08/07/2018

Copa 2018: qual é a imagem que ficou de Neymar?

 

  • Dois gols, pouco brilho e simulações: qual é a imagem que fica de Neymar? Atacante teve sua melhor atuação nas oitavas de final, contra o México, num Mundial em que fez menos do que se esperava. Imprensa internacional atacou o camisa 10.

A expectativa na Seleção Brasileira era de que a Copa do Mundo de 2018 fosse a Copa de Neymar. Aos 26 anos, o jogador mais caro do planeta viajou à Rússia para seu segundo Mundial, o que lhe dava a maturidade necessária após a frustrante experiência há quatro anos, no Brasil. O fato é que Neymar, por mais que tenha se esforçado até o último instante da Seleção Brasileira na Copa, deixou o torneio com sua imagem arranhada aos olhos do mundo. Para a comissão técnica, ele voltou ao seu ápice após se recuperar de grave lesão.

Simulação virou, de vez, sinônimo de Neymar. Não que ele já não tivesse tal fama ou que outros adversários não façam o mesmo. Se é justo ou não é, não cabe o julgamento. Mas os dois gols em cinco jogos na campanha do Brasil na Rússia ficaram ofuscados por outras polêmicas ao fim da competição.

Historicamente, os craques brasileiros decisivos em Copas do Mundo o foram em sua segunda participação. Pelé, com 17 anos em 1958, claro, é exceção, mas Garrincha em 1962, Romário, em 94, e Ronaldo, em 1998, e principalmente em 2002 se levarmos em conta que ele não foi a campo em 1994, construíram uma sina animadora para Neymar, a atual estrela da Seleção. Depois de uma participação abreviada e sem brilho em 2014, havia uma expectativa de que o camisa 10 pudesse ser decisivo para o hexa. Mas isso não aconteceu.

Neymar marcou nos acréscimos contra a Costa Rica, na segunda rodada da fase de grupos, e contra o México, nas oitavas de final, partida em que também deu assistência para o gol de Firmino. Essa foi a única participação realmente decisiva do craque, que teve atuação apenas regular no jogo da queda para a Bélgica. Na hora mais importante, não conseguiu ser decisivo. O chute nos acréscimos na Arena Kazan, espalmado por Courtois, foi último suspiro. Neymar virou alvo de críticas pela sua postura em campo. Contra a Costa Rica, bateu boca com a arbitragem e adversários. Na mesma partida, teve um pênalti marcado e depois anulado com o auxílio do VAR. O árbitro considerou simulação. A partir daí, o termo simulação sempre esteve presente na caminhada do jogador, e gerou comentários indignados de ex-jogadores, como o lendário Peter Schmeichel, ex-goleiro da Dinamarca, e de parte considerável da imprensa internacional, que o ironizou após a eliminação brasileira.

Vídeos e memes começaram a viralizar nas redes sociais, como o de garotos jogando futebol que saltam no gramado ao ouvir a ordem "Neymar". - É muito irritante de assistir. A maneira com que ele tenta forçar cartões nos adversários. Parecia que ele estava morrendo. Pensei que ele seria colocado numa maca, então numa ambulância, e nunca mais o veríamos de novo - detonou o ex-goleiro dinamarquês Peter Schmeichel durante a Copa.

É verdade que Neymar ganhou defensores, como o atacante da Bélgica, Romelu Lukaku, que falou até em português para defendê-lo antes da vitória contra o Brasil. O belga afirmou que o craque "não é ator", mas sim um atleta de habilidade fora do normal, e que ele será o melhor jogador do mundo. Neymar jogou 450 minutos na Copa do Mundo, percorrendo 22.8km com a bola nos pés. Ao todo, correu 47.3km. Foram 27 finalizações para conseguir os dois gols - ele tinha feito quatro nas cinco partidas da Copa de 2014. O camisa 10 bateu 17 bolas de fora da área e outras dez de dentro. Deu uma assistência.

A avaliação da comissão técnica é de que o atleta, que só voltou a jogar nos amistosos de preparação, após três meses em recuperação de uma cirurgia no tornozelo direito, chegou ao seu ápice físico na Copa. Mesmo que tenha mancado por algumas vezes contra a Bélgica... - Neymar vem numa franca evolução, chegou no ápice das condições. Ele voltou na plenitude. A gente consegue perceber quando a cabeça pensa e o corpo responde. Voltou acima do que eu imaginava. Ele é muito bem dotado em termos físicos - afirmou o técnico Tite.

