11/07/2018

Feira X Bahia: Rui compara administrações e provoca Zé Ronaldo

 

Impedido de participar de inaugurações por causa da lei eleitoral, o  governador do estado e pré-candidato à reeleição, Rui Costa (PT), comparou sua administração à frente do Executivo Estadual com a gestão do seu principal adversário no pleito, José Ronaldo (DEM), na cidade de Feira de Santana.

O petista afirmou que o Samu Regional de Feira [cidade administrada por Colbert Martins] não funciona, apesar de o Ministério da Saúde enviar ambulâncias para todos os municípios baianos. “[Mas em Feira de Santana] nunca se dispôs a operar essa tarefa. Os fatos superam qualquer retórica que alguém possa apresentar ao longo do ano”, ressaltou em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta terça-feira (10).

A Educação na “Princesinha do Sertão” também foi alvo de comentários do governador.

“Eu gosto do debate porque possibilita saber as pessoas que trabalham e as que não. Quem gosta de falar é que não. Os números falam mais alto do que as palavras. Em Feira de Santana, como em Salvador, o governo do Estado tem mais alunos matriculados no fundamental do que no município. Em 80% da Bahia os municípios assumiram, mas em Feira temos 23 mil alunos matriculados no ensino fundamental que representa 64% de todos. Em Salvador, 80 mil matriculados na rede estadual fundamental. Esses dados você pode acessar no site do MEC. Prova quem é que cuida da educação e saúde nos municípios”, completou.

Neto rebate comparações de Rui com gestão de José Ronaldo

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), rebateu as declarações do governador Rui Costa (PT), que comparou sua gestão com a de José Ronaldo (DEM), seu principal adversário, em Feira de Santana. De acordo com Rui, a educação em Feira tem índices preocupantes por ter mais alunos matriculados no fundamental do que no município, o que desagradou Neto.

“Confesso que não entendi essa declaração do governador. Se não fosse trágico, seria cômico porque é uma piada um governador estar dizendo uma coisa essa. Educação é um exemplo disso. O governo do Estado em 12 anos não construiu uma sala de aula em Salvador. A gente sabe a qualidade péssima da educação estadual e não conseguiu avançar em 12 anos no PT”, criticou durante a inauguração da Casa do Estudante Quilombola, nesta terça-feira (10), em Salvador.

Neto afirmou ainda que a falta de avanço em outros setores é paralelo ao que ele chamou de “derrame” de gasto público com a propaganda governamental, e que a parada obrigatória por conta do pleito eleitoral pode equilibrar o páreo.

“Sem dúvida alguma o governo do estado nos últimos anos baseou muito da sua estratégia em gastos com propaganda, inclusive fazendo propaganda de coisas que não existem. Na medida que ele não puder anunciar, que não houver esse derrame de dinheiro público em propaganda, as coisas podem se equilibrar sim. Com o debate possa ser feito de maneira aberta, franca e equilibrada, o que não pôde acontecer até hoje, eu tenho certeza que nosso candidato vai crescer e nós vamos equilibrar as eleições”, avaliou.

Feira: Governador acusa município de se negar a assumir Samu regional

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), acusou nesta terça-feira (10) o município de Feira de Santana de se negar a assumir a coordenação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) regional.

“O município maior é quem coordena o Samu regional. Em toda a região o município sede aceitou essa tarefa, menos Feira de Santana. Samu regional não funciona, pois Feira não quer coordenar”, disparou, em entrevista ao radialista Mário Kertész, na Rádio Metrópole.

A prefeitura de Irará reclamou da demora na regulação (relembre aqui). O Samu do município está entre os 13 destinados às dez cidades da regional de Feira de Santana, que há quase seis anos espera uma definição.

Nova emergência do HGCA está em funcionamento

A Nova Emergência do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, começou a ter seu pleno funcionamento na última segunda-feira (9). Buscando oferecer uma nova estrutura para cuidados de pronto-atendimento, a gestão da nova estrutura investe em resolutividade, eficiência e rapidez para atendimento de urgência e emergência de alta complexidade.

O serviço tem um novo conceito de atendimento com classificação de risco, prontuário eletrônico e outras inovações. A meta é salvar vidas e reduzir sequelas, especialmente em casos de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e Acidente Vascular Cerebral (AVC), além de traumas e outras patologias que, demanda pessoal e recursos ideais para o socorro adequado quando há risco de morte.

