18/07/2018

Valor de Neymar cai 11.1% após Copa, diz consultoria

 

Após uma Copa do Mundo em que não conseguiu jogar o que esperava dele e, de quebra, ainda virou piada internacional por suas quedas em campo, o atacante o Neymar perdeu cerca de 11,1% de seu valor de mercado. A estimativa é da Pluri Consultoria, especializada no ramo esportivo.

As cifra teria passado de € 197,3 milhões, antes do torneio, para € 175,4 milhões. A diferença de € 21,9 milhões é equivalente a R$ 98,96 milhões, na cotação da sexta-feira (13) – o Terra preferiu usar a conversão de antes do fim de semana porque a desta segunda-feira (16) ainda não está fechada.

A Pluri explica o patamar do valor do brasileiro antes da competição: “Neymar entrou na Copa do Mundo cercado de expectativa Global pela condição de protagonista da maior transferência da história do futebol muldial (€ 222 milhões), e frequentemente apontado como sucessor natural de Cristiano Ronaldo e Messi”. Também destaca que o atacante deveria ser o líder de uma seleção favorita a título.

O jogador, porém, “não se comprometeu com a bola nos pés, não foi decisivo como se esperava dado seu talento. E, sem a bola, amplificou em escala planetária os piores aspectos que há tempos se apontavam sobre sua carreira”, afirma a consultoria.

Apesar das adversidades, ele continua sendo detentor do maior valor de mercado do mundo do futebol, de acordo com a estimativa da empresa. Estaria seguido pelo argentino Lionel Messi (€ 161,8 milhões) e pelo prodígio francês Kylian Mbappé (€ 170,7 milhões).

O menino do PSG ultrapassou Messi após ser campeão e destaque do mundial. Teria se valorizado 44%. De acordo com a empresa, seria, hoje, o jogador de 19 anos mais valioso da história. Ele teria chance, segundo o relatório, de ser o primeiro "a valer mais de € 300 milhões", dependendo de sua evolução como atleta e de seu "posicionamento comercial".

Para o futuro de Neymar, a consultoria faz projeções em três cenários – “base”, “otimista” e “pessimista”. De acordo com os cenários pessimista e base, o auge do valor de mercado do brasileiro foi no ano passado, aos 25 anos. No cenário otimista, Neymar consegue reagir e continua se valorizando até os 29. A idade é um dos critérios da estimativa.

Os estudos fornecem números para uma crise de imagem com a qual o estafe de Neymar já se preocupa. O empresário e pai do jogador planeja os passos para desfazer o estrago causado pela participação na Copa do Mundo. Já conversou, por exemplo, com o intermediário da transferência do astro do Santos para o Barcelona.

Enquanto isso, o atacante adota a reclusão como forma de se preservar. Desde a eliminação para a Bélgica tem evitado aparições públicas. A próxima deverá ser em um leilão beneficente, uma tentativa de pelo menos atenuar a pecha de narcisista.

Neymar corre risco de perder patrocínios devido às recentes polêmicas, segundo uma especialista no assunto. "Uma marca quando associa sua imagem à de uma pessoa, um dos atributos que ela mais presa é a credibilidade.", afirmou Patrícia Dalpra. "Quando vemos as inumeras encenações durante os jogos, a sua verdade é questionada"

Campanha coletiva

A Seleção Brasileira como um todo, ainda segundo estimativa da Pluri Consultoria, divulgada em outro relatório, também saiu desvalorizada do torneio. Ao fim da Copa, a cifra recuou 3,6%. Saiu de € 952 milhões para € 918 milhões. Teve, neste campo, apenas o 25º desempenho entre os 32 times do torneio.

Na rabeira desse ranking está a Argentina. Com 9,1% de recuo no valor do time, foi a mais desvalorizada. Passou de € 738 milhões para € 671 milhões. A campeã França foi o quinto time mais valorizado. Passou de € 1,012 bilhão para € 1,069 bilhão, uma variação positiva de 5,6% – sempre na avaliação da Pluri.

O time com maior valorização na Copa do Mundo, de acordo com as estimativas, foi a Rússia, dona da casa. Após entrar no torneio sob forte dúvida se conseguiria ao menos passar da fase de grupos, a seleção conseguiu chegar às quartas de final e, só nos pênaltis, foi eliminada pela finalista Croácia. A soma dos valores dos jogadores do elenco russo teria saltado, durante a Copa, de € 146 milhões para € 174 milhões. Um avanço de 18,9%.

