banco Société Générale Brasil.

 

 

Fonte: Tribuna/A Tarde/Agencia Estado/Municipios Baianos

Comentários:

Comentar | Comentários (0)

Nenhum comentário para esta notícia, seja o primeiro a postar!!