A estrela do Brasil recebeu um cartão amarelo, fez quatro faltas e sofreu 26, o que dá uma média de 5,2 por partida. Seis vezes apareceu em impedimento. Neymar, que também virou notícia por uma mudança no penteado, algo que desfez logo em seguida, terá 30 anos na Copa do Mundo de 2002, no Catar. Será a terceira chance de o atleta realizar seu sonho. Nas dez partidas que fez em Mundiais, o limite para ele foi as quartas: lesão em 14 e eliminação em 18. Ele deixou a Rússia com poucas declarações. Não falou ao sair da Arena Kazan, na sexta, fato que virou comum. Deu apenas entrevistas oficiais quando foi escolhido o melhor em campo na vitória contra os mexicanos.

Imprensa europeia elege Neymar como 'vilão' por queda do Brasil: 'Neymal'

A eliminação da seleção brasileira nas quartas de final da Copa do Mundo, para a Bélgica, foi bastante repercutida pela imprensa europeia. Alguns dos principais jornais esportivos do Velho Continente publicaram a derrota brasileira por 2 a 1, na última sexta-feira, em suas capas neste sábado. Quase todos deram destaque para Neymar, fosse nas manchetes ou apenas nas fotos que estampavam as capas. Curiosamente, o Mundo Deportivo, da Espanha, que cansou de citar o jogador quando ele atuava pelo Barcelona, foi o que trouxe tons mais críticos à atuação do atacante. Em sua capa, mostrou o jogador deitado no gramado com a manchete: "Neymal".

O comportamento de Neymar na Copa foi bastante explorado pela imprensa mundial e se tornou uma das maiores polêmicas do torneio. O jogador foi muito criticado por simular faltas e agressões nos jogos na Rússia e se tornou alvo de ataques e piadas de jornais e torcidas da Europa. Um dos principais jornais esportivos da Europa, o La Gazzetta Dello Sport, da Itália, foi outro que estampou a foto de Neymar na capa, decepcionado diante da comemoração de um dos gols dos belgas. A manchete, porém, foi destinada ao adeus de toda a equipe brasileira: "Seleçiao".

O Marca, da Espanha, e o Corriere dello Sport, também da Itália, foram outros diários que estamparam fotos de Neymar em suas capas. Os dois, porém, preferiram exaltar o lado vencedor. O jornal espanhol publicou a manchete "Martínez reinventa o Mundial", elogiando o técnico Roberto Martínez, da Bélgica, enquanto o italiano escreveu: "Bons estes europeus".

A disputa da Copa do Mundo apenas por europeus - afinal, França e Bélgica duelaram nas semifinais, enquanto os outros confrontos de quartas terão Inglaterra x Suécia e Rússia x Croácia - também foi explorada pelo diário As, da Espanha. Em sua capa, o jornal publicou: "Euromundial", com uma foto de Ederson, Thiago Silva e Neymar decepcionados, sendo o último consolado por Miranda.

Com 7 a 1 nas costas, Fernandinho falha em nova eliminação

Na prioridade dada por Tite para os jogadores usarem na Copa do Mundo os mesmos números de seus times, ficou inviável a 25 vestida por Fernandinho no Manchester City, já que a Fifa só permite de 1 a 23. Coube ao volante usar a 17. Levava literalmente nas costas os números da histórica derrota por 7 a 1 para a Alemanha em 2014, na qual foi, sem dúvida, um dos piores em campo. E nesta sexta-feira, mais uma vez, ele fica marcado por uma atuação individual horrível em uma frustração brasileira na busca pelo hexa.

É claro que Fernandinho foi uma vítima de um time que sentiu falta exatamente de Casemiro, suspenso e substituído pelo volante do Manchester City. Mas é inegável também que o absurdo gol contra que ele fez, abrindo a derrota por 2 a 1 para a Bélgica, em Kazan, aos 13 minutos de jogo, afetou diretamente o desempenho dos comandados de Tite.

