08/07/2018

As lições deixadas pela eliminação do Brasil na Copa

 

Aprende-se muita, muita coisa com a Copa do Mundo. A cada quatro anos, ela nos traz lições de futebol, de vida. Algumas são definitivas. A da Rússia, a Copa dos "Haters" (aqueles que adoram odiar), não foi diferente. Acabou para a Seleção Brasileira com a derrota de 2 a 1 para a Bélgica nesta sexta-feira na Arena Kazan, mas as lições são inúmeras de um Mundial em que campeãs enfileiraram-se na queda. Seguem os belgas comandados por De Bruyne, Hazard e Lukaku para nas semifinais encarar a França, que eliminou o bicampeão Uruguai.

  • Veja as setes lições deixadas

A promissora geração belga

O Brasil é um país acostumado a ver tudo como ou preto ou branco. A dicotomia dorme, acorda, toma café e almoça na casa de cada um. E há anos divide os críticos com relação ao rótulo que a seleção de futebol da Bélgica ganhou por unir seus melhores jogadores dos últimos anos, talvez da história. Um erro. A dicotomia impede o aprofundamento. A eliminação da Seleção para o time belga, organizado, talentoso e valente, é um tiro no peito de quem prefere desdenhar a conhecer. Evidente que eles sabem jogar. Mas também não pode ser trampolim para o oportunista: o "eu avisei!" também tem pouco a acrescentar. Até porque a vitória belga veio pelo talento de seus valores, mas também muito por erros brasileiros e casualidades.

O perigo do rótulo

Na Copa da Rússia aprendemos que rótulos podem cair com a mesma velocidade com que são colocados. Ou vai me dizer que você não se surpreendeu com a atuação impecável de Thiago Silva depois de anos com a cena do choro de 2014 martelando na cabeça de cada um? Mas e Fernandinho? O que será desse rapaz? De novo, o volante tem atuação desastrosa no jogo da eliminação, como foi em 2014 no 7 a 1 contra a Alemanha. O gol contra, os sucessivos erros de passes e a derrota evidente nos embates com Lukaku, que começou a jogada do segundo e determinante gol, formam ingredientes de sobra para torná-lo novamente vilão. Mas até que ponto isso é justo e, mais, inteligente? A Seleção perdeu muito sem Casemiro, seu ponto de equilíbrio, Tite bancou e insistiu com o camisa 17 até o fim da partida. É sua responsabilidade. Nem só de acertos viveu o técnico no Mundial, ao contrário. Fernandinho teve uma jornada extremamente infeliz, mas talvez pouco seria lembrada no futuro caso a bola de Renato Augusto nos minutos finais tivesse entrado ou Courtois não impedisse o gol de Neymar nos acréscimos. Porém, outra coisa que a Copa ensina é que a história, no futebol e principalmente no Brasil, é escrita pelos vencedores. Fernandinho não pode ser coitado. Mas talvez mudar essa necessidade de caça às bruxas nos faça evoluir mais do que conseguimos em quatro anos.

Um tempo acachapante

Em 2010, na África do Sul, na queda para a Holanda, aprendemos que bastam 45 minutos ruins para que um projeto inteiro vá por água abaixo. Em 2018, a história se repete. O Brasil tomou um baile da Bélgica no primeiro tempo e foi para o intervalo com seu sonho destruído. Tite tentou reerguer acionando o plano B, de passar do 4-1-4-1 para o 4-4-2, mas não foi suficiente. O gol de Renato Augusto deu esperança, reacendeu a torcida brasileira, mas não deu. Foi a terceira vez que a Seleção no comando de Tite saiu atrás no placar em 25 jogos. Tinha virado contra o Uruguai (4 a 1) e perdido para a Argentina (1 a 0). E assim perdeu a Copa. Apenas o oitavo gol sofrido. Mas num dia em que a transição defensiva, uma das marcas do trabalho de Tite, foi desastrosa. Lição de que, mesmo com as coisas sendo razoavelmente bem feitas, como Tite até fez, não é garantia de vitória, nunca será. E por isso é sempre bom o cuidado com a exaltação exacerbada. O que houve com a Alemanha?

