06/07/2018

Pré-candidato do MDB chama Neto de “ingrato”

 

A mágoa que a cúpula do MDB baiano guarda do prefeito de Salvador e presidente nacional do DEM, ACM Neto, que desistiu de ser candidato ao governo da Bahia para não ter sua imagem associada aos escândalos de corrupção envolvendo a família Vieira Lima, é o principal entrave para uma aliança nas eleições 2018 entre as duas siglas hoje no Estado.

Mesmo com acenos insistentes do pré-candidato do DEM, José Ronaldo, na direção do postulante emedebista, o ex-ministro da Integração Nacional João Santana, a possibilidade de um acordo entre as duas legendas é praticamente descartada para o primeiro turno.

“Pode ter certeza que eu desejo o apoio do MDB. Eles têm um candidato e eu tenho de respeitar. Mas, se com o passar do tempo, João Santana entender que podemos ficar juntos, eu receberei esse apoio. Estou trabalhando para isso, porque ninguém fica parado, só poste”, afirmou José Ronaldo ao Estado.

Apesar da declaração, atualmente, às vésperas do anúncio da chapa majoritária encabeçada pelo DEM, considerada a principal pré-candidatura de oposição ao governador Rui Costa (PT), aliados tanto de José Ronaldo quanto de João Santana trabalham sem considerar a hipótese de uma união das duas postulações no primeiro turno.

Encontros entre os dois pré-candidatos para discutir uma possível composição ocorreram, mas não houve consenso.

Além disso, na última semana, emissários do DEM voltaram a procurar o deputado Lúcio Vieira Lima, principal cacique do MDB da Bahia, para consultá-lo sobre uma possível aliança, mas ele rejeitou aderir à postulação de José Ronaldo.

Conforme relatos feitos por interlocutores emedebistas à reportagem, Lúcio enviou, como resposta ao contato, a proposta de que o DEM abra mão de ter candidato próprio.

Nos bastidores, a pré-candidatura de João Santana é vista como uma forma de impulsionar a votação do deputado federal. “Não temos nada contra José Ronaldo, mas ele anda acompanhado de pessoas estranhas”, afirmou João Santana ao Estado, referindo-se ao prefeito de Salvador.

As afirmações públicas de ACM Neto, dizendo que não se aliaria ao MDB caso fosse candidato, irritaram a direção do partido, comandado há décadas pelos irmãos Lúcio e Geddel Vieira Lima – réus da Lava Jato por lavagem de dinheiro e associação criminosa no caso do “bunker” de R$ 51 milhões; Geddel está preso desde setembro.

Para Santana, ACM Neto agiu com “ingratidão”. “Duas vezes nós votamos nele. Como eu sirvo para ajudá-lo a ganhar a eleição duas vezes e logo depois não presto? É um desrespeito você dizer que um partido como o MDB não vale nada. Não nos sentimos traídos, mas a ingratidão tira feição. Nós fomos rejeitados na origem”, afirmou o postulante emedebista, admitindo, entretanto, que “havia uma tendência natural” de apoiar a candidatura do DEM ao governo da Bahia antes das declarações pública do prefeito de Salvador.

Já Lúcio nega que haja mágoa com o dirigente do DEM. “Eu não faço política com mágoa. Eu estou pensando em mim, assim como eles estão pensando neles e o PT está pensando em si próprio”, afirmou o mandatário emedebista. É impossível, disse ele, uma aliança com o DEM antes do segundo turno da eleição.

Bolsonaro quer que PR revogue aliança com o PT na Bahia e MG para fechar acordo

A jogada que pode mudar as chances do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) na eleição só depende agora de ajustes restritos aos planos regionais do PR. De acordo com a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, a cúpula do partido de Valdemar Costa Neto diz que é real a chance de uma aliança fiada na indicação de Magno Malta (PR-ES) à vice do deputado, mas explica que quer replicar a coligação em estados onde o PSL tem puxadores de voto, como SP e RJ.

O presidenciável, por sua vez, exige que antes de fechar com ele o PR se afaste do PT nas disputas locais, como na Bahia e em Minas Gerais. O apoio ao capitão reformado do Exército ainda não é unanimidade, mas Valdemar Costa Neto, que é quem comanda a legenda, estaria praticamente convencido de que esta seria a melhor aposta. 

A adesão do PR ajudaria Bolsonaro especialmente em dois pontos: com tempo de propaganda na TV e com a sinalização de que não seria impossível montar uma base de apoio no Congresso.

Juiz absolve Geddel da acusação de obstrução de Justiça

O juiz federal da 10ª Vara Federal de Brasília, Vallisney de Oliveira, absolveu o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) da acusação de embaraço à investigação no âmbito da Operação Sépsis, que mira desvios na Caixa Econômica Federal.

O emedebista era denunciado por suposta intimidação ao doleiro Lúcio Funaro para barrar sua delação premiada.

O caso, investigado na Operação Cui Bono?, levou Geddel pela primeira vez à prisão, em julho de 2017, antes da descoberta do bunker dos R$ 51 milhões.

Na denúncia contra Geddel, o MPF sustenta que, após a prisão de Funaro, o ex-ministro monitorou e constrangeu a mulher do corretor, Raquel Pitta, com a intenção de “influenciá-lo” a não colaborar com as investigações referentes às operações Cui Bono e Sépsis, que tratam de desvios na Caixa.

Para o juiz, ‘não há prova de que os telefonemas tenham consistido em monitoramento de organização criminosa, tampouco de que ao mandar um abraço para Funaro, nos telefonemas dados a Raquel, o acusado Geddel, de maneira furtiva, indireta ou subliminar, mandava-lhe recados para atender ou obedecer à organização criminosa’.

