12/07/2018

Vai começar o maior espetáculo musical do Extremo Sul da Bahia

 

Uma semana inteira de música, de 23 a 28 de julho. Está chegando o VI Encontro de Cordas do ICED (Instituto de Cultura, Educação e Desenvolvimento), em Teixeira de Freitas. Uma leitura artística que vai unir a sanfona nordestina, que alegra qualquer ambiente, com o erudito, que encanta plateias mundo afora.

A entrada sempre é gratuita e neste ano, as apresentações irão acontecer em dois endereços. De segunda a quarta, na sede do projeto Escolas Culturais (no Cetepes) e de quinta a sábado, no Auditório da IBM (Igreja Batista Memorial). O projeto tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

Durante o Encontro de Cordas, um critério de participação é que o músico inscrito seja membro de um programa social, a exemplo do Orquestrando Futuros, desenvolvido pelo próprio ICED e outros tantos da Bahia, Brasil e até do exterior. Da preparação até o evento, corações, instrumentos, vozes e emoções andam afinados.

São mais de trezentos músicos: crianças, adolescentes e jovens. Até o momento, se inscreveram representantes de treze localidades baianas, além dos convidados que chegam de São Paulo, de Pernambuco, da Venezuela, da Colômbia, da França… Juntos, eles formarão grupos para estudos, ensaios e apresentações. As inscrições seguem abertas até o dia 20 de julho e podem ser feitas no site do ICED.

No espetáculo, ora a sanfona nordestina interpretará o repertório erudito, ora o erudito se renderá ao molejo do forró. Uma troca “mágica” que tira o menino da rua e o coloca no palco para que aprenda a ser protagonista da própria vida. Além disso, como bem disse o maestro Orley Silva, diretor artístico do ICED, “A música encanta a plateia e educa o menino, por meio da disciplina e dos valores sociais”.

A homenageada

Ao longo das edições, a estrela sempre foi, e permanece sendo, a música. Se em 2017, a homenagem foi ao Movimento Armorial e trouxe evidência ao grande Ariano Suassuna, em 2018, os holofotes estarão na sanfona – ou para quem prefere, no acordeão, ou mesmo gaita, como chamam os sulistas. Sendo assim, o Rei do Baião é quem baila em nossa memória. Impossível falar de sanfona e não lembrar dele, o eterno Luiz Gonzaga, que estará presente no VI Encontro através do seu legado.

A música e a educação

A programação do VI Encontro de Cordas contempla o II Seminário Pedagógico da Rede de Projetos Orquestrais do Neojiba (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia), que se somarão às aulas (Master Class) de canto e instrumentos. Além disso, paralelamente, acontece o III Colóquio Nacional de Educação Musical que neste ano tem o tema: “O Ensino Coletivo de Música em Espaços Não Formais Como Recurso Didático no Processo de Formação Docente”. Os interessados devem se inscrever, também no site do ICED.

A hora dos aplausos

Um dos grandes objetivos dos Encontros de Cordas é de ser uma vitrine para os jovens talentos, que encontram ali uma oportunidade ímpar de vivenciar a experiência do palco e o contato com a plateia. Neste ano, a abertura, dia 23, segunda-feira, será no palco do projeto Escolas Culturais no Cetepes, com a Camerata do ICED. Na terça-feira, no mesmo endereço, se apresentará a Orquestra do Sisal, de Conceição do Coité, que como sugere o nome, toca em instrumentos feitos de sisal. A quarta-feira, mais uma vez no Cetepes, será temática: o Dia da Sanfona, com a Orquestra Regional.

Na IBM a programação começa na quinta-feira. Por lá, o primeiro concerto terá a Camerata do ICED e o destaque serão os solistas. Na sexta-feira o show fica por conta da Camerata do Encontro, formada por músicos que se destacarem durante o evento. O regente, será o venezuelano Eduardo Salazar. Mais uma vez sob o comando do maestro Salazar, o concerto de encerramento acontecerá no sábado, numa grandiosa apresentação que reunirá a Orquestra da Rede de Projetos Orquestrais e a Orquestra Infantil. Você está convidado, participe!