É difícil encontrar explicação para um jogador, sem nenhum adversário nem próximo, subir para cabecear, errar o tempo de bola e ainda a deixar bater em seu braço direito. O goleiro Alisson não tinha nem como fazer nada para ajudar o meio-campista. Que não se complicou apenas enquanto esteve sozinho.

Fernandinho terminou o primeiro tempo sem acertar nenhum desarme. No posicionamento da Bélgica, acabou sobrando para ele enfrentar De Bruyne, o mais talentoso dos adversários, e o brasileiro caiu no chão logo no primeiro confronto, deixando o meia em condições de finalizar. Pouco depois, foi facilmente driblado por Lukaku na lateral. Na sequência, o gol contra. E Fernandinho demorou a acertar. É importante ressaltar que o Brasil atacava fazendo pressão e deixava um buraco para os talentosos belgas. Como há quatro anos, contudo, parecia que Fernandinho via Kross e companhia à sua frente, errando quase tudo que arriscava. Inclusive, quando tentou por duas vezes parar a arrancada de Lukaku no lance do gol de De Bruyne, aos 31. Diferentemente do que fez Luiz Felipe Scolari, que sacou Fernandinho depois de levar 5 a 0 no primeiro tempo diante dos alemães em 2014, Tite bancou o meio-campista. Deixou-o em campo até o fim. E viu, de novo, Fernandinho errar passes fáceis e muitos dos botes que tentou.

Mas até que o volante acumulou alguns acertos enquanto o Brasil ocupou de vez o campo da Bélgica, pressionando e fazendo o gol com Renato Augusto. Fernandinho conseguiu "acertar" até na tentativa de fazer falta, levando cartão amarelo aos 40 minutos do segundo tempo por parar arrancada de Hazard. Porém, já era impossível compensar o prejuízo de seu péssimo primeiro tempo. No domingo, a derrota por 7 a 1 para a Alemanha, nas semifinais da Copa do Mundo de 2014, completará quatro anos. Fernandinho já teria de conviver com as lembranças que certamente farão daquela partida, com ele aparecendo decisivamente nos primeiros gols germânicos. Nesta sexta-feira, para sua tristeza e dos brasileiros, ele tem mais um episódio que gostaria de esquecer com a camisa da Seleção em uma Copa do Mundo.

Tite defende Fernandinho após gol contra: "joga muito"

Tite sabia que seria questionado sobre a péssima atuação do volante Fernandinho na derrota por 2 a 1 do Brasil para a Bélgica, que custou a sobrevivência na Copa do Mundo da Rússia. A princípio, o técnico tentou evitar o assunto, mas não resistiu a fazer uma defesa do jogador que tanto elogiava antes do Mundial. "Não vou entrar em individualidades porque é desumano. Temos que olhar os dois lados da moeda. Vejo o futebol e a vida como um conjunto", avisou Tite, que foi obrigado a escalar Fernandinho em Kazan porque Casemiro estava suspenso.  Mais tarde, o técnico cedeu. "O Fernandinho joga muito e exerce essa mesma função no Manchester City, um dos maiores clubes do mundo, com uma forma de atuar muito parecida com a nossa", defendeu.

Fernandinho, no entanto, já exerceu variadas funções sob o comando de Tite. O técnico chegou a defender que o volante era um armador antes do Mundial, cogitando utilizá-lo na função exercida por Philippe Coutinho. Demovido da ideia, fez do atleta um primeiro volante diante dos belgas.

Fernandinho falhou. Foi dele, contra, o primeiro gol da Bélgica nesta sexta-feira, completando uma cobrança de escanteio de Chadli. Depois, ainda no primeiro tempo, o volante não parou o centroavante Lukaku no contra-ataque que resultou em um chute certeiro do meia De Bruyne, para a rede. Abalado, Fernandinho errou passes e sofreu com os avançados do meia Hazard no segundo tempo. "Tivemos dois terços do jogo nas nossas mãos", contestou Tite. "Foi quase todo o segundo tempo. Jogamos com equilíbrio emocional, mesmo com 2 a 0 atrás, e botamos volume. Preciso ter discernimento para passar aos atletas que eles tiveram a capacidade de absorver um golpe muito forte", acrescentou. Seja como for, Fernandinho deixará a Rússia como vilão. Exatamente como havia ocorrido quatro anos antes, no Brasil, onde foi um dos piores jogadores da Seleção Brasileira na histórica derrota por 7 a 1 para a Alemanha.

