08/07/2018

LEM: Empresários criam prateleira solidária em mercado

 

Um casal dono de um supermercado na cidade de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, criou uma prateleira solidária que tem dado o que falar na região. A iniciativa foi tomada, conforme os empresários, para evitar o desperdício de alimentos que não seriam aproveitados para venda.

Qualquer pessoa pode chegar e levar pra casa. "Tá com fome? Pode pegar, mas pegue o necessário, pois tem mais pessoas com fome também", avisa uma placa na frente da prateleira onde os alimentos foram disponibilizados.

"Desde o início a gente já tinha esse projeto de estar passando para as pessoas que precisam, mas, como a gente vê a necessidade delas de entrar no mercado e a vergonha também de chegar até a gente pelo mercado estar cheio, então, a gente falou assim: 'vamos colocar uma coisa mais fácil, onde elas mesmas peguem'", contou o comerciante Alisson Murilo.

O estabelecimento fica na principal avenida do bairro Mimoso II, um dos mais populosos da cidade. Todos os dias sobram cerca de 20 kg de frutas, verduras e outros alimentos. E, ao invés de jogar no lixo, os donos decidiram doar para quem precisa.

A banquinha com os produtos fica na porta do mercado. Tem fruta, verdura, biscoito, macarrão e outros produtos. Érica Barreto, uma das donas do supermercado, é quem seleciona o que vai ser doado. Ela acredita que a iniciativa pode incentivar mais gente a fazer o bem.

"Nós, como comércio pequeno, a gente joga, em média, 20 kg de frutas e verduras todos os dias fora. Então, é muito melhor a gente abençoar, muito melhor a gente dar para o cidadão", disse a comerciante Érica Barreto.

A atitude dos empresários surpreendeu muita gente, principalmente quem precisa, como o catador de papelão Ailton Ribeiro. Ele tem três filhos e, nem sempre, o dinheiro que ganha com a reciclagem dá comprar comida para a família. No entanto, ele pega apenas o necessário.

"Tem que deixar para os outros também, né. Tem outras pessoas que precisam. Tem uns que vão passar por aqui também e vão precisar", disse o catador Ailton Ribeiro.

A dona de casa Maria da Conceição também se sentiu beneficiada com a boa ação do casal dono do supermercado. Ela e os filhos moram pertinho do estabelecimento, mas, com o marido desempregado, ela demorou de voltar a fazer as compras. Ao saber da prateleira solidária, dona Maria foi ao mercado e pegou alguns produtos para abastecer a dispensa em casa.

"Eu trouxe macarrão, feijão, milharina, tomate e pimentão. Eu agradeço muito a ela. E que sempre Deus dê em dobro para eles", falou Maria.

Nascentes de rios de Cocos, Formosa do Rio Preto e Jaborandi são recuperadas

Agricultores recuperam as nascentes de rios de mais três municípios do Oeste baiano: Cocos, Formosa do Rio Preto e Jaborandi. Realizada em parceria com as prefeituras, a ação é resultado de uma capacitação promovida por produtores rurais, por meio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (ABAPA) e da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), que culminou com o diagnóstico, a proteção e a recuperação das nascentes. Os agricultores vão investir ao longo deste ano, por meio de recursos do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), R$ 500 mil para atender as cidades da região.

O secretário de Meio Ambiente de Cocos, Agenor Neto, explica que foi recuperada uma nascente do Rio São José, mais conhecido como Rio de Cocos. “A nascente fica a 2 km da cidade e o riozinho é uma riqueza, pois muita gente vive das hortas que são plantadas nas suas margens. O curso foi excelente, veio em um momento muito propício nesse período de seca”, afirma. Para o secretário de Meio Ambiente de Jaborandi, Dalmir Alves das Neves, a capacitação e a parceria da ABAPA e AIBA será o diferencial para que a ação se mantenha e entre como uma política do município para a preservação do meio ambiente. “Esta união entre os agricultores e o poder público é fundamental para ajudar a impulsionar o projeto”, considera.

Não há motivo para diferenciar a produção agrícola do meio ambiente, na opinião do presidente da ABAPA, Júlio Cézar Busato. “Os produtores estão fazendo a sua parte e apoiando em projetos como a recuperação de nascentes e respeitando as áreas de reserva legal e preservação permanente. Um estudo da EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária ) comprova que os agricultores são quem mais preservam o meio ambiente e mostra que 64% do cerrado do Oeste da Bahia encontra-se preservado, sendo a maioria em área dos próprios produtores”, ressalta.

FAO alerta para desafio mundial de enfrentar o desmatamento

O desmatamento é um dos principais desafios da América Latina, segundo a publicação O Estado das Florestas no Mundo de 2018, divulgado hoje (6) pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). De acordo com o estudo, é fundamental conservar as áreas urbanas protegidas. No caso do Brasil, o destaque é para o Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. Com 4 mil hectares, o parque foi declarado paisagem cultural Patrimônio da Humanidade pelo Unesco em 2012.

A FAO, no documento, ressalta que, para enfrentar a proliferação de espécies exóticas e a expansão urbana, o parque foi reflorestado com árvores nativas e foram construídas infraestruturas recreativas para envolver a comunidade local e aumentar a conscientização sobre a importância da proteção das florestas urbanas.

Desde 1999, o parque é administrado conjuntamente pela Prefeitura do Rio de Janeiro e pelo Ministério do Meio Ambiente. Cerca de 2,5 milhões de pessoas visitam o parque todo ano. A Mata Atlântica foi restaurada e transformada em santuário para uma diversidade de espécies endêmicas.

