12/07/2018

Zé Ronaldo defende publicamente Bruno Reis na majoritária

 

O pré-candidato ao governo do estado, José Ronaldo (DEM), defendeu de forma enfática e publicamente nesta terça-feira, 10, pela primeira vez, o nome do vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), para ocupar uma vaga na sua chapa. A declaração aconteceu em evento de pré-campanha em Salvador durante a noite, no bairro de Mussurunga, do qual participavam o prefeito ACM Neto (DEM) e Reis, cujo nome ganhou força após a negativa do PSC em ocupar a vice na chapa e anunciar que está conversando com outras legendas.

No áudio o qual a reportagem teve acesso, Zé Ronaldo faz elogios rasgados ao vice-prefeito e diz que "deseja, busca e quer este rapaz" ao seu lado nas eleições do dia 07 de outubro. Ao fundo se ouve aplausos e gritos de apoio. O pré-candidato também enfatiza que "quando a pessoa se transforma [evolui de forma positiva] não tem o direito, não mais, de pertencer só ao lado do prefeito ACM Neto, não".

Zé Ronaldo também fez questão de dizer que Reis "representa o valor de ACM Neto", em uma tentativa de capitalizar a musculatura eleitoral de Neto na capital baiana, onde Neto venceu com 74% dos votos válidos em 2016, ao lado de Bruno Reis.

"Tem gente que evolui tanto que não tem mais o direito de ser dono de si (repete). Tem gente que com a capacidade política-administrativa que tem, não pode mais se furtar a muitas outras decisões que, com certeza, surgirão na sua vida. (...) Tem gente que tem sonho, e esse sonho legítimo, mas quando a pessoa se transforma dessa maneira não tem o direito, não mais, de pertencer só ao lado do prefeito ACM Neto, não. Ele tem a obrigação também de se dedicar e trabalhar junto em outras missões que poderão surgir", elogia Zé Ronaldo, em clara referência a Bruno Reis. Para, logo após, defender, quase anunciar, o vice-prefeito em sua chapa:

"Eu digo isso porque já disse a ele em algumas oportunidades. E já disse em ambientes fechados na ausência dele. Mas digo aqui de público agora (repete): eu desejo, eu busco e quero que este rapaz esteja ao meu lado na eleição do dia 07 de outubro" (aplausos). Pelo seu valor. E quero deixar bem claro que o valor de ACM Neto é o valor dele, que eu respeito, admiro e que cada dia que passa eu tenho mais amizade", completa o pré-candidato.

A Tarde tentou contato com Bruno Reis e Zé Ronaldo ainda na noite de ontem, mas não obteve retorno.

Vice ou Senado

Com a jogada de Bruno Reis na chapa, somente uma das vagas fica em aberto. De acordo com uma fonte do DEM, que pediu anonimato, a tendência é a de que Reis saia mesmo como vice na chapa de Zé Ronaldo, abrindo caminho para Irmão Lázaro (PSC), que pleiteia o Senado. Mas há, ainda, conversas com o PRB, de Bispo Marinho e Tia Eron.

O que se diz é que o entrave para fechar com o Lázaro estaria sendo do próprio deputado federal Jutahy Magalhães (PSDB), já certo para disputar a senatória na chapa. Ele teria receio de que Lázaro agregasse mais votos que ele pelo fato de trabalhar com voto de evangélicos e fãs de seu trabalho como cantor gospel.

O PSC não só iniciou conversas com o MDB, cujo pré-candidato é João Santana, como também estuda lançar candidatura avulsa, apoiado por legendas que ainda não tomaram posição política definitiva para as eleições deste ano. O MDB tem tempo de TV e Lázaro votos. Ao que tudo indica, o PSC não se importa com qual candidato ao governo apoiará, contanto que dispute o Senado.

Reis roda a Bahia mesmo sem definir candidatura

Apesar de não decidir se vai integrar a chapa do ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), o vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), tem rodado o estado com o pré-candidato ao governo da Bahia. Em sua conta no Instagram, o número 2 do Palácio Thomé de Souza já divulgou visitas a 12 municípios baianos desde que o prefeito ACM Neto (DEM) renunciou, em 6 de abril, à candidatura e decidiu apoiar o democrata feirense na disputa eleitoral. Em junho, disse ter ido a Amargosa, Valença, Piatã e Abaíra. Neste mês, intensificou as viagens e foi a Lapão, América Dourado, Brumado, Teixeira de Freitas, Simões Filho, Curaçá, Casa Nova e Santa Cruz da Vitória.