Nas primeiras 24 horas de funcionamento foram atendidas 135 pessoas, sendo a maioria (103) atendimentos clínicos. O Hospital Clériston Andrade é referência para casos mais graves, politraumatizados e atendimentos de alta-complexidade. Os casos clínicos simples devem ser atendidos nos postos de saúde, policlínicas e UPAs.

A estrutura conta com um espaço de 2.105 m2 com acesso fácil para ambulâncias, novas salas de observação, completamente equipadas para estabilização e monitoramento dos pacientes, nova sala para sutura e outros procedimentos, farmácia satélite, área de apoio administrativo.

Hospitais municipais realizaram mais de 20 mil atendimentos no primeiro semestre

Vinte e três mil atendimentos ambulatoriais. Esse foi o balanço aferido, entre janeiro e junho deste ano, do número de consultas realizadas no ambulatório do Complexo Materno Infantil que engloba os Hospitais Municipais Inácia Pinto dos Santos, o Hospital da Mulher, e da Criança Dr. José Eduacy Lins.

Os números atestam o acesso da população feirense a importantes áreas da saúde pública através das unidades que ofertam treze especialidades em serviços ambulatoriais. A média ultrapassa mais de três mil e quinhentos atendimentos mensais, com o mês de maio superando a meta com 3.896 se comparada a janeiro (3.650), fevereiro (3.523), março (4.084), abril (3.786) e junho (3.896).

Entre as especialidades ambulatoriais oferecidas no Hospital Municipal da Criança, a área de Fonoaudiologia é a que apresenta maior demanda, totalizando 2.981 pacientes atendidos. A Pediatria aparece em segundo lugar com 2.060 atendimentos, seguido da Cardiologia (448), Cirurgia Pediátrica (316), Ortopedia (297), Neurologia (277), Endocrinologia (282), Gastroenterologia (203), Pneumologia (200), Fisioterapia (123), Nefrologia (91) e Hematologia (65).

A menor demanda foi registrada em Psicologia Infantil com apenas 24 crianças atendidas por conta da implantação recente do serviço na unidade hospitalar.

Mãe “de primeira viagem” ressalta importância do acompanhamento

A turismóloga Luciene Chaves, mãe da pequena Maria Liz Chaves, de apenas sete meses, reconhece a importância da saúde pública durante o acompanhamento dos primeiros dias de vida do bebê, “essenciais para o desenvolvimento”.

“Minha filha faz o acompanhamento todo aqui. Sou mãe de primeira viagem, tudo é novidade para mim. Então, um profissional que explica direito e com calma é importante para esclarecer nossas dúvidas”.

De acordo com a pediatra da unidade, Rosália Alves, o retorno ao profissional de saúde especializado é essencial para acompanhamento da evolução da saúde da criança.

“É necessário orientar a mãe adequadamente. A pediatria é a base de tudo, pois se não cuidar da criança desde o início alguns problemas poderão surgir”, explica a médica.

Diferencial no atendimento básico de saúde

A presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana, Gilberte Lucas, aponta que a curva crescente na estatística de atendimentos está relacionada à referência do Hospital Municipal de Criança no quesito atendimento básico de saúde, ou seja, ambulatorial.

“Outras unidades não têm especialidades pediátricas essenciais que oferecemos aqui”, explica.

Outro diferencial da maternidade municipal é a oferta diária de tratamento especializado com fisioterapeuta e fonoaudiólogo por equipe multiprofissional, além de assistência pré-natal com a realização de testes do pezinho, da orelhinha, da linguinha, do olhinho e do ouvindo, todos exames preconizados [recomendados] pelo Ministério da Saúde.

“Todos os bebês nascidos nesta unidade com alguma patologia são acompanhados diretamente via atendimento ambulatorial”.

Vírus da hepatite pode ser transmitido pelo esmalte de unha, alerta enfermeiro

Algumas pessoas já sabem que o uso de material individual, como espátulas e alicates, no atendimento com manicures em salões de beleza é essencial para a prevenção de doenças como a hepatite. O que muitas esquecem é que o vírus também pode estar presente em esmaltes de unha. A informação é de Matheus Farias, enfermeiro do Programa Municipal de Hepatites Virais, durante palestra para pacientes do CADH (Centro de Atendimento ao Hipertenso e Diabético), nesta segunda-feira, 09.

“O vírus da hepatite pode estar presente em vários objetos, como alicates, lixas, tesouras e inclusive no esmalte de unha, onde pode ficar encubado dentro do frasco por até sete dias. Por isso é importante levar sempre seu material, para evitar a contaminação através de objetos compartilhados”, informa.