Redução

Ao lado da queima de combustíveis fósseis, o desmatamento está entre as principais causas das mudanças climáticas, representando quase 20% das emissões de gases de efeito estufa. Pelo estudo, no período de 1990 e 2015, a área florestal mundial diminuiu de 31,6% da área terrestre do mundo para 30,6%.

O aspecto positivo é que o ritmo de perda foi abrandado nos últimos anos. A maior parte desta perda ocorreu na África subsaariana, na América Latina e no sudeste da Ásia.

Nos lugares em que a demanda de carvão vegetal é alta, sobretudo na África Subsaariana, Sudeste da Ásia e América do Sul, sua produção exerce pressão nos recursos florestais e contribui para a degradação e desmatamento, especialmente quando o acesso às florestas não está regulamentado.

Análise

O estudo da FAO informa que a proporção de pessoas que depende de lenha varia de 63% na África a 38% na Ásia, e 16% na América Latina. Apenas 9% da área florestal da América do Sul é manejada com o objetivo de proteger o solo e a água, bem abaixo da média global de 25%.

De acordo com o relatório, as florestas manejadas para a conservação dos solos e das águas têm aumentado em todo o mundo nos últimos 25 anos, com exceção da África e da América do Sul.

As florestas e as árvores fornecem cerca de 20% da renda das famílias rurais nos países em desenvolvimento. No entanto, de acordo com o relatório, existe uma forte relação entre as áreas de cobertura florestal extensiva e as altas taxas de pobreza: no Brasil, por exemplo, pouco mais de 70% das áreas de florestas fechadas (densas, com grande cobertura de copa) apresentavam taxas de pobreza elevadas.

Pobreza

O estudo menciona ainda que, na América Latina, 8 milhões de pessoas sobrevivem com menos de 1,25 dólares por dia nas florestas tropicais, savanas e seus arredores. Mundialmente, mais de 250 milhões vivem abaixo da linha de pobreza extrema nessas áreas: 63% estão na África, 34% na Ásia e apenas 3% na América Latina.

Apesar de a participação da América Latina no total global ser baixa, cabe destacar que a grande maioria (82%) das pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza nas áreas rurais da América Latina vivem em florestas tropicais, savanas e seus arredores.

Com um total de 85 milhões de pessoas vivendo em florestas tropicais, savanas e em seus arredores na América Latina, cuidar das florestas será um fator-chave para avançar rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

ABAPA PROMOVE MAIS UMA EDIÇÃO DO PROJETO ”CONHECENDO O CAMPO” NESTA SEGUNDA (9)

Nesta segunda-feira (9), a partir das 8h30, os estudantes da rede municipal de ensino de Barreiras vão conhecer de perto a cultura do algodão produzido no oeste da Bahia. A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) realizam mais uma edição do projeto “Conhecendo o Campo”, que visa demonstrar o funcionamento da cadeia produtiva do algodão, desde o plantio até a análise da qualidade da fibra comercializada.  O evento será realizado na Fazenda Modelo e contará com a participação de 70 crianças da Escola Municipal José Agostinho, da localidade da Baraúna, na zona rural de Barreiras.

Na oportunidade, eles passarão a conhecer o talhão de algodão, onde será simulada uma colheita manual, e visitam o Laboratório de Entomologia e Fitotecnologia, onde são identificadas pragas e doenças para posterior controle e manejo. O presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato, vai apresentar o contexto socioeconômico e as especificidades do plantio para que o desenvolvimento da cultura no oeste da Bahia.  A ação é uma realização da Abapa, com apoio do Instituto Aiba, Fundeagro e Secretaria de Educação de Barreiras.

BOM JESUS DA LAPA: INICIADA OBRA DE CONSTRUÇÃO DO CENTRO DE DIÁLISE DO HOSPITAL MUNICIPAL

Novidades na saúde de Bom Jesus da Lapa. Melhorias estão por vir e assim foi formalizado o Convênio de número 008/2018 entre o Governo do Estado e a Prefeitura Municipal de Bom Jesus da Lapa. O objetivo do convênio assinado é viabilizar as obras de construção de um Centro de Diálise no Hospital Municipal Carmela Dutra.

A transformação do hospital começa desde já para que seu porte a nível regional seja uma conquista breve, com também os leitos de UTI. As obras tiveram início de imediato e segundo informações de membros responsáveis pelo convênio assinado, o novo espaço do hospital será de utilidade de toda a região, atendendo as cidades vizinhas que necessitam desse suporte.

A diálise é a técnica que visa suplementar as falhas da função renal de certos indivíduos que não conseguem eliminar água e produtos de excreção do sangue, podendo ser realizada tanto sob a forma de hemodiálise quanto de diálise peritoneal.

A diálise é uma forma de substituir a função que os rins deixaram de realizar à medida que as doenças foram provocando queda em sua capacidade de filtração. Consiste em passar o sangue através de um novo filtro que está em contato com um líquido que contém as substâncias que precisam permanecer e não contém as substâncias indesejadas.

Imagens mostram que o trabalho já foi iniciado, com a placa detalhando todas as informações referentes a essa obra que fará com que a saúde de Bom Jesus da Lapa obtenha uma melhora considerável.

 

Fonte: G1/Agencia Brasil/Ascom Abapa/Mural do Oeste/Municipios Baianos

Comentários:

Comentar | Comentários (0)

Nenhum comentário para esta notícia, seja o primeiro a postar!!