Bruno Reis tem sido cotado para ser o vice ou o postulante ao Senado na composição oposicionista. O vice-prefeito soteropolitano não tem descartado a possibilidade de integrar a chapa, mas tem mostrado pouco interesse. O pré-candidato José Ronaldo já manifestou abertamente o desejo de ter o número 2 do Palácio Thomé de Souza na majoritária. “Bruno é um nome excelente, porque é uma pessoa que tenho muito respeito e gosto. Bruno é extremamente trabalhador e, não tenho a menor dúvida, que fazendo parte da chapa, vai dar uma grande parcela de contribuição. Não descarto a presença de Bruno, até porque acho e repito que tem grandes qualidades. Se fosse possível realmente a gente ter Bruno na chapa, seria um grande prazer”, afirmou.

Principal articulador da campanha da oposição, ACM Neto também não descarta pôr o aliado na chapa. “Bruno Reis é um nome que tem condições de exercer qualquer cargo na vida pública na Bahia. Podia ser candidato a governador. Então, é óbvio que ele também é um nome que pode ser lembrado, mas não quer dizer que ele será candidato a nada. Apenas não se deve, neste momento, nem descartar nem cravar nenhum nome”, salientou, em recente entrevista.Segundo apurou a Tribuna, se não conseguir conter a pressão do grupo, Bruno Reis cogita ser candidato à Câmara Alta do Congresso Nacional, mas tem recusado qualquer hipótese de ser vice na chapa. O receio do democrata é sair da campanha eleitoral “menor” do que entrou e ter a imagem desgastada para 2020, quando sonha suceder ACM Neto.

Nos bastidores, o comentário é de que hoje o vice-prefeito trabalha para o deputado federal Irmão Lázaro (PSC) ser o candidato ao Senado, ao lado de Jutahy Magalhães Júnior (PSDB). E a vice ser a ex-secretária soteropolitana Taíssa Gama (PTB) – filha do deputado federal Benito Gama (PTB). O empecilho para ela compor a chapa é o fato de ter amargado uma derrota na eleição 2016 para Câmara de Salvador.

'Acho essencial ter Bruno Reis na chapa de José Ronaldo', defende Jutahy Jr.

Pré-candidato ao Senado para a eleição deste ano, o deputado federal Jutahy Magalhães acredita que é "essencial" ter o vice-prefeito Bruno Reis (DEM) como integrante da chapa encabeçada por José Ronaldo, da qual ele também faz parte. Em entrevista ao Bahia Notícias nesta terça-feira (10), o parlamentar voltou a afastar a possibilidade de ter o também deputado federal Irmão Lázaro (PSC) como concorrente ao Senado no mesmo grupo.

Jutahy também avaliou que o nome de uma mulher na chapa também seria "importante" para a candidatura visando a eleição deste ano. "Acho essencial ter o Bruno Reis na chapa como vice ou como senador, e importante, numa escala menor, termos o Lázaro como vice e uma mulher como vice ou como senadora", declarou o deputado federal.

O tucano acrescentou, no entanto, que não faz parte do grupo que deve tomar a decisão sobre quais nomes vão compor as últimas vagas na chapa. "Quem está coordenando o processo é o prefeito ACM Neto e o candidato José Ronaldo", pontuou.

O PSC defende o nome de Irmão Lázaro para o Senado e o próprio deputado federal já afirmou reiteradas vezes o seu desejo de tentar a vaga como senador. No entanto, Jutahy se mostra contra essa possibilidade e o próprio José Ronaldo já admitiu que articula a possibilidade de ter o político do PSC como vice.

O PRB também já mostrou interesse em apresentar uma candidata ao Senado no grupo da oposição. O partido inclusive já levantou a possibilidade da vereadora Ireuda Silva disputar a eleição. José Ronaldo ainda não colocou um prazo para definir todos os integrantes da sua chapa.

Tempo de TV, o xis da questão no novelesco caso de Irmão Lázaro

Por que ACM Neto, Zé Ronaldo e seus aliados aceitam que o PSDB do deputado federal Jutahy Júnior esteja dificultando a entrada de Irmão Lázaro, do PSC, na segunda vaga ao Senado na chapa da oposição?

A pergunta aí é do leitor Otoni Francesco Silva, um admirador de Lázaro encucado.

Simples, caro Otoni. Os maiores tempos de televisão, definidos por número de deputados federais na Câmara, são do PT (171 minutos nos 35 dias de campanha na tevê), MDB (161 minutos) e PSDB (134). Depois vêm o PP de João Leão (96), o PSD de Otto Alencar (91) e o PSB de Lídice.

