18/07/2018

Seis recordes brasileiros provam que o País é hexacampeão

 

A partida entre França e Croácia no domingo, 15 de julho, marca o fim da Copa do Mundo FIFA 2018 que reuniu seleções de 32 países e foi marcada pela eliminação precoce de times tradicionais como Alemanha, Uruguai e Argentina. O Brasil se despediu do Mundial ainda nas Quartas de Final, adiando o sonho do hexacampeonato. Mas, se no futebol o sexto título terá que esperar mais quatro anos, longe dos gramados o País acumula outras vitórias igualmente importantes e chama a atenção do mundo por características naturais únicas e grande biodiversidade.

  • Conheça alguns recordes que já deram o hexa ao Brasil:
  1. Maior floresta tropical úmida

A Amazônia é a maior floresta tropical úmida do Planeta, com 3,6 milhões de km² de área apenas no Brasil, o equivalente ao tamanho de 11 países europeus juntos: Inglaterra, Bélgica, Croácia, França, Polônia, Espanha, Alemanha, Itália, Suécia, Finlândia e Noruega. Em sua dimensão total, a floresta chega a 6,5 milhões de km², ocupando nove países, mas com a maior parte - cerca de 40% - em solo brasileiro. No Brasil, ela está presente nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e pequena parte dos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.

A floresta amazônica corresponde a 1/3 das reservas de florestas tropicais úmidas, armazenando 20% da quantidade de água doce que existe no mundo e um estoque de minérios incalculado até o momento. Além disso, são mais de 2.500 espécies de árvores, 30 mil espécies de plantas registradas; três mil espécies de peixes; 950 tipos de aves; além de inúmeros insetos, répteis, anfíbios e mamíferos.

  1. Maior bacia hidrográfica e maior rio

A bacia amazônica é a maior bacia hidrográfica do mundo: cobre cerca de 6 milhões de km² e tem 1.100 afluentes. Seu principal rio, o Amazonas, corta a região para desaguar no Oceano Atlântico, lançando ao mar cerca de 175 milhões de litros d’água a cada segundo.

Seu principal rio, o Amazonas, também é o maior do mundo, tanto em comprimento, com 6.937 quilômetros, quanto em volume, sendo responsável por 1/5 do volume total de água doce que deságua em oceanos em todo o mundo, com 175 milhões de litros d’água por segundo.

  1. Savana mais rica do mundo

Ao falar de Savana, muita gente lembra imediatamente do território africano, com a presença de grandes animais e formação vegetal característica. Mas o Brasil sai na frente quando o assunto é biodiversidade. O Cerrado, bioma que ocupa cerca de 22% do território nacional, é considerado a Savana mais rica do mundo.

De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, no Cerrado são encontradas 11.627 espécies de plantas nativas já catalogadas. A região também é habitat de inúmeros animais. “Somente no Distrito Federal, há mais espécies de anfíbios que em toda a Europa. Se pensarmos em diversidade de herbáceas, o Cerrado ganha de goleada de qualquer outra Savana do planeta”, explica o biólogo, professor da Universidade de Brasília e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, Reuber Brandão.

“Muitas vezes admiramos a Savana africana com os elefantes, zebras e outros grandes animais e não percebemos que no Cerrado brasileiro a riqueza está nos detalhes que se revelam para quem tem paciência de observar”, complementa. O especialista ressalta que essa grande diversidade biológica corre perigo, uma vez que o Cerrado sofre com a degradação. “Temos que parar de olhar tanto para os gramados dos campos de futebol e prestar mais atenção nos campos de gramíneas que temos nas veredas do Cerrado. Se acabarmos com o bioma, vamos perder grande parte daquilo que nos torna brasileiro”, finaliza.

  1. Maior planície alagável

Considerada a maior extensão de inundação contínua do planeta, o Pantanal abriga, segundo o Ministério do Meio Ambiente, 263 espécies de peixes, 41 espécies de anfíbios, 113 espécies de répteis, 463 espécies de aves e 132 espécies de mamíferos. Segundo o biólogo, professor da Universidade de Brasília e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, Reuber Brandão, a fauna é adaptada ao ritmo de cheias e vazantes característicos do bioma que também concentra uma das maiores densidades de predadores da América do Sul, com a presença de onças pintadas, jacarés e onças pardas.

De acordo com o especialista, o bioma é fortemente impactado com a ocupação humana. “As tentativas de avançar dentro do território geram interferências no sistema de cheias e vazantes. Os métodos de drenagem que facilitam a ocupação humana modificam todo o sistema de inundações, impactando a fauna e a flora que dependem do ciclo natural”, analisa.