Ex-prefeita de Barro Preto é denunciada ao MPE, pelo TCM

O Tribunal de Contas dos Municípios, na sessão desta quarta-feira (11/07), julgou procedente parcialmente a denúncia formulada pelo vereador Alain Rocha, do município de Barro Preto, contra a ex-prefeita Jaqueline Reis da Motta, por irregularidade na contratação do Centro de Integração Empresa Escola – CIEE, no exercício de 2014.

O relator, conselheiro Fernando Vita, comprovou, nas apurações realizadas pelos técnicos do TCM, a veracidade da denúncia e as graves irregularidades cometidas pela então prefeita, e determinou a formulação de representação ao Ministério Público Estadual para que se apure a prática de improbidade administrativa. Ela ainda foi multada em R$10 mil.

A contratação do Centro de Integração Empresa Escola tinha por objeto a “prestação de serviços no desenvolvimento de atividades para promoção da integração ao mercado de trabalho de jovens com idade entre 14 e 24 anos, através da operacionalização de programas de estágios nas diversas secretarias municipais”, ao custo de R$130 mil.

Além de não apresentar razões para justificar o contrato celebrado por “dispensa de licitação” – o que gerou danos ao erário -, a relatoria chegou à conclusão, ao analisar o caso, que o objetivo do prefeito, na verdade, era burlar a exigência de realização de concurso público, contratando e pagando como “estagiários” servidores terceirizados para a execução de serviços de responsabilidade de funcionários públicos – o que afronta aos ditames constitucionais.

Conclui que, em 2015, a contratação de tais “estagiários” para atuar na prefeitura, consumiu recursos da ordem de R$ 558.746,10, “quantia esta que poderia ser melhor aplicada em ações administrativas voltadas para a melhoria das condições de vida da população”, afirmou o relator.

Porto Seguro: MEC suspende Programas da Faculdade de Ciências Médicas da Bahia

O Ministério da Educação (MEC) suspendeu o Financiamento Estudantil (Fies), o Programa Universidade para Todos (Prouni), o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), além de oferta de cursos de extensão da Faculdade de Ciências Médicas da Bahia, em Porto Seguro.

De acordo com o Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (11), a faculdade tem a possibilidade de apresentação de defesa no prazo de até 15 dias, e tem a possibilidade de apresentação de recurso ao Conselho Nacional de Educação (CNE) quanto à medida cautelar, no prazo de 30 dias.

No ano passado, o MEC suspendeu as atividades da unidade de ensino. De acordo com o secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior, Henrique Sartori de Almeida Prado, à época, a medida foi tomada por causa de supostas irregularidades. A decisão foi um desdobramento da CPI das Faculdades Irregulares, da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe), instalada após denúncia de grupo de estudantes de Pernambuco.

Indígenas ocupam sede da Funai em protesto contra escolha de novo coordenador do órgão no sul da Bahia

Um grupo com cerca de 50 índios da etnia Pataxó ocupa o prédio da Coordenação Regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), na cidade de Porto Seguro, sul da Bahia, deste a tarde de terça-feira (10). Até o início da tarde desta quarta (11), os indígenas ainda estavam no local e pediam a saída do atual coordenador da Funai, Frederico Campos.

Conforme as lideranças do grupo, Campos é uma indicação política e foi remanejado de outra região para o cargo. Os índios alegam que o coordenador da Funai tem que ser uma pessoa indicada por eles, para que tenha conhecimento do local e mantenha diálogo com os indígenas.

Por meio de nota, a Funai confirmou o motivo dos protestos, mas negou que haja ligação política na escolha do novo coordenador. Segundo a Funai, o trabalho do coordenador Frederico Campos é valorizado e o órgão considera que ele é apto para atender necessidades da Funai em qualquer unidade.

Os indígenas informaram que não pretendem desocupar o prédio até que sejam atendidos pelo presidente da Funai. Ainda na manhã desta quarta, por volta das 10h, eles fizeram uma caminhada em protesto na Aldeia Nova Coroa, que fica em Santa Cruz Cabrália.

Maior desafio da Marinha é reduzir o número de acidentes no mar

Ao completar 40 anos, a Marinha do Brasil em Porto Seguro inaugura uma nova fase com a ampliação de seu espaço físico, instalação de novas salas da segurança do tráfego aquaviário e do ensino profissional marítimo, além de uma ouvidoria. Nos últimos anos, a equipe assumiu um novo desafio: a redução de acidentes envolvendo pescadores e profissionais do mar não habilitados pela Marinha na condução de suas embarcações. Para isso, foram formados 202 novos aquaviários. A meta para 2018 é de abrir mais 150 vagas.