Os erros de Tite

A Seleção Brasileira sofreu três gols na Copa, dois deles após cobranças de escanteio. A falha na estreia contra a Suíça voltou a se repetir no embate final. Fernandinho foi infeliz, mas foi notória a desorganização brasileira nas bolas alçadas pelos belgas, que levaram perigo em lances assim. No primeiro tempo desastroso, o buraco no meio de campo acabou com o Brasil. Muito pelo desequilíbrio entre os setores. Algo que tinha melhorado muito com a presença de Filipe Luis, mas o técnico optou pela volta de Marcelo. Onde está o erro? No critério. Na véspera do jogo, disse que o camisa 12 voltaria ao time porque havia saído por lesão e não pela questão técnica. Mas o o mesmo não foi aplicado na relação Danilo/Fagner, que ganhou a posição com a primeira lesão do titular. Espaço para se refletir que ninguém pode estar acima do bem e do mal, mesmo que a maioria das decisões caminhe para algo positivo. Gabriel Jesus, Willian, Paulinho. Todos tiveram uma Copa muito abaixo do esperado e ainda assim iniciaram todos os jogos. Não seria motivo para uma flexibilidade?

A torcida, um caso à parte

A Rússia ensinou que o brasileiro também sabe torcer em Copa. Os jogadores não podem reclamar do apoio contra a Bélgica e em nenhum momento no Mundial. Enterraram o "Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor", e foram criativos. Ainda é algo novo, e portanto pode melhorar muito, mas fica a lição de que é possível se organizar melhor. Fica para o Catar.

A vergonha

A Rússia ensinou que torcer fora de seu país não pode ser pretexto para falta de respeito e outros excessos, como nos inúmeros casos de assédio a mulheres, sejam russas ou de qualquer lugar que seja. A prudência sempre ajuda.

2022: a Copa de Neymar?

O Mundial na Rússia também deixará muitas lições para Neymar. Não dá para dizer que ele jogou mal, mas esteve longe de ser o Mundial de seus sonhos. O craque tem muito a evoluir, dentro e fora do campo. Ele continuará sendo o símbolo de uma geração e pode ter seu auge no Catar, quando está beirando os 30 anos. Mas dois gols foram poucos, os penteados foram muitos, e o tom raivoso de respostas a críticos, desnecessário. Mas a Copa também ensinou a o perigo dos rótulos, lembra? Que sejam quatro anos de conhecimento para Neymar e Cia.

Sete erros fatais da seleção brasileira na queda na Copa do Mundo

Apesar de bons momentos na Copa do Mundo da Rússia e de não ter passado vexame na eliminação diante da Bélgica nas quartas de final, o planejamento desenvolvido pela comissão técnica mostrou falhas dentro e fora de campo. Veja sete motivos para a seleção brasileira não ter conquistado o hexacampeonato:

1. Superproteção a Neymar.

A defesa veemente de Neymar em todas as situações - individualismo e choro dentro de campo, e privilégios como sair para jantar com a namorada e hospedar o pai no mesmo hotel da seleção - foi considerada por dirigentes da CBF um erro fatal. O craque nunca foi decisivo como se esperava.

2. Muita liberdade.

Alguns jogadores trouxeram, além de parentes, amigos que fizeram muita bagunça. O fato de terem ficado próximos registrou aspectos negativos, como o treinamento fechado filmado por um colega de Gabriel Jesus. O atacante deixou a desejar contra a Bélgica. Não marcou um golzinho.

3. Concentração longe.

Apesar de a infraestrutura de Sochi ter sido considerada uma das melhores, pela qualidade dos campos de treino e dependências, o fato de o Brasil não ter jogado um jogo sequer na cidade mostrou que a escolha não foi a mais correta.

