12/07/2018

HPV é um dos principais fatores do câncer de boca e garganta

 

Julho é o mês reservado para o combate ao câncer de cabeça e pescoço. Entre os dez tipos de câncer de maior ocorrência no Brasil, o tumor orofaríngeo – localizado atrás da boca e que inclui a base da língua, céu da boca, amídalas e paredes laterais – é um dos tumores mais incidentes entre os jovens brasileiros de até 40 anos de idade. Segundo o oncologista Bruno Protásio, da equipe médica do NOB / Grupo Oncoclínicas, “é preciso chamar a atenção para a infecção pelo HPV (Papilomavírus Humano), um dos principais responsáveis pelo câncer de garganta”. Cerca de 75% das brasileiras sexualmente ativas terão contato com o HPV ao longo da vida, sendo que o ápice da transmissão do vírus ocorre na faixa dos 25 anos.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o número de casos relacionados à infecção pelo vírus vem aumentando em homens e mulheres e a sua transmissão ocorre por meio da prática sexual sem proteção, principalmente por intermédio do sexo oral.

Os primeiros sinais do tumor orofaríngeo podem surgir por meio de feridas que não cicatrizam na boca nos primeiros 15 dias, além do aparecimento de nódulos no pescoço. O paciente pode se queixar também de dificuldade ou dor para mastigar ou engolir. Sintomas como rouquidão persistente, perda de peso, alteração da voz, aumento dos gânglios linfáticos ou nódulos no pescoço, manchas/placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, céu da boca e bochecha, bem como lesões na cavidade oral ou nos lábios e dificuldade na fala, também podem estar associados a algum câncer de cabeça e pescoço.   "Ao notar qualquer um desses sintomas, é fundamental que a pessoa vá ao médico o quanto antes. Quando se trata de um tumor, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado aumentam consideravelmente as chances de cura", afirma o oncologista. Mais de 90% dos tumores pequenos e localizados são curados.

Principais fatores

Infecções Virais: A geração de jovens e adultos com menos de 40 anos preza e valoriza muito a liberdade sexual.  Trata-se de um grupo que nasceu após o “boom” do HIV e, apesar de bem informada e consciente dos riscos envolvendo doenças sexualmente transmissíveis, apresenta índices elevados de contágio pelo chamado papilomavírus humano – conhecido como HPV. O uso do preservativo nas relações sexuais é fundamental para reduzir o risco de infecções como HPV, Hepatite B e C, que, por sua vez, aumentam o risco para câncer de cabeça e pescoço.

Tabagismo: O fumo também é um dos principais responsáveis pelo aparecimento do tumor na cabeça e pescoço. Antigamente, o hábito de fumar era visto como sinônimo de elegância e glamour, sendo incentivado até pelas propagandas que mostravam atores famosos tragando seus cigarros, o que estimulava esse costume entre as pessoas mais jovens. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 90% dos pacientes diagnosticados com câncer de boca eram tabagistas.

Álcool: Houve um tempo em que o cigarro era liberado nos restaurantes e até em sala de aula. Hoje, isso não é mais permitido. Contudo, o uso do tabaco persiste e, na maioria das vezes, vem acompanhando de bebidas alcoólicas. Estimativas apontam que 75% dos casos de câncer de pulmão são decorrentes do uso do tabaco e os fumantes têm cerca de 20 vezes mais risco de desenvolver a doença. O álcool pode agir como um solvente e facilitar a penetração de carcinógenos nos tecidos-alvos. Além disso, aumenta o índice de quebras no material genético e a peroxidação de lipídios e, consequentemente, a produção de radicais livres. Vários estudos epidemiológicos demonstram que o consumo combinado de álcool e fumo constitui o principal fator de risco para o desenvolvimento de câncer de cabeça e pescoço.

Fatores genéticos, hábitos alimentares, traumas crônicos causados por próteses dentárias mal adaptadas e a exposição excessiva ao sol sem proteção labial também podem desencadear esse tipo de tumor.

Prevenção

“Não fumar, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, ir ao dentista anualmente, cuidar da higiene bucal e não praticar sexo sem proteção são algumas das recomendações para prevenção das neoplasias de cabeça e pescoço”, recomenda o oncologista Bruno Protásio.

