12/07/2018

Bahia: Chineses investirão R$ 400 mi na construção de termoelétricas

 

O grupo chinês Jiangsu Communication Clean Energy Technology (CCETC) deve anunciar nas próximas semanas seu primeiro investimento no Brasil, apurou o "Estado" com fontes a par do assunto. A empresa vai fazer um aporte de cerca de R$ 400 milhões para construir duas termoelétricas na Bahia: Camaçari Muricy II e Pecém Energia, de 143 megawatts (MW) cada.

O valor inclui a compra do controle das duas SPEs (Sociedades de Propósito Específico) e recursos para levantar as usinas movidas a óleo diesel. O grupo chinês terá cerca de 50% de participação nas empresas, que tinham como sócios a Petrobrás e um fundo de investimento chamado MDC, gerido pela Pacifico Administração de Recursos.

O negócio envolve a participação do fundo, mas os chineses podem comprar 100% das térmicas futuramente. Isso porque a Petrobrás, por meio da BR Distribuidora, anunciou na semana passada a intenção de vender as térmicas dentro de seu programa de desinvestimento. A estatal tem 45% de participação na Pecém Energia e 50% na Energética Camaçari Muricy II - ambas em estágio pré-operacional. As duas usinas deverão começar a operar em outubro de 2020.

Procurada, a Petrobrás afirmou que não pode comentar o assunto. A Greenhill, que assessora o MDC, e o banco Haitong, que está com os chineses, não se pronunciaram. A CCETC também foi procurada, mas não respondeu até o fechamento da reportagem. A Pacifico não se manifestou.

Embora ainda não tenha oficializado o negócio, os chineses já se encontraram com o governador da Bahia, Rui Costa (PT), para falar dos investimentos nas duas termoelétricas. A empresa asiática se comprometeu com o governo baiano a contratar 70% da mão de obra local. As duas térmicas serão construídas no município de Dias D’Ávila, na região metropolitana de Salvador.

Evolução

As usinas têm histórico longo. Foram contratadas num leilão realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2006, mas a homologação da outorga só ocorreu em 2014. Nesse período, houve muitas idas e vindas, com disputas judiciais em relação ao resultado do leilão, algumas solicitações de mudanças nas características técnicas do projeto e pedido de reajuste de 37% na receita fixa das duas térmicas para recomposição do equilíbrio econômico financeiro dos contratos de venda de energia.

A justificativa das empresas é que uma série de fatores impossibilitou que as obras fosse feitas no cronograma original e que a crise alterou as condições de financiamento. O pleito, no entanto, não foi aprovado pela Aneel. Em contrapartida, o cronograma de construção da usina foi aprovado pela agência reguladora.

Lauro: Evento debate soluções para RMS com uso de tecnologia e internet em gestões

Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), realiza entre os dias 1° e 2 de agosto o Seminário de Integração Metropolitana de Redes e Tecnologias. Segundo a organização, o objetivo é debater de “forma técnica, ampla e apartidária” problemas e soluções para o desenvolvimento de internet/banda larga na RMS. No dia 1°, o evento ocorre na Assembleia Legislativa da Bahia, em Salvador, e no dia 2, no Centro Pan-Americano de Judô, no centro de Lauro de Freitas. Até dezembro, outros encontros semelhantes devem ocorrer em Feira de Santana, Ilhéus, Itabuna, Vitória da Conquista e Barreiras.

Conforme um dos organizadores da iniciativa, Mauro Cardim, secretário municipal de Planejamento, Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico de Lauro de Freitas, “a tecnologia é fundamental para o desenvolvimento sustentável integrado das cidades baianas”. O secretário considera que o uso da tecnologia pelo Poder Público reflete de forma positiva na saúde, educação, segurança pública etc. O gestor afirmou ainda que Lauro de Freitas está recuperando o anel de fibra ótica local, com pouco mais de 15 km. Segundo ele, a ação é fundamental para a implantação de banda larga nas escolas da rede municipal de ensino; no uso da Telemedicina nas Unidades de Saúde; implantação de zonas com wifi gratuito nas praças públicas; integração de câmeras de monitoramento para uso no Trânsito e também no suporte à segurança pública e unificação de sistemas de informações da gestão pública. Uma carta de intenções deve ser preparada ao final do encontro.

Camaçari: Trabalhador acusado de furto receberá R$ 20 mil por danos morais

Um trabalhador estoquista de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, deverá receber indenização de R$ 20 mil por ter sido acusado pelo furto de 30 aparelhos celulares na empresa em que trabalhava. O trabalhador relatou à Justiça que chegou a ser algemado e levado em um camburão diante de outros funcionários.

A empresa que acusou o funcionário é a Martins Comércio e Serviços de Distribuição. A decisão é da 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5-BA) e ainda cabe recurso.

A empresa, por sua vez, negou que ele houvesse sido conduzido algemado, e disse que apenas o chamou para prestar depoimento, por ter sido a última pessoa a sair do armazém. Ainda segundo a Martins Comércio, outros colaboradores também foram convocados a responder sobre o sumiço dos aparelhos.

A empresa já havia sido condenada em primeiro grau, pela 1ª Vara do Trabalho de Camaçari, que condenou a empresa a pagar R$ 10 mil por dano moral. Após recurso, a 4ª Turma decidiu aumentar a indenização para R$ 20 mil.

Produção industrial baiana registra recuo de 15%, terceiro maior do país

Descontados os efeitos sazonais, a produção industrial na Bahia recuou 15% em maio, em comparação com abril. Esta foi a terceira maior queda registrada dentre os 15 estados pesquisados pelo IBGE. O resultado representa uma retração mais intensa que a nacional, que foi de 11%.