CBF quer poupar Neymar de amistosos da Seleção

Em conversas preliminares, a cúpula da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem manifestado a intenção de ver Neymar fora dos amistosos que a Seleção vai fazer ainda em 2018 – vão ser seis jogos ao todo até o fim do ano. O tema vai ser abordado tão logo se defina quem vai ser o treinador da equipe. Tudo indica que Tite continuará no cargo.

Para a diretoria da CBF, a Seleção pode ajudar muito na recuperação da imagem do jogador, arranhada em razão de sua polêmica participação na Copa do Mundo da Rússia.

A princípio, avaliam os dirigentes, seria conveniente não expor Neymar nos primeiros amistosos do Brasil pós-Mundial. Em setembro, a Seleção já enfrenta os Estados Unidos, na casa do adversário. Querem que ele descanse e possa digerir melhor as inúmeras brincadeiras que viralizaram nas redes sociais, nas quais seu nome é associado a quedas exageradas, em situações de simulação de faltas.

Isso também vai depender da própria disposição de Neymar. Se ele tiver vontade de vestir de novo a camisa da Seleção ainda em 2018, e deixar isso claro, pode fazer parte dos convocados para os amistosos.

Depois do jogo com os EUA, a Seleção ainda vai ter mais cinco datas para amistosos em 2018. Terá que preenchê-las, por questões contratuais.

Sob investigação, Copa no Catar será definida por política

A história da Copa do Catar foi sempre repleta de polêmicas. O país foi o pior classificado na avaliação da Fifa, realizada em 2010. Mas, quando os votos foram revelados, o menor país a jamais receber uma Copa superou gigantes como Austrália, Japão e EUA.

Investigações se proliferaram na Fifa, na Justiça da Suíça, Espanha, França e EUA, com revelações de como cartolas como Ricardo Teixeira e Julio Gordona receberam supostamente recursos em troca de votos. Apurações também indicam que mesmo a seleção brasileira possa ter sido usada em amistosos, para justificar pagamentos ilegais aos dirigentes.

Ao Estado, o ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, deixa claro que todo o caos gerado com as prisões dos delegados da entidade apenas ocorreu por conta da escolha do Catar, em detrimento dos americanos.

"Isso ocorreu por conta da intervenção da política francesa, do presidente da França (Sarkozy), que se encontrou no Palácio do Eliseu com o príncipe herdeiro do Catar e que hoje é o emir", contou. "Depois daquilo, Michel Platini veio até mim e me disse: "Desculpe-me Sepp, não posso garantir mais meus votos para os EUA". Se isso tivesse ocorrido, não estaríamos nessa situação caótica como está ocorrendo nos EUA, com o julgamento", apontou.

A escolha não gerou apenas um caos legal. A Fifa passou a ser acusada de ser conivente de um sistema trabalhista que viola direitos humanos e, diante do calor do verão no Golfo, a Copa teve de ser modificada para novembro, afetando todo o calendário internacional.

Fora dos estádios, os negócios se proliferam e os contratos estão sendo fechados numa velocidade cada vez maior. Documentos internos da entidade obtidos com exclusividade pela reportagem revelam que a Fifa espera atingir uma receita recorde de US$ 6,6 bilhões com a Copa de 2022. O valor é US$ 1 bilhão a mais que se garantiu na Copa de 2014, no Brasil, o que faz outras considerações sociais perderem a força nos debates internos da organização.

Crise financeira faz 3 clubes italianos decretarem falência

Envolvidos em uma grave crise financeira, três clubes do futebol italiano tiveram suas falências decretadas pela Justiça do país e terão que fechar suas portas. Assim como o Parma em 2015 e a Fiorentina em 2002, agora Reggiana, Bari e Cesena vão ter que recomeçar suas respectivas histórias na divisão amadora Série D com outro nome e escudo.

O Associazione Calcio Reggiana, que disputou a Série C (Lega Pro) na temporada passada, chegou até a apresentar toda a documentação para se inscrever no campeonato, no entanto, a participação do clube foi bloqueada pela organização da liga por causa das altas dívidas bancárias que a entidade acumulou.

Fundado em 1919 e presidiado pelo ex-jogador de beisebol Mike Piazza, o clube chegou a disputar sete edições da Série A. O ex-time de grandes ex-atletas como Claudio Taffarel e Fabrizio Ravanelli irá enfrentar a sua segunda falência na história.

