11/07/2018

PP reivindica suplência; PCdoB compensação e PR fica de fora

 

O PP entrou de vez na disputa pela suplência de senador de Angelo Coronel (PSD). De acordo com uma fonte envolvida nas negociações, o partido alega que o espaço já era da sigla, com Roberto Muniz na suplência de Walter Pinheiro (sem partido), e agora não abre mão da vaga. A nova indicação está entre o próprio Muniz e o deputado federal Ronaldo Carletto.

Já o PCdoB, que quer indicar Davidson Magalhães, esbarra em um pleito complicado de ser atendido: não quer coligar na proporcional. Para contornar a situação, a base do governador Rui Costa (PT) negocia oferecer ao partido comunista uma compensação eleitoral para deputado federal. Assim poderia viabilizar eleitoralmente mais um parlamentar da legenda no Congresso - Alice Portugal e Daniel Almeida tentam a reeleição.

Em entrevista ao Bahia Notícias, Davidson, presidente estadual do partido, rechaçou a hipótese de o PCdoB ficar sem a suplência porque não quer coligar no chapão para deputado estadual. Ele chamou a hipótese de “absurda” e sugeriu que há interesse em obstaculizar as coisas para a legenda. “Não criamos obstáculo para a participação de ninguém até agora. Isso é tentar criar uma dificuldade agora para o PCdoB, é inaceitável. Todo mundo já sabia as táticas dos partidos. Tentar criar esse problema é completamente artificial”, bradou o dirigente comunista.

Ainda segundo ele, o governador Rui Costa (PT), que concorre à reeleição, disse que vai convocar o partido para uma reunião ainda esta semana, na qual pretende definir a questão das suplências. O petista está em Brasília, mas deve marcar o encontro quando voltar da capital brasileira. Davidson ainda negou que Rui tenha prometido qualquer compensação eleitoral ao PCdoB. Também afirmou que não vai abrir mão de ficar sem coligar no chapão só para ter direito a uma vaga na suplência.

“Não vamos discutir isso como hipótese. Não são conversas que estão vinculadas. Juntos ou separados, todos vão fazer campanha para a mesma chapa majoritária”, ponderou.

A ver navios

Quem ficou de fora das negociações foi o PR. O presidente do partido na Bahia, o deputado federal José Carlos Araújo, havia indicado a ex-prefeita de Sebastião Laranjeiras Dra. Luciana, mas a proposta não decolou.

Rui diz que não gasta energia com tititi da política

Ao falar hoje sobre sua forma de atuar politicamente, considerada muito dura e por isso criticada por muitos aliados, o governador Rui Costa (PT) disse que recebeu apelos de cariocas para mudar seu título para o Rio de Janeiro e concorrer ao governo pelo outro Estado, no que seria um reconhecimento a seu governo na Bahia.

Segundo Rui, as pessoas estavam acostumadas com determinado jeito de fazer política e quando vêem uma forma diferente, estranham, mas depois se acostumam.

“A política não pode desgarrrar da gestão. E o foco são as pessoas. Se você gasta muita energia no tititi, sobra pouco tempo para cuidar da população e resolver o problema das pessoas. O resultado está aí: o reconhecimento até de jornais e sites que não são simpáticos a nós, numa demonstração do bom resultado desse modelo”, disse o governador, em entrevista de cerca de uma hora ao radialista Mário Kertész, da Rádio Metrópole.

Ele aproveitou a oportunidade para se queixar do governo federal, que, em sua avaliação, atua com dois pesos e duas medidas quando trata, principalmente, de governos comandados por partidos adversários.

Ele contou que o Estado tem um contrato de empréstimo com o Banco Europeu pronto para assinar, no valor de 200 milhões de Euros, que o governo não libera, ao passo que recentemente a Prefeitura de Salvador, governada por um democrata, ACM Neto, conseguiu a liberação de recursos de um empréstimo internacional.

Sobre o ex-presidente Lula, que continua preso em Curitiba, depois da guerra de decisões judiciais do domingo, Rui disse que o líder petista sofre uma perseguição “brutal, ideológica, política e partidária, que ficou muito clara neste domingo”.

Rui ataca governo Temer por barrar empréstimo para a Bahia: 'dois pesos e duas medidas'

O governador Rui Costa (PT) voltou a tecer críticas ao governo do presidente Michel Temer (MDB). Em entrevista à Metrópole FM na manhã desta terça-feira (10), o petista disse que o governo federal barrou um empréstimo de 200 milhões de euros com um banco da Europa.

“Infelizmente, temos um Brasil de dois pesos e duas medidas. Quando é para Chico, age de um jeito, quando é para Francisco age de outro. Mas a Bahia vai continuar lutando e o povo brasileiro acho que não vê a hora de esse governo acabar”, disse Rui durante a entrevista.