O resultado de maio e abril foi o terceiro pior para a indústria baiana, na comparação com ajuste sazonal, desde que foi iniciada a nova série da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE, em janeiro de 2002. Ficou acima apenas das retrações de novembro de 2003 (-18%) e abril de 2009 (-17%).

Frente a abril, a produção industrial caiu em 14 das 15 áreas investigadas pelo IBGE. O Pará foi o único estado em que o resultado da indústria ficou positivo (9%). Com desempenho piores que a Bahia, ficaram Mato Grosso (-24%) e Paraná (-18%). Santa Catarina também apresentou recuo de 15%.

Frente a maio de 2017, a produção industrial baiana também teve forte queda (-13%), a terceira mais intensa dentre as áreas, e pouco mais que o dobro da média nacional (-6%). Ficou melhor apenas que Goiás (-15%) e Mato Grosso (-14%). Esse foi o segundo pior mês de maio da indústria no estado, desde 2002.

O recuo na produção industrial da Bahia, na comparação com maio de 2017, foi resultado de desempenhos negativos tanto na indústria extrativa quanto na de transformação, com retração em todas as 11 atividades pesquisadas separadamente no estado.

O principal impacto negativo veio da fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, que teve o maior recuo no mês (-33%), com forte influência da produção de automóveis. A segunda influência mais importante foi a do setor de celulose, papel e produtos de papel, que registrou queda de 19%, mas tem peso importante na estrutura industrial baiana. E a fabricação de produtos alimentícios (-15%) foi a terceira influência mais forte no sentido de puxar a indústria baiana para baixo em maio, com destaques negativos para a produção de farinha de trigo, de cacau ou chocolate em pó sem açúcar ou edulcorantes, e de açúcar cristal.

Exportações baianas crescem 6,7% em junho

As exportações baianas alcançaram US$ 671,7 milhões em junho, o que representa um aumento de 6,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior, informou a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

As importações, por sua vez, permaneceram em queda e totalizaram US$ 516,2 milhões, o equivalente a um decréscimo de 9,6%, ainda segundo o órgão.

Alavancaram as exportações em junho os embarques de produtos químicos (+33%), derivados de petróleo (+148%), metalúrgicos (+116%) e automóveis (+22%). Retrocederam as vendas de soja (-35%), celulose (-1%) e cacau e derivados (-9%).

Presidente da Fieb avalia que crise política tem prejudicado a economia e critica ‘incoerência’ do Judiciário

O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Ricardo Alban, disse, nesta quarta-feira (11), que indefinição do cenário político é preocupante do ponto de vista da economia. Em entrevista ao BNews, ele avaliou que os investidores estão cautelosos. “Vivemos um período eleitoral e político de enormes interrogações, e é natural que todo o setor de decisões estratégicas e de investimentos sejam adiados. Mas é um trabalho nosso criar novos vetores de crescimento”, declarou, durante lançamento da Feira Tecnológica.

Alban também vê com preocupação a “instabilidade” no Poder Judiciário, o que pode trazer insegurança jurídica.

“Já estamos vivendo isso há uns dois ou três anos. Eu diria que para todos nós brasileiros existe nesse momento uma nova potencialidade, que é a instabilidade política. Tivemos primeiro uma crise econômica quase concomitante com a crise política. E quando vemos toda essa incoerência jurídica, o nosso Poder Judiciário, com todas as dicotomias, temos a preocupação de que isso vá gerar instabilidade institucional. Segurança jurídica é fundamental”, acrescentou.

TECON TEVE CRESCIMENTO DE 24% NOS ÚLTIMOS 10 ANOS

Em atenção ao artigo “As 7 obras inacabadas”, de autoria do presidente da Associação Comercial da Bahia, Adary Oliveira, no Bahia Econômica, o Terminal de Contêineres do Porto de Salvador (Tecon) resolveu se pronunciar sobre alguns aspectos citados.

Segundo Adary, o Porto de Salvador tem deficiências que o tornam menos atrativo do ponto de vista operacional, trazem prejuízos incalculáveis para a Bahia. Ao questionar a colocação do presidente, a Tecon garantiu, por meio de nota, que, em 18 anos de serviços portuários sob a administração do grupo Wilson Sons, foram investidos mais de 200 milhões de reais na compra de equipamentos, tecnologia e expansão do terminal. Hoje, o terminal possui uma área de 118 mil m², com dois berços de atracação e capacidade para movimentar 530 mil TEUs por ano.

Segundo a Tecon, esses investimentos resultaram um crescimento de 24% entre 2007 e 2017, subindo de 157 mil contêineres para 195 mil movimentados. Em 2017 foram movimentados 195.669 contêineres entre exportação, importação e cabotagem.

Em junho deste ano, o terminal baiano recebeu um dos mais importantes reconhecimentos para o setor. Recebeu da Capitania dos Portos da Bahia a autorização para operar navios de 366 metros de comprimento (LOA), com 52 metros de largura (boca), tornando-se o segundo Porto do Brasil a conquistar esse feito. Embarcações desse tipo têm capacidade para transportar volumes acima de 14.000 mil contêineres.

Apto a realizar este tipo de movimentação desde 2012, e com supracitada autorização, os novos parâmetros operacionais irão permitir que importadores e exportadores dos estados da Bahia, Minas Gerais, Espirito Santo, Tocantins, Pernambuco e Sergipe passem a ter novas possibilidades para receber ou enviar mercadorias ao mercado internacional, através do porto da capital baiana.

 

Fonte: Agencia Estado/TRT5/BN/BNews/Bahia Econômica/Municipios Baianos

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