Sobre o NOB

O NOB (Núcleo de Oncologia da Bahia) integra o Grupo Oncoclínicas, que reúne mais de 50 unidades de referência no tratamento oncológico no país. Fundado em 1992, o NOB tem sua sede na Avenida Ademar de Barros, 123, no bairro de Ondina, em Salvador, e conta também com unidades em Lauro de Freitas e no Hospital da Bahia, tendo como missão o acolhimento e a saúde integral do paciente oncológico. Para isso, conta com um corpo clínico formado por diversos especialistas, dentre oncologistas, hematologistas, reumatologistas, algologistas (tratamento da dor), nutricionistas e psicólogos que atuam juntos de forma multidisciplinar, com foco no atendimento humanizado e individualizado para garantir o melhor para o paciente. Sua equipe é altamente qualificada e comprometida com o aprimoramento contínuo.

A instituição conta com a parceria de um centro de referência mundial em tratamento do câncer, o Dana Farber Cancer Institute, afiliado a Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos.

Para mais informações, visite http://www.nucleodeoncologia.com.br/

Sobre o Grupo Oncoclínicas

Fundado em 2010, é o maior grupo especializado no tratamento do câncer na América Latina. Possui atuação em oncologia, radioterapia e hematologia em 10 estados brasileiros. Atualmente, conta com 44 unidades entre clínicas e parcerias hospitalares, que oferecem tratamento individualizado, baseado em atualização científica, e com foco na segurança e o conforto do paciente.

Seu corpo clínico é composto por mais de 400 médicos, além das equipes multidisciplinares de apoio, que são responsáveis pelo cuidado integral dos pacientes. O Grupo Oncoclínicas conta ainda com parceira exclusiva no Brasil com o Dana-Farber Cancer Institute, um dos mais renomados centros de pesquisa e tratamento do câncer no mundo, afiliado a Harvard Medical School, em Boston, EUA. Para obter mais informações, visite www.grupooncoclinicas.com.

Infectologista faz alerta sobre riscos em hábitos diários e sugere formas de prevenção

Independente do local, todas as pessoas estão expostas diariamente a fontes de infecção. Hábitos simples como trabalhar no computador enquanto come ou se segurar no corrimão de uma escada e, em seguida, coçar o olho devem ser evitados como forma de cuidado.

Em entrevista ao Bahia Notícias, a infectologista Ana Paula Alcântara afirmou que é importante que as pessoas tenham consciência de que hábitos diários podem veicular doenças.

"O principal é manter medidas individuais de proteção e também com o próximo", ressaltou. A profissional explicou também alguns cuidados que devem ser tomados, como lavar sempre as mãos, a "etiqueta" ao tossir ou espirrar e fez alertas com relação ao compartilhamento de itens pessoais, como escova de dentes e maquiagem.

Cientistas criam ovário artificial para mulheres que passaram por tratamento contra câncer

Para aumentar as chances de reprodução em mulheres que passaram por quimioterapia ou radioterapia, um grupo de pesquisadores dinamarqueses está desenvolvendo um "ovário artificial". Os tratamentos usados no combate ao câncer possuem alto risco de impacto na fertilidade.

Os cientistas do Rigshospitalet, em Copenhague, iniciaram o estudo com células retiradas de um ovário doado. As células então foram transferidas para um tecido-base formado principalmente por colágeno, segundo a revista Super Interessante, no qual formaram folículos para guardar os óvulos até a maturação.

Formado pelo tecido-base e colágeno, o ovário artificial poderia ser implantado logo após o fim do tratamento de quimioterapia ou radioterapia. A técnica é mais eficiente que a fertilização in vitro, por permitir uma concepção natural, inclusive com a possibilidade da retomada dos períodos menstruais sem reposição hormonal.

Até o momento, os testes foram realizados apenas em ratos. Os pesquisadores estimam que dentro de cinco anos iniciarão testes em humanos e serão necessários pelo menos dez anos para que o tratamento esteja disponível para as pacientes.

Brasil registrou 62 mortes por dengue neste ano; zika tem mais casos em município baiano

O Brasil confirmou, em 2018, 1.659 casos de dengue, com 62 evoluções para morte. Divulgados na última sexta-feira (6) pelo Ministério da Saúde, os dados são referentes ao período de 31 de dezembro de 2017 a 9 de junho de 2018.

No caso da zika, foram confirmados 1.674 casos em todo o país, com maior número no Sudeste. Ainda assim, o município com o maior número de casos se encontra na Bahia. De acordo com o boletim, Pé de Serra registrou índice de 1.553,5 casos por 100 mil habitantes.

A pasta contabiliza ainda 327 mortes de crianças relacionadas ao Zika, entre 2015 e 2018. O maior número (191) está no Nordeste. Outras 53 mortes foram classificadas como prováveis, com necessidade de outros testes. Entre adultos, não houve nenhum óbito.

Por sua vez, a chikungunya fez oito vítimas fatais no país. Até junho, foram confirmados 30.251 casos da doença, com maior concentração no Sudeste.