Para Brandão, é possível reverter o impacto, sendo necessário aumentar as áreas de proteção. “Contrastando com a grande diversidade do Pantanal, temos uma cobertura de Unidades de Conservação (UCs) muito aquém do que o bioma necessita. Na região, temos apenas o Parque Nacional do Pantanal, que precisa ser ampliado urgentemente, incorporando áreas como a Serra do Amolar”, finaliza.

  1. Maior Praia

Localizada no município de Rio Grande (RS), a Praia do Cassino tem, segundo a Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul (Sedactel), 254 km de extensão. A orla inicia nos Molhes da Barra do Cassino e termina nos Molhes do Chuí, na fronteira com o Uruguai. De acordo com a Sedactel, durante o período de alta temporada, o balneário chega a receber mais de 150 mil turistas do Brasil e demais países da América do Sul. Entre as principais atividades realizadas pelos visitantes estão a caminhada pela orla, a observação de animais marinhos e aves migratórias e a prática de esportes náuticos como surf. A praia também abriga ruínas do navio Altair, encalhado no local desde 1976 e que se transformou em atração turística.

  1. Campeão no quesito “país megadiverso”

Dos 193 países que existem no mundo, 17 concentram entre 60% e 80% da vida na terra, e o Brasil se encontra no topo da lista. A classificação de “País megadiverso” é baseada no trabalho do biólogo Russel Mittermeier, descrito no livro “Megadiversity: Earth’s Biologically Wealthiest Nations” ("Megadiversidade: As nações mais ricas biologicamente da Terra"), publicado pela Conservation International em 1997. Diversos países da América estão presentes na lista por possuírem muitas áreas naturais ainda intactas, como é o caso do Brasil, Colômbia, México, Venezuela, Equador, Peru e Estados Unidos. Os demais países da lista são África do Sul, Madagascar, República Democrática do Congo, Indonésia, China, Papua Nova Guiné, Índia, Malásia, Filipinas e Austrália.

Com 8,5 milhões de km², o território brasileiro ocupa quase metade da área total da América do Sul e engloba diversos tipos de climas, do úmido ao semi-árido, resultando em diversos tipos de biomas dentro de um só país: a Mata Atlântica, o Pantanal, o Cerrado, a Caatinga, os Pampas e a Amazônia. Sem contar a zona costeira brasileira que, ao longo de seus 3,5 milhões de km², inclui ecossistemas como recifes de corais, lagoas, estuários, pântanos, manguezais e dunas. “O Brasil abriga mais de 20% de toda a variedade de espécies presentes na Terra e esse é um tesouro de valor inestimável. A diversidade biológica não deve ser vista apenas pela utilidade direta que esses organismos vivos podem trazer ao ser humano - por isso, é fundamental envolver a sociedade e trabalhar o conceito de serviços ecossistêmicos, ressaltando todos os benefícios que o funcionamento dos ecossistemas produzem, como água limpa, ar puro, polinização, solos férteis, controle de erosão, proteção contra eventos climáticos extremos (como furacões, ciclones, tufões, secas extremas, inundações) e desastres naturais (como tsunamis)”, ressalta o gerente de Economia da Biodiversidade na Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, André Ferretti.

Soja orgânica é economicamente viável, mas enfrenta desconfiança do consumidor

Doze porcento da população brasileira se declara vegetariana, segundo pesquisa realizada em abril deste ano pelo Ibope em 142 cidades brasileiras. O número representa um aumento de 75% em relação a 2012. A pesquisa também mostrou o interesse crescente da população por produtos veganos, que excluem qualquer elemento de origem animal.

A soja é uma alternativa comum para quem segue este tipo de dieta, seja através da carne de soja, na farinha, leite, iogurte ou tofu. Mas quem opta por este alimento se depara com outro dilema: a soja é a cultura que mais utiliza agrotóxicos no Brasil, respondendo por 47% de todo o pesticida vendido no país, segundo dados do Atlas dos Agrotóxicos, além de seu cultivo em grandes áreas de monocultura ser comumente associado ao desmatamento.

Uma realidade que incomoda a jornalista Fernanda da Costa, moradora de Porto Alegre, vegetariana há dez anos e vegana há quatro: "Uma hora eu percebi que estava consumindo muita soja, e como a maioria da soja do Brasil não é orgânica, além de consumir muito soja eu estava consumindo muito agrotóxico". Foi então que Fernanda começou a buscar a soja orgânica:  "O meu sonho seria consumir só soja orgânica, mas não é a realidade hoje, eu ainda consumo vários processados de soja que não é orgânica".

Uma das poucas opções que ela encontrou em Porto Alegre foi a Sattva Produtos Naturais, que produz hambúrgueres, kibes e salsichas, tudo à base de ingredientes orgânicos. Encontro um dos donos do negócio em uma manhã de sábado ensolarado, na feira ecológica do Bom Fim, a mais tradicional de Porto Alegre. Este é uma das seis feiras em que Shiva Braga expõe seus produtos.

