06/07/2018

Bahia: Rui Costa se tornou refém de Otto Alencar

 

O governador Rui Costa criou uma cobra sem tamanho dentro de seu grupo: O PSD do senador Otto Alencar. Agora, o guloso PSD já se estranha com o PP do vice, João Leão por espaço. Otto conseguiu enterrar a reeleição da senadora Lídice da Mata (PSB) que não se elege como candidata à deputada federal. Otto está dando gritos e ordens dentro do governo, até mesmo no meio de rua. O Angelo Coronel está fazendo valer seu sobrenome com imposições e arrogância. É bom lembrar que esta rapaziada aprendeu tudo na cartilha do velho pajé, Antonio Carlos Magalhães, quando era  chamado carinhosamente de ‘Painho’.

Rui Costa será obrigado a minar todas as bases de seus ‘mui amigos’ para eleger maioria de deputados de sua confiança, caso contrário será refém de Otto caso se reeleja. É bom lembrar que Dilma foi refém de Eduardo Cunha, e veja no que deu.

Na região norte do estado, Otto comanda cinco prefeituras e tem grande influência em quase todas as outras. Até parte da imprensa chapa branca, que vive das tetas do estado, faz campanha contrária e odeia PT, PCdoB e PSB.

O inimigo de Rui não é o pré-candidato das oposições José Ronaldo (DEM), mas esta turma do PSD que contaminou seu governo.

Exclusão de Lídice provoca guerra entre partidos

A decisão do governador Rui Costa (PT) de excluir a senadora Lídice da Mata (PSB) da chapa para colocar o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Angelo Coronel (PSD), como candidato ao Senado, ainda provoca mal-estar na base governista. Uma declaração polêmica do deputado estadual Marcelo Nilo (PSB) jogou ainda mais lenha na fogueira. O socialista disse que preferia votar no postulante da oposição à Câmara Alta do Congresso Nacional, Jutahy Magalhães Júnior (PSDB), a Coronel. “Tenho minhas mágoas [com Jutahy] que não passarão, porque quando são mágoas do fundo do coração, não passam. [Mas] entre Angelo Coronel e Jutahy, politicamente, eu prefiro votar em Jutahy, mas a decisão [sobre quem apoiar] será tomada quando o partido se reunir para ver aquele candidato que melhor nos convém politicamente”, afirmou, em entrevista à rádio Itapoan. Nilo se diz magoado com tucano pelo fato de o partido de Jutahy ter apoiado Coronel na disputa pela Alba em 2017, o que levou a derrota do deputado socialista.

Diferentemente de Lídice, Nilo admitiu que o PSB ficou “magoado e ressentido” com a exclusão da senadora da composição governista. Afirmou, ainda, que só o futuro vai dizer se o governador Rui Costa (PT) acertou na decisão. Ontem, Coronel preferiu minimizar a fala do correligionário. “Não acredito. Tenho muita deferência e gosto muito dele [de Nilo] e não há motivo para ele marchar com um candidato de fora do grupo”, afirmou. O certo é que se abriu uma guerra entre o PSB de Lídice da Mata e o PSD do senador Otto Alencar. Nesta semana, a sigla socialista divulgou nota em apoio às candidaturas de Rui Costa ao governo da Bahia e Jaques Wagner ao Senado, ambos do PT, mas não mencionou o chefe da Alba. Otto Alencar disse que viu a postura do PSB como um “revide” pelo fato de Lídice ficar de fora na majoritária.

“Vejo com naturalidade. Faz parte da política. Lamento, claro. É uma coisa quase que troco ou revide. Lamento, agora, não vamos fazer a mesma coisa. Qualquer vereador, prefeito ou vice-prefeito que queria votar nela para deputada não terá problema nenhum. Não vou criar problema. Um erro não se conserta com outro. Aceito a decisão do partido. Não vai ficar nenhuma magoa. Nenhum ressentimento”, pontuou. Lídice não tem descartado a hipótese de apoiar Coronel, mas tem pedido tempo para analisar. “O partido precisa debater. É natural que o partido tenha ainda dificuldade de digerir essa perda. E é preciso unificar mais o partido”, pontuou.

PT diz que feridas do PSB vão cicatrizar

Presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação atenuou também a declaração do deputado estadual Marcelo Nilo (PSB) de que prefere apoiar o candidato da oposição Jutahy Magalhães Júnior (PSDB) ao Senado do que o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Angelo Coronel (PSD).

“[Marcelo Nilo] tem muito mais identidade com o nosso grupo. Espero que a gente consiga tirar as rusgas e que possam cicatrizar as feridas. O nosso projeto é um projeto de continuidade. Não precisamos de senadores que estejam afinados com a reforma da Previdência e entregadores da Petrobras e da Eletrobrás. Nilo e Jutahy defendem projetos antagonistas”, afirmou o petista, em entrevista à Tribuna.

Nilo tem dito que “não tem condições políticas” de apoiar um candidato do PSD. Isto porque, segundo o deputado, ele foi vetado da chapa de Jaques Wagner em 2010 após pedido do presidente da sigla, Otto Alencar. Além disso, diz ele, que foi preterido da composição governista em 2014 também por causa do senador. Nilo imputou ainda a derrota pela presidência da Alba em 2017 também ao congressista.

Não estou preocupado com definição de suplência agora, despista Rui

O governador Rui Costa (PT) despistou, na manhã desta quinta-teira (5), ao falar sobre a montagem da sua chapa de reeleição. Embora já tenha definido as principais vagas da majoritária, o quadro nas suplências para o Senado segue sem uma formação concreta.

Além do PSB, a suplência do pré-candidato a senador Jaques Wagner (PT) tem sido disputada pelo PP, partido do vice-governador João Leão.