“Levo em consideração, ainda, o fato de que Lúcio Funaro, conquanto estivesse, à época, numa condição pessoal desfavorável, por estar preso na Penitenciária da Papuda/Brasília, sempre mostrou independência, altivez e destemor, seja nas audiências das quais participava, seja pelo fato de estar sempre amparado por qualificados advogados, não parecendo, num Juízo presumível, ser pessoa que se dobra facilmente, que se atemoriza ou fica sob o grilhão ou controle emocional de outra pessoa ou grupo”, anotou.

“Além disso, sua esposa RAQUEL PITTA afirmou categoricamente, em Juízo, que as conversas com GEDDEL eram espontâneas e nunca sentiu nelas qualquer constrangimento, ou viu em LÚCIO (com quem compartilhava prontamente os telefonemas/mensagens do acusado) qualquer temor ou constrangimento, tanto que chegou a enviar a GEDDEL fotografias da filha”, concluiu o juiz.

O ex-ministro, que antes não mantinha contato com a mulher de Funaro, teria passado a fazer insistentes ligações para ela, especialmente nas sextas-feiras, dia em que visitava o marido na prisão. Muitas vezes, os telefonemas eram no período da noite, a propósito de perguntar sobre o “estado de ânimo” de Funaro.

Por meio de seu advogado, Bruno Espiñeira, Funaro fez chegar à PF ‘impressos de ligações’ recebidas por Raquel via WhatsApp. As ligações foram feitas por um certo ‘Carainho’, que, segundo os investigadores, é Geddel.

Em audiência de custódia, quando foi preso pela primeira vez e chorou, de cabeça raspada, em frente às câmeras da 10ª Vara Federal. Na ocasião, ele negou obstrução, mas admitiu mais de dez ligações com a mulher do doleiro. “Acabei de dizer que nesta ligação se tratou exatamente: ‘como vai você?’, porque é o mínimo. ‘Sua família está bem?’ Não se tratou de marido dela, de esposo dela, nada disso”, afirmou Geddel.

Roberto Jefferson diz que PTB põe Ministério do Trabalho à disposição do governo

O presidente do PTB, Roberto Jefferson, afirmou nesta quinta-feira, 5, que a Executiva Nacional do partido colocou o comando do Ministério do Trabalho à disposição do governo Michel Temer.

Pelo Twitter, ele admitiu que garantiu “apoio político” para que a legenda assumisse a pasta, mas negou participação em possíveis irregularidades.

“Pessoalmente, insisto: não participei de qualquer esquema espúrio no Ministério do Trabalho. E acrescento que minha colaboração restringiu-se a apoio político ao governo para que o PTB comandasse a Pasta”, disse.

Mais cedo, o então ministro Helton Yomura, apadrinhado político de Jefferson, teve o afastamento determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a pedido da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República.

O pedido de afastamento ocorreu no âmbito da Operação Registro Espúrio, que teve Jefferson e sua filha, a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), como alvos das primeiras fases.

Pelo Twitter, o presidente do PTB disse que a sigla apoia a Registro Espúrio, mas “não concorda com inferências divulgadas antes que as investigações estejam concluídas”. “Como já foi dito, se houve irregularidade na Pasta caberá aos responsáveis responder à Justiça por seus atos. Não concordamos, todavia, com inferências divulgadas antes que as investigações estejam concluídas.”

Em jantar com centrão, Alckmin tem dificuldade de provar viabilidade de candidatura

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) deixou o jantar com integrantes de partidos do centrão nesta quarta-feira (4) sem convencer a cúpula de DEM, PP, PRB, SD e PSC que sua candidatura tem viabilidade. Participantes do encontro disseram reservadamente que o tucano é bem aceito tanto pessoal como politicamente, mas que não consegue demonstrar condições de crescer nas pesquisas de intenção de voto. Preocupa principalmente o baixo desempenho de Alckmin em São Paulo, estado que governava até abril.

Pesquisa interna do DEM aponta que a rejeição de Alckmin é de 60% ante 52% do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento indica ainda que o PSDB e seu candidato tem um nível de desgaste considerado irreversível. A cúpula do DEM quer usar os dados da pesquisa para tentar mostrar aos demais integrantes do bloco que Ciro Gomes (PDT-CE) é um candidato mais viável. Com a pesquisa em mãos, a ideia do comando da legenda do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é tentar explicar ao eleitor a guinada a esquerda para um apoio o presidenciável do PDT. Diretórios mais tradicionais do DEM e partidos como o PRB, no entanto, preferem Alckmin.

O ex-governador de São Paulo acenou ao centrão dizendo que está aberto a construir a campanha e o governo em conjunto com o bloco. Argumentou ainda que deve crescer nas pesquisas em São Paulo, disse já ter o apoio de quatro partidos (PV, PTB, PSD e PPS) encaminhado, que terá a melhor estrutura de campanha e que tem as melhores propostas.

Os primeiros a deixar o encontro foram os presidentes do DEM, ACM Neto, e do PP, Ciro Nogueira. Eles disseram que a definição do bloco acontecerá somente depois da Copa do Mundo, entre 16 e 20 de julho. O grupo, que já havia se reunido com Ciro Gomes e Alvaro Dias (PODE-PR), volta a se encontrar na próxima quarta-feira (11). Juntos, os cinco partidos têm cerca de 150 segundos de tempo de televisão, algo importante para qualquer candidato, ainda mais nesta campanha reduzida. Sozinho, o PSDB tem apenas 78 segundos.

 

Fonte: Politica Livre/Folhapress/Municipios Baianos

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