Shiva explica que vem de família vegetariana, que sempre buscou na soja uma fonte de proteína. O hábito deu origem ao negócio, e ao longo de quinze anos a empresa construiu uma parceria com três produtores rurais que garantem a estabilidade no fornecimento do grão. A maior dificuldade, segundo o comerciante, está na desconfiança do consumidor, que vêm crescendo nos últimos anos: "De modo geral, o consumidor já não acredita na possibilidade da soja orgânica. Porque enfim, a gente sabe qual o cenário da produção de soja no Brasil, e é um cerco que se fecha, a gente deve ter no máximo 5% da produção orgânica no Brasil, nem isso. A aceitação cada vez se limita mais". A resistência dos clientes é tanta que obrigou a família a mudar receitas e oferecer novos produtos, que não incluíssem a soja.

A desconfiança transparece no relato de Nicole Vargas da Rocha, uma das clientes atendidas na banca de Shiva. Vegetariana há quinze anos e em transição para o veganismo, Nicole costuma comprar produtos à base de soja orgânica na feira da cidade onde mora, em Caxias do Sul: "Lá tá escrito orgânica né, se é ou não ou não sei dizer".

Um setor sem números

O primeiro desafio para quem quer entender o mercado de produtos orgânicos no Brasil é a falta de dados. O Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos é extremamente falho, o que não permite que possamos sequer estimar o tamanho da produção total, que dirá de um produto específico. A única conclusão possível é que o número de produtores cadastrados vem crescendo a uma média de 20% ao ano. Em 2010, havia 5.934 produtores inscritos no Cadastro, número que saltou para 17.451 em 2017. Uma análise preliminar mostra que pelo menos 252 deles afirmam ter a soja como um de seus cultivos.

Mas segundo a coordenadora de Agroecologia e Produção Orgânica no Ministério da Agricultura, Virgínia Mendes Cipriano Lira, o carro-chefe da produção de orgânicos no Brasil continua sendo as hortaliças. Em relação à soja, a única informação é que a maior parte da produção se dá nos três estados do Sul: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A Gebana é uma das empresas que atuam neste mercado, comprando e revendendo os produtos, além de prestar assessoria técnica e dar suporte aos agricultores. Atualmente, a empresa conta com uma rede de 120 produtores de orgânicos espalhados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Paraguai. A Gebana comercializa anualmente 10 mil toneladas de soja orgânica, além de outras 10 mil toneladas de outros grãos, como milho, trigo, aveia branca e canola.

Ao contrário dos demais produtos, a maioria da soja (70%) vai para o exterior, mais especificamente para a União Europeia, um mercado com maior poder aquisitivo e mais avançado em termos de consciência ambiental. Mas para Marcio Alberto Challiol, agrônomo e gerente agrícola da Gebana, aos poucos esta onda está  chegando no Brasil: "A gente agora começou a entrar em uma lógica de diversificação dos produtos orgânicos. Antes era muito focado em hortifruti, hoje você encontra facilmente geleias, ovos, mesmos grãos. Tem cada vez mais opções no mercado".

A percepção de que os orgânicos fazem parte de um caminho sem volta é compartilhada por Virgínia Lira: "A gente observa o crescimento dos produtores cadastrados ano a ano, independente da crise econômica e de outras adversidades como o convívio com agrotóxicos e os transgênicos. Então é uma resposta a uma demanda dos consumidores brasileiros, que buscam cada vez mais produtos com respeito ambiental e social, que são valores que o produto orgânico tem agregados. É um mercado muito promissor e eu acho que é um processo irreversível". Em relação à falta de informações sobre o setor, Virgínia afirma que um novo cadastro está sendo construído. A previsão é que até o final do ano o Ministério possa fornecer relatórios mais detalhados sobre a produção de orgânicos no Brasil.

"Diziam que a gente era burro, atrasado"

A soja orgânica que Shiva transforma nos hambúrgueres e salsichas vendidos na feira, e que Fernanda e Nicole compram para complementar sua dieta vegana, tem origem na propriedade da família Primel, a 250 km de Porto Alegre. Junto com os dois irmãos, Alceu Primel toca a fazenda de 50 hectares localizada em Santo Antônio do Palma, no norte gaúcho. Cerca de 30 hectares são utilizados para o plantio de soja, mas sempre em rotação com outras culturas. Alceu se orgulha de dizer que na terra deles se planta de tudo: soja, milho, feijão, trigo, centeio e aveia, além de frutas e verduras que eles vendem na feira ecológica da vizinha Passo Fundo. O  próximo passo é começar a processar os grãos ali mesmo na propriedade e comercializar a própria farinha orgânica.