Tite nega problema físico na Seleção Brasileira: "A equipe voou"

A Seleção Brasileira conviveu com problemas físicos em sua participação na Copa do Mundo da Rússia. Antes mesmo de estrear, perdeu o lateral direito Daniel Alves, contundido, e precisou recuperar o substituto Fagner, o meia Renato Augusto e o atacante Neymar. Durante o torneio, lamentou as lesões do lateral direito Danilo, do esquerdo Marcelo, do volante Fred e do atacante Douglas Costa.

Tite, no entanto, negou que a sua equipe tenha sido prejudicada pelos problemas físicos após a derrota por 2 a 1 para a Bélgica, em Kazan, pelas quartas de final. "Em termos físicos, a equipe voou. O aspecto físico não foi determinante. A equipe voou, com transições em baixa, média e alta velocidades. Voou", defendeu o treinador. Esse tom foi usado também quando o assunto era Neymar, que passou os últimos meses em reabilitação de uma cirurgia para corrigir uma fratura no quinto metatarso do pé direito. "Ele estava em franca evolução e chegou ao ápice. Antes do último jogo, falei para ele que tinha voltado à plenitude. Voltou acima do que eu imaginava, com grande desempenho técnico", exagerou Tite.

A análise certamente não vale para Fred. O volante liberado para acertar a sua transferência do ucraniano Shakhtar Donetsk para o inglês Manchester United em meio à preparação brasileira para a Copa machucou gravemente o tornozelo direito em uma dividida com Casemiro. Ainda assim, não foi cortado. E deixou de ser uma opção para substituir o companheiro, suspenso, contra a Bélgica. Fernandinho jogou e marcou um gol contra. "O Fred sofreu uma pancada e não conseguiu ter a sua recuperação total", limitou-se a dizer Tite, satisfeito também com o futebol apresentado pelo time que, segundo ele, voou na Rússia. "A nossa ideia de futebol ficou clara. Um futebol que sabe marcar, tem contra-ataque e é construído. Mostramos isso. Talvez o Brasil seja a equipe que mais tenha finalizado para o gol e uma das que menos tenha sofrido finalizações dos adversários. E está fora", lamuriou, antes de embarcar de volta ao País.

Blindagem da CBF se desfaz e cartolas temem 'caça às bruxas'

A eliminação do Brasil na Copa do Mundo da Rússia abriu um temor dentro da CBF de uma onda de pressão contra cartolas que, enquanto a seleção do técnico Tite empolgava, conseguiam se blindar de uma pressão pública e mesmo da Justiça. A perspectiva é de que haja um acordo para que o atual presidente, coronel António Nunes, deixe a CBF e que o fracasso promova uma transição no comando. Fontes da CBF confessaram nesta sexta-feira ao jornal O Estado de S.Paulo que temem uma "caça às bruxas" e que os planos de transição dentro da entidade não sobrevivam. Para opositores, a derrota poderia finalmente permitir uma mudança na gestão da entidade, depois que seus três últimos presidentes foram indiciados e, ainda assim, o grupo no poder se manteve intacto.

O isolamento da cúpula da CBF já era clara durante a Copa do Mundo. Na partida contra a Bélgica, pela terceira vez consecutiva o presidente da entidade, coronel Nunes, não foi autorizado a se sentar ao lado do suíço Gianni Infantino, presidente da Fifa, como manda o protocolo. Ele já havia protagonizado uma crise ao não cumprir um acordo e votar pelo Marrocos, na escolha da sede do Mundial de 2026. Para completar, um de seus assessores agrediu um torcedor. Mas o grupo no poder sobrevivia graças aos resultados de Tite. Um dos dirigentes brasileiros, na condição de anonimato, admitiu que "tudo estava mais tranquilo" enquanto a seleção vencia.