Depois de disputar a Série B na temporada passada e ter brigado para não cair, o Associazione Calcio Cesena, por sua vez, teve seu pedido de falência decretado pela Procuradoria de Forlì. O clube "bianconero" precisava de seis milhões de euros para conseguir se inscrever na competição, mas não conseguiu arrecadar a quantia. Um banco britânico até tentou salvar a equipe, porém desistiu no meio das negociações.

Ao contrário do Reggiana, essa é a primeira vez em que o Cesena entra em falência. O clube disputou 13 edições da elite do futebol italiano, sendo a última na temporada 2014/15. Por fim, o Bari colocou um ponto final em sua história após 110 anos. Como o Cesena, o clube biancorosso não cumpriu os requisitos financeiros para se inscrever para a próxima temporada da Série B. Três vezes semifinalista da Copa da Itália, o Bari possui 32 participações na Série A, sendo seu melhor resultado um sétimo lugar. De acordo com a imprensa italiana, o Avellino e o Pro Vercelli, que é detentor de sete Campeonatos Italianos, estão na mira da Justiça e também correm sérios riscos de falirem.

Em decorrência de uma grave crise financeira, mais de 20 clubes italianos faliram nos últimos cinco anos. Entre eles estão Siena, Modena, Como e Messina.

Após anos de guerra, Menina de Ouro põe o Camboja no mapa do mundo esportivo

Arrasado após uma guerra civil nas décadas de 1960 e 1970, que deixou mais de 600 mil mortos, o Camboja viveu anos duros de luta para reconstruir o país. E assim como todas as áreas, o esporte local tentava se reestruturar no início da década 1990. E foi na metade da década que nasceu o grande nome esportivo do país: Sorn Soavmey, a primeira atleta do Camboja a se classificar para os Jogos Olímpicos.

Por causa dos conflitos internos, o Camboja ficou de fora dos eventos esportivos. Em 1994, voltou aos Jogos Asiáticos e, dois anos depois, aos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996 após cinco edições sem participar. E foi em 1995 que nasceu a Menina de Ouro do país: Sorn Soavmey. Mas, ao contrário de muitos esportistas de sucesso, a paixão pelo esporte não começou desde pequena. Quando seu pai morreu, ainda na sua infância, sua mãe foi trabalhar em uma fábrica e seus cinco irmãos começaram a competir em artes marciais para conseguir renda extra para a família. Enquanto isso, Sorn ficava sozinha em casa.

Apaixonada por moda e maquiagens, Mey achava o taekwondo difícil e sujo, totalmente diferente das coisas das quais gostava. Mas uma vez cedeu as insistências da irmã para ir treinar com ela. No início, sentia-se exausta e inventava desculpas para faltar aos treinos. Mas sua mãe a pressionou e disse que se não aprendesse nada, teria que trabalhar em fábrica. Mey arriscou e foi trabalhar com a mãe. Logo no primeiro dia, não aguentou e desmaiou no trabalho.

Com 1,83m atualmente, Sorn sempre foi alta e, por isso, não usava salto. Mas a altura virou vantagem nos treinos de taekwondo. E conforme foi treinando, foi começando a gostar do esporte. Depois de um ano, seu treinador a indicou para participar dos Jogos do Sudeste Asiático. Os resultados foram bons, e Sorn foi para os Jogos Asiáticos de Incheon, na Coreia do Sul, que conta com a participação de 45 países do continente. E Mey conquistou o primeiro ouro de Camboja na competição aos 19 anos.

Em 2016, Sorn Soavmey tornou-se a primeira atleta de Camboja a se classificar para os Jogos Olímpicos por conta própria, sem precisar de convite. No Rio, Mey foi a porta-bandeira do país e perdeu nas oitavas de final. Graças ao sucesso da lutadora, o taekwondo começou a se espalhar com vários centros de treinamento pelo Camboja. Até Mey fundou a sua escola.

E para apoiar o crescimento esportivo do país, o governo local ofereceu bolsas para os principais atletas do Camboja para que consigam se sustentar e se manter na elite, chegando nas principais competições. Mey também faz sua parte. A lutadora criou um canal online onde se relaciona com o fãs e incentiva o esporte. Em 2017, Sorn voltou a conquistar os Jogos Asiáticos.

Fonte: Terra/Agencia Estado/GE/Municipios Baianos

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