4. Intensidade dos treinos.

A opção por treinos fortes, intensos, com os atletas se entregando como se estivessem disputando um jogo, foi demais. Vários jogadores se machucaram ou sentiram contusões.

5. Falta de controle.

Por mais que Tite e seus pares de comissão técnica tenham negado, foi visível que a seleção demonstrou falta de controle emocional durante a Copa do Mundo.

6. Ausência de um líder.

O rodízio de capitães mostrou que a seleção não tem um líder claro, que possa tomar as rédeas dentro do grupo e mesmo externamente, em momentos mais complicados. A desculpa de Tite de que o grupo tem vários tipos de liderança foi entendida como falha no trabalho de formar um verdadeiro líder.

7. Insistência com atletas.

Tite manteve no time o volante Paulinho, desgastado por não ter tido férias, e Jesus, que não fez gol na Copa. Firmino, apesar de render bem, não foi efetivado. Willian também não se saiu bem, exceto contra o México. Todos foram mal.

Dez pontos que explicam por que o Brasil foi eliminado

A eliminação do Brasil nas quartas de final da Copa da Rússia  diante da Bélgica aumenta para 20 anos o jejum de títulos do país recordista de taças. Esse será o tempo de abstinência que verde-amarela, se o país se classificar para o Mundial de 2022, no Catar. Neste ciclo que se encerra, a CBF jogou os dois primeiros anos no lixo ao escolher Dunga para comandar o processo para 2018, depois do vexame em casa em 2014. Com ele, o Brasil foi eliminado duas vezes na Copa América: nas quartas de final diante do Paraguai, no Chile, e na fase de grupos da edição centenária, nos Estados Unidos.

Quando a CBF despertou para a gravidade do que havia feito, deu praticamente um ano e meio para Adenor Leonardo Bachi, o Tite, montar um time minimamente competitivo para as Eliminatórias. A arrancada na seletiva continental alimentou a expectativa pelo hexa, "bombada" pela vitória sobre a Alemanha antes da última convocação e triunfos sobre a forte Croácia e a fraca Áustria, antes do início do Mundial. No entanto, as exibições irregulares na fase de grupos mostraram que a caminhada rumo à sexta estrela seria complicada. Bastou enfrentar uma seleção talentosa, com um pouquinho do Brasil das antigas — ou seja, envolvente, driblador e com um pouquinho de diversão e arte —, e os problemas foram expostos. 

* A seguir, o Correio Braziliense lista 10 motivos para o fim precoce da campanha do Brasil na Rússia.

1. Insubstituível

Casemiro era uma peça-chave no sistema tático de Tite. E nunca teve um substituto à altura no elenco. O técnico imaginou que Fernandinho teria essa capacidade, mas o remanescente do 7 x 1 não jogou bem nem quando o Brasil goleou a Argentina por 3 x 0, no Mineirão, com ele no lugar justamente de Casemiro.

2. Daniel Alves

A contusão do lateral-direito dias antes da convocação quebrou a mecânica de jogo que a Seleção tinha na lateral-direita, com ele e Willian. O tempo de treino foi curto para reorganizar o setor. Além disso, Danilo e Fagner jamais foram reserva à altura.  3. Nove fora

Aos 21 anos, Gabriel Jesus sentiu o peso da Copa do Mundo. Deixa a Copa sem balançar a rede. Reserva, Roberto Firmino fez contra o México o que o moleque não conseguiu em cinco jogos, mas Tite preferiu "morrer" abraçado com quem brilhou nas Eliminatórias.

4. Bola aérea

O Correio alertou em pelo menos cinco matérias que esse era o ponto fraco da era Tite. O Brasil sofreu seis gols nesse tipo de lance, dois deles na Copa, contra Suíça e Bélgica. Antes, Japão, Argentina, Colômbia (duas vezes) haviam mostrado o caminho.