Segundo o Capitão de Corveta, André Teixeira de Sousa, delegado que responde atualmente pela delegacia regional, todas as embarcações são sujeitas à fiscalização por parte da Marinha. As fiscalizações são feitas quase que diariamente. Segundo o capitão, as ocorrências mais comuns na região são: embarcações sem seguro obrigatório ou com o mesmo vencido; condutor não portando a Caderneta de Inscrição e Registro, ou com a mesma vencida; Título de Inscrição da Embarcação (TIE) desatualizado; embarcações sem o devido rol a bordo; material de salvatagem incompleto; e apresentação de cópias de documentações no lugar dos originais.

Outros projetos levaram a públicos mais específicos o conhecimento sobre segurança no mar e o trabalho da instituição, como o “Conhecendo a Marinha”, com alunos da rede pública e particular, com informações sobre procedimentos de segurança em embarcações e equipamentos de salvatagem; e o Projeto “Marinha na Minha Comunidade” com atendimento médico, distribuição de kits e palestras direcionadas para a saúde daqueles que fazem uso do mar, como prevenção do câncer de pele e de próstata, DSTs e cuidados na hidratação.

Legal no Mar

A Campanha Legal no Mar visa dar orientações necessárias para evitar acidentes com embarcações. Além das fiscalizações, a delegacia acredita ter contribuído para a redução do número de acidentes. Em 2016 foram abertos 12 inquéritos e em 2017, esse número caiu para cinco. Dentre as ações da campanha, está a realização de palestras em marinas e colônias de pescadores, apresentando as medidas de segurança necessárias a todo comandante de embarcação.

Em 2016, por determinação do Comandante de Operações Navais, a delegacia de Porto Seguro incorporou à sua jurisdição os municípios mineiros de Salto da Divisa, Jacinto, Jequitinhonha e Itaobim, intensificando suas tarefas de fiscalização e outras atividades no Vale do Jequitinhonha. Foi criado também o projeto da Delegacia Itinerante, para diminuir a distância no deslocamento dessas populações para Porto Seguro. Em 2017, foram registrados 1312 atendimentos em Porto Seguro e 506 atendimentos no Extremo Sul da Bahia e Vale do Jequitinhonha, atendendo a comunidade marítima nas distantes regiões, principalmente dos pescadores artesanais.

História de sucesso

Antes da criação da Delegacia da Capitania dos Portos em Porto Seguro, a agência tinha sede em Belmonte, marcando presença na Costa do Descobrimento desde 1919. Quase seis décadas depois, foram extintas as atividades naquele município, sendo criado um novo centro de atuação, desta vez, em Porto Seguro. Em 2009, a Agência da Capitania dos Portos em Porto Seguro recebeu sua sede definitiva na rua São Pedro, conferindo maiores condições de obter mais autonomia e melhores resultados às ações na região. Em 2012, a Administração Naval reconheceu que a Agência da Capitania dos Portos estava apta a se tornar uma Delegacia de 2ª Classe, consolidando os esforços das tripulações anteriores, ampliando o leque de serviços, o quadro de pessoal e recursos materiais.

Atualmente, a Marinha tem oferecido diversas oportunidades ingresso, que podem ser de duas formas: com foco na carreira militar, que permanece durante 30 anos na instituição, até alcançar sua transferência para a Reserva Remunerada. A outra é na condição de serviço militar voluntário em áreas específicas, quando o militar permanece somente por oito anos. No serviço militar obrigatório não é necessário concurso público, vindo a alcançar os jovens que prestam o serviço militar inicial e os médicos, dentistas e farmacêuticos.

No serviço militar obrigatório, o praça ou oficial deve prestar um período de um ano de serviço militar, podendo, dentro das condições estabelecidas pela Marinha permanecer durante um período de oito anos, dependendo do militar estar na condição de voluntário a cada renovação anual e sendo de interesse da Marinha. Em Porto Seguro, quatro oficiais e 20 praças compõem a equipe da instituição.

Fonte: O Sollo/ TCM Bahia/BN/G1/Jornal do Sol/Municipios Baianos

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