Segundo o enfermeiro, a esterilização desses materiais com álcool, acetona ou estufa de manicure não mata o vírus e nem impede a sua transmissão. “O álcool pode até destruir outros vírus, mas o da hepatite não, pois este é resistente. O que o destrói é a autoclave (máquina que esteriliza os equipamentos por meio do vapor) ou a evacuação do vírus após permanência num ambiente por mais de cinco dias”, ressalta.

O alerta também serviu para as pessoas que possuem ambas as doenças, diabetes e hepatites, priorizem o tratamento. “Uma vez que a hepatites é controlada por meio do tratamento, consequentemente há também uma melhora no quadro de diabetes”, informa.

Importante se prevenir, diz Valdelice

Após participar da palestra, Valdelice Santana, paciente do CADH há três anos, relatou interesse em fazer o teste rápido. “Meu marido tinha a doença e eu nunca dei importância em fazer o exame. É sempre bom a gente ter acesso a essas informações para se prevenir e vou também tomar a vacina”, relata.

A única forma de detectar a doença é através do exame de sangue. O teste rápido é oferecido gratuitamente pelo SUS, assim como a aplicação da vacina. Para ter acesso ao serviço, basta procurar a Unidade de Saúde mais próxima a sua residência ou comparecer ao Programa Municipal de Hepatites Virais, localizado no CSE (Centro de Saúde Especializado Dr. Leone Coelho Lêda).

Secretaria oferece feiras livres para vendedores instalados indevidamente no Tomba

Os vendedores de frutas e verduras instalados indevidamente no acostamento da BA 502, estrada que liga Feira de Santana a São Gonçalo dos Campos, próximo à caixa d´água do bairro Tomba, poderão desenvolver suas atividades em três feiras livres oferecidas pela Secretaria de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico. A informação é de Cristiano Gonçalves, chefe da Divisão de Mercados e Feiras Livres da Secretaria.

De acordo com Cristiano, a retirada das barracas foi solicitada por motoristas e pessoas da comunidade, preocupados com o risco de acidentes. “Muita gente parava veículos sobre a pista para comprar produtos. O risco de um atropelo ou tragédia ainda pior era grande”, destaca.

Na semana passada, segundo Cristiano, houve reunião entre os vendedores e o secretário da pasta, Antônio Carlos Borges Júnior. “Explicamos a eles (vendedores) os riscos da atividade naquele local inadequado. Oferecemos opção de relocação para as feiras livres do Tomba, Estação Nova ou Cidade Nova”, destaca.

Ainda conforme Cristiano, todos os vendedores instalados no local foram notificados e um prazo de 72h foi dado para a retirada das barracas e toldos. “Na segunda-feira (09) fomos ao local para informar o fim do prazo para saída deles. Das dez pessoas que instalaram barracas, seis aceitaram as condições e saíram para a feira livre do Tomba. No final da tarde, porém, os quatro vendedores que ficaram decidiram não sair e ainda protestar interditando a rodovia BA 502”, informa.

Aguardando retorno do secretário

Agora, explica Cristiano, uma equipe de fiscalização da Secretaria está no local para evitar a montagem das barracas. “Vamos aguardar o secretário retornar da viagem a trabalho com o prefeito Colbert Martins Filho para decidirmos quais ações adotaremos”, informa.

A aglomeração de barracas no local começou há algumas semanas, com vendedores de coco. Em poucos dias, vendedores de verduras e outras frutas se juntaram, erguendo barracas e toldos, formando uma feira livre irregular.

 Defesa Civil alerta para o risco de acidentes

 “Representa risco para os próprios vendedores e ainda mais para os pedestres, obrigados a andar sobre a pista devido à ocupação de parte do acostamento”. A avaliação é do coordenador municipal da Defesa Civil, Pedro Américo Lopes.

Ainda de acordo com Pedro Américo, outros riscos existem no local. “Há postos de combustíveis nas imediações onde as barracas dos vendedores estão montadas”, destaca.

Além disso, a canalização de gás natural veicular (GNV) passa sob a pista, bem próximo das barracas. “Também existe um fluxo intenso de veículos no local, o que eleva ainda mais o risco. Um veículo desgovernado poderia causar uma tragédia”, alerta Pedro Américo.

 

Fonte: Bahia.ba/BN/Secom PMFS/Municipios Baianos

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