5. Lesões

Pelo menos seis jogadores foram parar no departamento médico na pré-temporada e na Copa: Fagner, Renato Augusto, Fred, Douglas Costa, Marcelo, Paulinho e Danilo, que foi cortado na véspera da derrota para a Bélgica. Até Neymar assustou durante o torneio.

6. Bolas nas costas

Marcelo é um excelente lateral-esquerdo, mas a proteção aos avanços do jogador, que atua praticamente como ala, nunca foi uma questão bem resolvida. A Bélgica soube explorar o ponto débil com precisão no lance da finalização de De Bruyne.

7. Afinou

Neymar já disputou 10 partidas em Copa do Mundo, mas nunca brilhou em um jogo grande no Mundial. As melhores exibições do único fora de série do time foram na fase de grupos. A exceção aconteceu no triunfo sobre o México, na Rússia, nas oitavas.

8. Carências

Ao escolher os 23, Tite abriu mão de um centroavante, um pivô à moda antiga, para situações de emergência como a necessidade de cruzar bolas para dentro da área em situações de desespero. Desprezado, Luan seria um jogador que poderia mudar uma partida.

9. Plano B

O 4-4-2, alternativa táticas de Tite para momentos de crise, só funcionou no segundo tempo da vitória sobre o México nas oitavas de final. As entradas de Roberto Firmino e de Douglas Costa contra a Bélgica não repetiram o a reação das oitavas de final.

10. Cartolas

Vale lembrar que o ciclo da Copa de 2018 começou com a CBF elegendo Dunga para comandar o processo depois de o Brasil levar 7 x 1 da Alemanha e 3 x 0 da Holanda. Com ele, o Brasil caiu nas quartas de final contra o Paraguai na Copa América do Chile, em 2015, e na fase de grupos da edição ceentenária. Quando os cartolas despertaram, metade do caminho para a Rússia havia sido percorrido e Tite teve dois anos para começar tudo do zero.

Tite terá de rever alguns conceitos

É fato que a seleção brasileira não perdeu para uma equipe qualquer. A Bélgica pode não ter tradição no futebol, mas, nesta Copa do Mundo, tem um grande time. No entanto, tropeços sempre servem para que se reflita sobre os erros, e sobre o que se pode melhorar.

É o que deve ser feito a partir de agora. A disposição da CBF de renovar o contrato de Tite e sua comissão é salutar. A fase do "não venceu está fora" parece ter ficado no passado. Tite precisará rever alguns de seus "dogmas" - o uso da expressão se dá pela maneira ferrenha com que o treinador defende seus pontos de vista, muitas vezes de maneira intransigente, o que é um equívoco. O descontrole emocional demonstrado pelos jogadores em vários momentos - inclusive no jogo desta sexta-feira - mostra que é preciso ter um psicólogo na comissão técnica, aliás numerosíssima. O "mentalmente forte" de Tite não existiu quando mais foi preciso.

Capitão tem de ser um só. Com substitutos bem definidos. E proteção cega e total a um jogador, mesmo sendo ele o craque indiscutível do time, não é algo positivo em um elenco que tem ainda outros 22 "operários".

Mas o saldo dos dois anos de trabalho de Tite é positivo, apesar do revés de seu objetivo mais importante. Dessa vez, não será o caso de começar do zero. No entanto, a seleção só sairá do lugar se os erros cometidos forem considerados e corrigidos.

Queda na Rússia pode ser despedida em Copas de jogadores mais experientes do Brasil

A Arena Kazan foi o palco da eliminação do Brasil na Copa da Rússia. Mais do que isso, a derrota por 2 a 1 para a Bélgica pode ter marcado a despedida em Mundiais de alguns jogadores mais experientes da Seleção Brasileira. Ao menos cinco nomes com mais de 32 anos têm chances remotas de ir ao Catar, em 2022. Jogadores como os zagueiros Thiago Silva, Miranda e Geromel, o lateral Filipe Luís e o volante Fernandinho, estão entre os atletas que já ultrapassaram os 32 anos e terão mais de 36 na próxima Copa.