A produção não-orgânica nunca foi opção para os Primel, já que os pais dos guris sempre proibiram os filhos de trabalharem com produtos químicos. Na época, eram motivo de piada na região: "Nos primeiros anos diziam que a gente era burro, era atrasado, no colégio nos chamavam de 'os ecológicos', não sei mais o que... Teve um período muito difícil em que desmereciam o que a gente fazia, e hoje a gente anda de cabeça levantada por causa do orgulho do que a gente faz".

Numa época em que ser "orgânico" era coisa de outro mundo, eles mesmos faziam os próprios produtos biológicos para controle de pragas. A opção sequer existia no mercado. Os Primel aliaram os conhecimentos herdados dos pais com a vontade de estar sempre aprendendo. Fizeram cursos, estudaram e foram aplicando as técnicas na propriedade: "Tem que ter conhecimento. A terra, que tipo de terra tu tem? Tem que conhecer o solo. Não é toda terra que tu pode produzir horta, raiz, cereal. Tu mesmo vê como tá a planta, se tá doente ou não. Vê o solo, se tem que corrigir. Se vêm inço, tem que ver por que o inço tá vindo. Por que essa praga tá vindo, essa doença? Com tantos anos tu vai adquirindo o conhecimento de toda a tua cadeia de produção. A natureza nos ensina, e nunca termina o que ela pode ensinar pra gente".

Como se não bastassem os desafios impostos pela natureza, os Primel precisam se preocupar com os impactos das lavouras vizinhas, na sua maioria monoculturas transgênicas e tratadas com agrotóxicos. Alceu conta que muitas vezes tem que deixar de usar uma área por causa do risco de contaminação, ou então construir uma barreira verde para evitar a deriva (quando o pesticida é levado para fora da lavoura, normalmente pela ação do vento). Outras vezes os produtos químicos acabam matando as espécies amigas da lavoura orgânica, como lagartas e vespinhas que ajudam no controle das pragas inimigas.

Esse cuidado constante é um dos principais entraves à expansão do plantio de orgânicos, no entender de Marcio Alberto Challiol: "Dá mais trabalho porque tanto o agricultor quanto o técnico têm que ser presentes na lavoura, por não trabalhar com o calendário químico do convencional. Então existe uma atenção e um olhar mais holístico para propriedade, que dá mais trabalho e é um pouco mais complexo porque envolve muitos fatores biológicos e não só químicos". Além da presença constante na propriedade, o cultivo orgânico exige cuidados especiais, como rotação de culturas, capina com máquinas antes e depois do plantio, e em alguns casos inclusive a capina manual.

"O produtor realmente tem que gostar e ter uma dedicação e uma determinação por fazer, porque senão ele desiste do processo. Essa é a diferença dos agricultores que têm ficado no sistema, ele vê que embora seja mais difícil de fazer, as vantagens de trabalhar com uma agricultura limpa compensam".  A compensação também é sentida no bolso. A Gebana paga entre 30% e 50% a mais pela soja orgânica em relação ao preço do produto com agrotóxicos. É o chamado "prêmio", que pode aumentar ainda mais se o produtor tive a certificação de Comércio Justo.

O Fair Trade, ou Comércio Justo, se apresenta como uma alternativa viável e concreta frente ao sistema de comércio tradicional. Tem como um dos pilares a relação direta entre produtor e comprador, melhorando as condições de troca e reduzindo a dependência de atravessadores e do mercado global de commodities. Entre os princípios que regem o Comércio Justo, estão a transparência dos processos, o pagamento de preço justo pelos produtos e o respeito ao meio-ambiente. Para usar o selo Fair Trade, é preciso obter uma licença junto à Fairtrade Labelling Organizations International ou às licenciadores nacionais autorizadas.

A diferença de preço torna o produto economicamente viável. Em termos de custo, a lavoura orgânica costuma exigir um investimento maior em adubos, mas o gasto com produtos fitossanitários tende a ser igual ou menor que o do cultivo tradicional: "Porque a gente faz aplicações somente após o monitoramento das lavouras. A gente acompanha as áreas, normalmente a cada semana ou no máximo a cada quinze dias. Então qualquer aplicação, seja um agente biológico, uma vespinha, um fungo, é feita em cima de um critério agronômico muito claro, ao contrário do tradicional que é feito em cima de um calendário. Ele tem uma segurança de aplicar somente quando precisa". Márcio lembra que os custos de produção dependem muito do quanto o agricultor está disposto a investir: "Temos produtores médios, de perfil bem profissional, muitos deles agrônomos, que buscam tecnologia. Querem produzir mais e logicamente têm um custo maior. Mas isso vale muito a pena no orgânico porque cada saca a mais que você produz tem um prêmio final que compensa muito bem esse custo adicional".

 

Fonte: Rede de Especialistas de Conservação da Natureza/O Eco/Municipios Baianos

Comentários:

Comentar | Comentários (0)

Nenhum comentário para esta notícia, seja o primeiro a postar!!