Para 94% dos médicos, plano de saúde interfere na conduta

A maioria dos ginecologistas e obstetras do estado de São Paulo, 94%, afirma que o plano de saúde interfere na autonomia do médico. Os profissionais apontam várias formas de intervenção das operadoras de saúde, que vão desde o não pagamento de procedimentos e consultas até pressão para influenciar o tempo e local de internação.

As informações são de um levantamento da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp), feito pelo Datafolha e divulgado nesta quinta-feira (5).

Para a presidente da Sogesp e professora da Faculdade de Medicina da USP, Rossana Pulcineli Francisco, o resultado da pesquisa é preocupante. "A gente não achava que essa interferência na conduta médica fosse tão grande", diz.

A pesquisa entrevistou 604 ginecologistas e obstetras, por telefone, entre 24 de maio e 14 de junho de 2018. A margem de erro é de 4 pontos.

Entre os entrevistados, 78% dizem que o não pagamento, por parte do plano, de procedimentos já realizados é uma das maiores interferências.

Pulcineli cita como exemplo o número de consultas no período final de gestação. "O recomendado é ter uma consulta a cada sete dias. Mas a maioria dos planos vai pagar um retorno a cada 15 dias, ou seja, um não será pago", afirma.

Segundo ela, isso pode influenciar a decisão do obstetra sobre quais casos vai aceitar. "O médico pode deixar de fazer pré-natal ou não aceitar gestantes de risco, que precisam de consultas mais frequentes, muitas das quais o plano não vai pagar", diz.

Outras intervenções comuns listadas pelos médicos são: restrições a doenças preexistentes (74%) e a exames e tratamentos (73%).

"O profissional pede um tratamento, mas o plano não libera. Ele é obrigado a trocar por um mais barato", diz Pulcineli. O mesmo pode ocorrer em cirurgias, como a retirada de um cisto no ovário, afirma.

"O médico pode fazer uma videolaparoscopia, que é menos invasiva, com uma recuperação melhor para o paciente. Mas, por ser mais cara, é substituída por uma cirurgia aberta, com mais riscos."

Na pesquisa, 61% dos médicos também relataram restrições a internação de pacientes, e 57%, interferências no tempo de internação. Há ainda, para 65%, uma pressão para indicar a rede conveniada para realizar procedimentos.

Dois terços dos médicos consideraram a qualidade dos serviços das operadoras como regular, ruim ou péssima. A Amil e a NotreDame Intermédica foram os planos com pior avaliação: foram mencionados por 13% dos profissionais.

Procurada, a NotreDame Intermédica não quis se manifestar. A Amil disse que "respeita e valoriza a classe médica". "[A empresa] adota as melhores práticas de gestão entre os seus credenciados", afirmou, por meio de nota.

A pesquisa também avaliou o SUS em São Paulo: 83% dos médicos consideram a qualidade do serviço no estado regular, ruim ou péssima. Além disso, 81% afirmaram já ter sofrido algum tipo de agressão no SUS, principalmente verbal e psicológica - 15% foram vítimas de agressões físicas.

Procurada, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa operadoras, diz que a "responsabilidade pelo ato médico é exclusiva e indelegável do médico". "Isso não impossibilita que as equipes médicas das operadoras solicitem informações, esclarecimentos e justificativas da conduta proposta. Perguntar não é interferir", diz.

Já a Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde) diz que as operadoras "mantêm canais permanentes de diálogo e negociação com os prestadores de serviços".

A FenaSaúde afirma que nem sempre consultas e exames complementares geram cobrança de honorário e que os mecanismos de direcionamento de consultas, exames ou internação estão previstos na Lei dos Planos de Saúde.

A Abramge diz que a possibilidade de escolha do paciente varia de acordo com o contrato firmado com a operadora.

Sobre a avaliação que os médicos fazem do serviço, a Abramge menciona outras pesquisas de satisfação, com resultados mais positivos. "A Abramge vê com preocupação que os próprios prestadores de serviços considerem baixa a qualidade de seus serviços".

A FenaSaúde diz que, segundo pesquisa do Ibope de 2017, 8 a cada 10 brasileiros beneficiários de planos de saúde estavam satisfeitos ou muito satisfeitos com o serviço.

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) deixou a Câmara de Saúde Suplementar da ANS (agência nacional de saúde), que regula os planos, afirmando que as recentes mudanças nas regras publicadas pela agência foram aprovadas "sem acolher nenhuma" de suas propostas.

Já a ANS afirma que incorporou total ou parcialmente seis propostas do instituto em consulta pública sobre o tema.

 

Fonte: Carol Campos – Assessoria de Imprensa/BN/Municipios Baianos

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