A turbulência vivida pela CBF teve início em 2015 com a prisão de José Maria Marin. Marco Polo Del Nero deixou de viajar por estar indiciado e, em 2017, foi banido pela Fifa. Mas o cartola teve tempo de organizar a sua sucessão e contou com os bons resultados do time de Tite para frear a pressão. Assim, assumiu o cargo de forma interina o coronel Antônio Nunes, colocado no cargo de vice-presidente dias antes para poder cumprir a função de interino. Del Nero também organizou uma eleição com um único candidato, seu aliado Rogério Cabloco, que assumirá em abril de 2019.

Mas, mesmo internamente, o plano apenas era viável se a seleção tivesse um bom desempenho na Copa do Mundo, abafando o processo eleitoral questionável. As opiniões agora se dividem. Um grupo dentro da entidade pede uma transição acelerada, com a renúncia do coronel Nunes sob a alegação de problemas de saúde ou qualquer outro acordo. Durante o Mundial, ficou evidente o constrangimento vivido pela entidade, liderada por um dirigente mais preocupado em seus assuntos pessoais e sem a capacidade de lidar com os assuntos do futebol nacional.

Mas há também aqueles que acreditam que a derrota transforme os ex-dirigentes da CBF em focos de ações da Justiça e que seja necessário um novo processo eleitoral. A votação que escolheu Rogério Caboclo foi marcada por irregularidades e, segundo a oposição, impediu uma concorrência real entre candidatos. Além disso, se Marco Polo Del Nero e Ricardo Teixeira são alvos de processos no exterior, eles continuam sem qualquer indiciamento no Brasil. Com a derrota, o poder interno de Del Nero pode sofrer.

Na CBF, parte da preocupação com a derrota da seleção é de que a "lua de mel" criada por Tite com o torcedor chegue a um final. "Vamos viver momentos de turbulência", admitiu um deles. Outro dirigente brasileiro, sob condição de anonimato, tentou justificar. "Todos aqui éramos novos numa Copa do Mundo", disse. "Tite, Edu, Rogério Caboclo, coronel Nunes, Fernando Sarney. Tentamos fazer o certo", lamentou. Coronel Nunes, motivo de chacotas pela Fifa, havia avisado que ficaria até o final da Copa do Mundo e, apesar das recomendações para que voltasse ao Brasil, insistiu que queria "entregar a taça". Agora, segundo fontes dentro da CBF, pode não durar até o final de seu mandato.

Falta de prestígio da CBF na Fifa pode ter afetado Seleção. Por Silvio Barsetti

O gol irregular da Suíça no empate (1 a 1) da estreia do Brasil na Copa do Mundo, a não marcação de pelo menos um pênalti a favor da Seleção no jogo desta sexta (6) com a Bélgica e a cumplicidade da arbitragem com jogadores que caçaram Neymar em campo durante todo o Mundial expuseram uma situação de total desprestígio do comando do futebol brasileiro. Envolvida em escândalos de corrupção nos últimos anos, a CBF não tem poder na Fifa, nem o mínimo suficiente para evitar que prejudiquem a Seleção.

Com um presidente que mais parece uma figura decorativa, o coronel Antônio Nunes, e com um presidente eleito que só vai tomar posse em 2019, Rogério Caboclo, a CBF colhe os espinhos dos últimos anos, nos quais teve um presidente, Marco Polo Del Nero, impedido de deixar o Brasil por receio de ser preso. Em 2015, ele foi indiciado por crimes de corrupção pela justiça dos EUA, mas continuou no cargo da CBF e só saiu de lá ao ser banido do esporte pela Fifa no início de 2018.

Antes, com Ricardo Teixeira – também indiciado pelos norte-americanos em 2015 por corrupção -, a Seleção não teve nenhum lance polêmico em Mundial, que lhe fosse desfavorável, marcado pela arbitragem. O dirigente chegou a ser do comitê executivo da Fifa e da comissão de arbitragem da entidade e trabalhava nos bastidores pela Seleção. Ele saiu da CBF em 2012, quando renunciou ao cargo diante de uma série de acusações de que cometera desvios na confederação. Numa conversa com a reportagem do Terra, no início de 2015, Teixeira disse que, com ele na CBF, jamais a Seleção passaria pelo vexame dos 7 a 1 da Alemanha, no Mundial de 2014.

Fonte: Agencia Estado/Lance/Gazeta Esportiva/Municipios Baianos

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