O DEM de Neto e Ronaldo sozinho tem apenas 56 minutos, o que dá, em miúdos, 1 minuto e 60 segundos por dia, muito abaixo dos 3,8 minutos do PSDB de Jutahy. Ou seja, a perda seria um baque.

Aceno ao MDB

O PSC de Lázaro, que é artista e quer ir para a chapa de Ronaldo porque engorda o seu leque de apoios e tempo de tevê, tem apenas um minuto por dia, em dois turnos, 30 segundos para cada. Como nas disputas majoritárias (governo e Senado) a propaganda é dia sim, dia não, os 35 dias caem para 16.

Se Lázaro sair só, como ameaça, ficaria quase só. É por isso que ele acena com a possibilidade aceitar o convite do MDB, que tem 4,3 minutos por dia, quatro vezes mais que o dele.

É por aí, caro Otoni. Em tempo de campanha curta e dinheiro pouco, tempo de tevê é moeda poderosa.

João Santana diz receber Irmão Lazaro ‘de coração aberto’ no MDB: ‘Precisa encerrar lá’

Presidente do MDB e pré-candidato a governador da Bahia pelo partido, João Santana, disse, em entrevista ao Bahia Notícias, nesta quarta-feira (11), que receberia Irmão Lazaro (PSC) de coração aberto. O deputado federal é pré-candidato a Senador, mas tem sido pressionado por DEM e PSDB a desistir do pleito.

“Até agora a gente não conversou. Ele pode ter procurado outras pessoas do partido. Temos boa vontade, mas precisamos primeiro que fecha as negociações lá”, afirmou.

Santana ainda contou que conversou com o ex-presidente estadual do PSC Eliel Santana, que é pai de Heber, deputado estadual e atual comandante da sigla na Bahia. “Conversamos há cerca de 30 dias, e falei que se tiver dificuldades por lá, poderíamos conversar”, completou.

Protagonismo regional será prioridade do DEM para definir apoio a presidenciável

Os fatores que mais devem pesar para o apoio do DEM ao candidato à Presidência são o fortalecimento da sigla e o protagonismo regional, afirmou o vice-líder do partido na Câmara, deputado Efraim Filho (PB). "(Vamos apoiar) aquele que conseguir fortalecer os projetos de protagonismo do DEM nos Estados. O DEM não tem governadores e esses palanques locais podem ser a costura que leve o partido a tomar a decisão", afirmou em entrevista à Rádio Eldorado na manhã desta quarta-feira, 11. O partido se reúne ainda nesta quarta para decidir o apoio.

Na conversa, Efraim admitiu que a sigla está dividida entre pelo menos quatro nomes: Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro Gomes (PDT), Alvaro Dias (Podemos) e Jair Bolsonaro (PSL). Os dois primeiros têm mais força. A Executiva Nacional da sigla pende mais para o ex-ministro Ciro Gomes, enquanto a bancada na Câmara sinaliza uma preferência pelo ex-governador de São Paulo.

Questionado se a maior capilaridade do PSDB em território nacional poderia favorecer uma aliança, Efraim disse que a força do partido em alguns Estados, com candidaturas próprias aos governos, poderia dificultar os objetivos do DEM, como nos casos de Minas Gerais e Goiás.

Em Minas, o maior colégio eleitoral do País, o PSDB não deve abrir mão da candidatura do senador Antonio Anastasia, que fortalece Alckmin nacionalmente. Já em Goiás, o ex-governador Marconi Perillo, pré-candidato a senador pelo PSDB, tem trabalhado pela reeleição do governador José Eliton, que assumiu após Perillo se desincompatibilizar. Lá, o DEM lançou a pré-candidatura do senador Ronaldo Caiado, líder do partido na Casa.

"O DEM tem tudo para sair da eleição com protagonismo e isso atrapalha uma aproximação com o PSDB. Dentro do partido, há quem pense que é chegado o momento de olhar na mesma altura do PSDB, de não ser mais um coadjuvante, mas sim de buscar protagonismo nas alianças", disse Efraim.

O deputado federal cita que o partido disputa de maneira competitiva também os governos do Rio, com o ex-prefeito Eduardo Paes, de Minas Gerais, do Amapá, com o senador Davi Alcolumbre e do Mato Grosso, com o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes.

Efraim Filho disse ainda que a maior possibilidade de vencer as eleições 2018, o tempo de TV, a chance de indicar um vice na chapa e o apoio à manutenção de Rodrigo Maia (RJ) no comando da Câmara dos Deputados também serão levados em conta. O deputado federal negou a hipótese de que o apoio a um presidenciável envolveria a promessa de cargos no futuro governo.

Fonte: A Tarde/Tribuna/Municipios Baianos

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