"Eu não estou preocupado agora com a definição da suplência. Eu vou começar, a partir de sábado, a rodar para fazer o programa de governo participativo. A partir de sábado e durante os próximos cinco finais de semana, sexta, sábado e domingo, vamos rodar o estado para ouvir a sociedade", disse o governador durante inauguração da UTI Cardiovascular do Hospital Roberto Santos, em Salvador.

Ciro Gomes

O petista baiano, na ocasião, teceu elogios ao pré-candidato a presidente pelo PDT, Ciro Gomes, que tem sido sondado pelo DEM para uma aliança nas urnas em outubro.

"O Ciro Gomes é uma pessoa que participou dos governos Lula e Dilma, é um quadro político e técnico bastante preparado. Vamos aguardar a solução jurídica se Lula vai ser ou não candidato. Entendo que ele é uma pessoa que está dentro do nosso espectro político, ideológico e programático", elencou Rui Costa.

O chefe do Palácio de Ondina disse ainda acreditar em uma aliança entre Ciro e Lula. "Espero que de alguma forma, no primeiro ou segundo turno, a gente possa estar junto e ele possa, em qualquer posição, ajudar Lula ou Lula ajudar ele a reconstruir o Brasil", disse.

Rui parafraseia Pinheiro e desconversa sobre suplência

“Nunca vi tanto Ibope para a suplência” – foi parafraseando uma declaração dada pelo secretário de Educação da Bahia, Walter Pinheiro (sem partido) ao bahia.ba, durante o Dois de Julho, que o governador Rui Costa (PT) respondeu nesta quinta-feira (5) à reportagem sobre a definição dos suplentes dos pré-candidatos ao Senado em sua chapa, o ex-governador Jaques Wagner (PT) e o presidente da Assembleia Legislativa Angelo Coronel (PSD).

Rui reiterou que não está “preocupado com a definição do suplente” e atribuiu todo o alvoroço em torno do tema à presença de um “craque como titular que pode exercer outras funções, o [ex]governador Jaques Wagner”.

Se eleito, o ex-governador é cotado para assumir uma secretaria estadual ou ministério, a depender de quem seja o vencedor da corrida ao Palácio do Planalto. Isso abriria espaço imediato ao suplente.

Vale lembrar que foi o próprio petista quem garantiu no dia 19 de junho, durante a inauguração da Via Metropolitana, que a escalação completa, incluindo efetivos e suplentes, seria divulgada antes do São João.

De acordo com Rui, o foco de agora é a criação do programa de governo a partir do comitê político.

Rui Costa fala em corporativismo ao rebater Cremeb

governador Rui Costa rebateu as críticas feitas pelo Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb), o qual emitiu nota de repúdio após o chefe do Executivo revelar uma possível fraude dos médicos conveniados. Segundo Rui, 40% dos usuários do plano não pegam resultados de exames e que há solicitações repetidas. As declarações foram dadas na inauguração da nova UTI Cardiovascular do Hospital Roberto Santos, em Salvador, nesta quinta-feira (5), após ser questionado pelo BNews.

Na oportunidade, o governador afirmou que pediu ao secretário de Administração do Estado Edelvino Góes que enviasse ao Cremeb todas as ocorrências encontradas. “O Cremeb não é sindicato, é um conselho que deveria estar sendo pautado por uma certa discrição e serenidade e que deveria ser conselho para julgar a ética do seu seguimento no cotidiano. Quem, eventualmente, tem função política é o seu sindicato. Cremeb está parecendo mais um sindicato, ao invés de ser uma entidade que vai julgar procedimentos. Pedi ao secretário que envie para o Cremeb todas as irregularidades que ocorrerem no Planserv. Espero que ele cumpra sua função institucional”, disse o governador.

O governador ainda falou sobre corporativismo entre as profissões. “Não faz bem a ninguém. Quando se junta corporação de qualquer seguimento faz mal para sociedade. Tem gente excepcional e boa em todo seguimento. Você achar que ninguém erra na sua categoria... Isso é corporativismo. É como eu abrir a boca e dizer que ninguém age errado na política. Isso é demagogia”, disparou.

Rui ainda garantiu: “não vou passar mão na cabeça em quem está usando indevidamente o serviço público. Noventa e tanto por cento dos prestadores de servidos do Planserv são excepcionais”.

O governador também falou sobre o investimento feito. “Planserv é o melhor plano de saúde do Brasil. É um plano de valor elevadíssimo. É um investimento de R$ 5,5 bilhões, R$ 1,5 bilhão custa o Planserv para 5 mil vidas. Não vamos permitir que esse gasto continue crescendo de forma desorganizada”.

‘Bolsonaro pode até impor, só que não vamos cumprir’, diz Araújo sobre PR romper com PT na Bahia

Presidente do PR na Bahia, o deputado federal José Carlos Araújo descartou qualquer possibilidade de o partido romper com o governador Rui Costa (PT), apesar da imposição do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo a Coluna do Estadão, o capitão só aceita fechar aliança com o PR, caso a sigla revogue o acordo com os petistas. “Na Bahia, não existe isso. O PR nos dá a liberdade para fazer a aliança que quisermos. O PR sempre deu essa liberdade. Foi uma das condições para eu assumir a presidência. Ele [Bolsonaro] pode até impor, só que não vamos cumprir”, afirmou o parlamentar, em entrevista ao Metro1.

O republicano disse ainda que Bolsonaro “nem agrada, nem desagrada” só que a legenda vai apoiar no estado o candidato a presidente do grupo de Rui. “Nós, na Bahia, decidimos o que é melhor para o PR. Não tem preferência. Quero que seja o melhor nome para o Brasil e para a Bahia. Que atenda às nossas exigências”, pontuou.

 

 

Fonte: Tribuna/Bahia.ba/BNews/Metro 1/Municipios Baianos

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