14/07/2012

Técnicos na corda bamba se enfrentam nesse domingo na Bahia

 

Ele acabou de completar cinco meses no Bahia e nunca esteve num momento tão complicado. A 17ª posição na tabela da Série A e o jejum de três jogos sem vitória no campeonato fizeram o técnico Falcão ter o trabalho questionado pela primeira vez no clube.

Desde a sua chegada, no dia 10 de fevereiro, foram 33 jogos, com 16 vitórias, nove empates e oito derrotas: aproveitamento de 57% e um título baiano, acabando uma seca de dez anos do Bahia.

O clima, no entanto, está um pouco estranho no Fazendão. Na quinta-feira, integrantes da maior torcida organizada tricolor (Bamor) se reuniram com o diretor de futebol Paulo Angioni para cobrar melhores resultados.  Ontem, antes do treino, foi a vez do treinador bater um longo papo com os jogadores. Depois, os próprios atletas se reuniram a portas fechadas.

Falcão desconversa. “Foi mais uma conversa de orientação para que a gente não cometa falhas como cometeu no jogo com o Botafogo. O que não se deve repetir”, afirma.

Informações de bastidores, porém, dão conta de que se o Bahia não vencer o Flamengo, amanhã, às 16h, em Pituaçu, o treinador será demitido. O nome do baiano Péricles Chamusca, inclusive, já circularia pela mesa da diretoria.

Nada muito diferente do ambiente no Flamengo, onde Joel Santana foi dado até como demitido, mas resistiu à derrota no Fla-Flu. Outro revés complica, pois o argentino Jorge Sampaoli, técnico da Universidad de Chile, já foi procurado no final de junho.

4-5-1
De volta ao Bahia, onde, apesar da pressão, Falcão nega estar pressionado no cargo. “Estou incomodado pelos resultados. Pressionado, não. Não existe essa preocupação. Mas, quando eu trabalhei no futebol como jornalista, nunca apoiei isso. Se você acredita no profissional, você precisa dar tempo”, diz, para depois falar sobre a situação do time na zona de rebaixamento.

“Já poderia estar acostumado a isso, até porque o Bahia esteve há alguns anos nessa dificuldade. Não deveria ser novidade para ninguém. Novidade é pra mim, pois essa zona não me satisfaz”.

Entre os jogadores, a necessidade da vitória para livrar a barra do treinador se faz necessária e, se depender de Fabinho, improvisado mais uma vez na lateral direita, o suor será dobrado.  “A cultura do futebol brasileiro é meio injusta, né? Em nenhum momento a gente falou em queda ou derrota. Pensamos só em consertar nossos erros e conseguir a vitória. A nossa briga é essa: arrumar o nosso Bahia”. O tricolor jogará no 4-5-1. Diones entra no lugar de Elias.

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