O dinheiro, aponta Rui Costa, seria aplicado em construção de estradas na Bahia. O petista ainda alfinetou a gestão federal que teria liberado um empréstimo recentemente para a Prefeitura de Salvador, administrada pelo prefeito ACM Neto (DEM).

ACM NETO COMENTA CRÍTICAS DE RUI COSTA À EDUCAÇÃO DE SALVADOR: “PARECE PIADA”

“Se não fosse trágico seria cômico, porque é uma piada o governador dizer uma coisa dessas”, disse o prefeito ACM Neto hoje (10) ao saber das declarações de Rui Costa sobre o número de alunos matriculados no Ensino Fundamental em Salvador junto a unidades de ensino geridas pela Prefeitura e pelo Estado. Em entrevista, Rui Costa disse que 80 mil alunos das turmas fundamentais estão matriculadas em escolas geridas pelo Estado, número que seria superior aos estudantes que fazem parte da rede municipal nessa mesma faixa de ensino, o que não corresponde à verdade.

A rede municipal de Salvador possui 118.321 alunos de Ensino Fundamental. O Estado, em sua rede, tem 100.710 nessa mesma faixa de ensino. “Ou seja, o governador ou faltou com a verdade para fazer proselitismo político ou desconhece a realidade dos números. É preciso ter mais seriedade para tratar desses assuntos, ainda mais um governador que não construiu uma escola sequer em Salvador, enquanto nós, de 2013 para cá, já entregamos 230. Além disso, investimos percentualmente muito mais recursos do orçamento na educação do que o Estado. Por isso somos a capital que mais cresceu no Ideb, enquanto a Bahia não consegue avançar”, ressaltou ACM Neto.

O prefeito disse ainda que o governador desconhece a Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). O artigo 211 da Carta Magna diz que cabe aos estados e municípios a gestão compartilhada do Ensino Fundamental. Aos municípios, cabe exclusivamente a gestão da Educação Infantil, e ao Estado a do Ensino Médio. Já o artigo 10 da LDB é claro ao afirmar que deve haver a distribuição proporcional das responsabilidades da gestão do Ensino Fundamental entre os dois níveis federados.

“Isso de fato não está acontecendo, essa responsabilidade compartilhada. Porque o município, mesmo arrecadando menos que o Estado em Salvador, investe mais recursos no Ensino Fundamental, quando deveria ser o contrário, se tivéssemos um governador de fato preocupado com a educação tanto quando está em fazer politicagem”, finalizou ACM Neto.

Reunião entre PGE e assessores do Estado esclarece dúvidas sobre comunicação institucional

Uma reunião entre representantes da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e de assessorias de comunicação de secretarias e órgãos da administração estadual foi realizada nesta terça-feira (10), para o esclarecimento de dúvidas e orientação sobre as restrições previstas na Lei Eleitoral 9.504/97.

O encontro, que ocorreu no auditório da PGE, foi aberto pelo procurador-geral do Estado, Paulo Moreno, seguido das apresentações dos procuradores Jorge Salomão e Sissi Andrade.

Na ocasião, foram abordadas as implicações da veiculação de conteúdos produzidos pelos órgãos vinculados ao Poder Executivo e o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o que é considerado publicidade e/ou promoção da administração pública.

A ideia é que os profissionais da área de Comunicação Institucional do Estado tomem conhecimento das regras para divulgação de conteúdos diversos durante o período de campanha eleitoral.

O procurador-geral ressaltou que os esclarecimentos são necessários para que o pleito eleitoral seja preservado, bem como para evitar possíveis punições a agentes públicos por conta do desconhecimento da legislação.

“Nós temos que ter todo o cuidado para que as eleições não se contaminem ou sejam comprometidas por situações provocadas por eventual desconhecimento de situações legais que possam figurar, ainda que sem intenção, aquilo que se enquadre em abuso do poder público”, explicou Paulo Moreno.

Entre as ações já adotadas pelo Governo do Estado está a criação do Comitê de Acompanhamento e Monitoramento de Ações de Publicidade Institucional, para assegurar o cumprimento das orientações estabelecidas pela legislação eleitoral.

O comitê foi constituído por meio do decreto 18.472, no dia 30 de junho, em publicação no Diário Oficial do Estado (DOE), sendo composto por profissionais de comunicação de secretarias, além de representante do gabinete do governador.

Outras reuniões já foram realizadas nas últimas semanas, com servidores da Administração Direta e Indireta, para a disseminação das informações e orientações determinadas pela lei eleitoral vigente.

 

Fonte: BN/Bahia Econômica/Politica Livre//Municipios Baianos

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