O zagueiro Thiago Silva, de 33 anos, disputou na Rússia seu terceiro Mundial. No atual elenco brasileiro, ele é o jogador que mais teve participações. O volante Fernandinho, também com 33 anos, disputou sua segunda Copa do Mundo. Miranda, de 33 anos, Filipe Luís e Geromel, de 32 anos, disputaram a competição pela primeira vez.

Capitão na partida desta sexta-feira e mais velho da seleção, Miranda falou da derrota, mas destacou que jogadores mais jovens têm potencial para trazer título em Catar. "Perdemos para uma grande equipe, então gostaria de parabenizar a Bélgica, que soube aproveitar as duas oportunidades e fizeram os gols. O que fica deste grupo, que é um grupo batalhador, com grandes jogadores jovens, que têm a possibilidade de ganhar o próximo Mundial". 

Cássio, com 31 anos, Marcelo, Renato Augusto e Taison, de 30 anos, são jogadores que ainda possuem remotas possibilidades de disputar a próxima Copa.

Em 2006, o lateral-direito Cafu, no Mundial da Alemanha, foi o último jogador brasileiro a disputar uma Copa com mais de 36 anos. Antes dele, foram apenas Bellini, com 36, em 1966, na Inglaterra; Djalma Santos, com 37, também em 1966; e Nílton Santos, com 37, em 1962, no Chile.  

A Copa dos cinco convocados que não entraram em campo pela Seleção

Dos 23 convocados por Tite à Copa do Mundo da Rússia, cinco deles não participaram de nenhum minuto dos cinco jogos da Seleção Brasileira na disputa - três na fase de grupos, contra Suíça, Costa Rica e Sérvia e dois nas etapas seguintes, contra México, nas oitavas de final, e Bélgica, nas quartas. Entre lesão e titularidade absoluta do goleiro Alisson, veja os motivos que levaram os "excluídos" da lista não entrarem em campo em solo russo.

Ederson e Cássio

Antes da Copa do Mundo, o preparador de goleiros Taffarel chegou a dizer que Alisson estava um "degrau acima" dos demais concorrentes de posição. Naturalmente, foi o titular absoluto de Tite na Copa do Mundo e, consequentemente, deixou Ederson, do Manchester City, e Cássio, do Corinthians, no banco de reservas em todos os jogos do Mundial.

Geromel

O jogador do Grêmio vinha disputando uma vaga na Copa do Mundo com Rodrigo Caio, do São Paulo. Às vésperas do Mundial, Rodrigo teve um problema no pé esquerdo e teve de passar por cirurgia, algo que inviabilizou sua presença na Rússia. Dessa forma, Geromel chegou para ser a última opção para a zaga de Tite, formada por Miranda e Thiago Silva em todos os jogos.

Fred

O volante recém-contratado pelo Manchester United sofreu uma lesão durante o treino da Seleção no dia 7 de junho, em choque com Casemiro - um trauma no tornozelo direito. O jogador passou por exames e avaliações detalhadas no local e não teve o corte cogitado pela comissão técnica do Brasil. Fora da estreia contra a Suíça, ficou à disposição nos outros jogos, mas ainda sem a condição ideal de jogo.

Um dos mais questionados da lista final de Tite para a Copa do Mundo, era opção para a posição de Casemiro, suspenso do jogo contra a Bélgica. Mesmo assim, não foi colocado em campo por nenhum minuto.

Taison

O gaúcho de 30 anos certamente foi o nome mais questionado dentre os convocados. Jogador do Sharktar Donetsk, dava a Tite a possibilidade de jogar pelos duas pontas do ataque, podendo substituir Willian ou Neymar ou ainda ser improvisado em outro sistema de jogo. Querido pelos jogadores, também não foi utilizado pelo treinador durante a Copa do Mundo e apenas completou os treinamentos.

Fonte: Lance!/Agencia Estado/Correio Braziliense/Terra/Municipios Baianos

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